PDT: NOSSO PARAMETRO É A NOSSA HISTÓRIA

quarta-feira, 19 janeiro, 2011

Prof. Desiderio

As negociações por espaço no governo Jacques Wagner (PT), têm acirrado os ânimos entre os partidos da base aliada. A disputa ganha mídia com lances interessantes e até surreal.

O anúncio feito pelo governador na última segunda-feira com o nome dos novos secretários (pelo menos 15 foram confirmados), colocaram em confronto o PP e o PDT.

O confronto na verdade não é novo e tem, ao que parece, como pano de fundo o desejo dos parlamentares por cargos. Na verdade mais que desejo, no caso de algumas figurinhas carimbadas, que faz parte da base.

Movido e instigado por parlamentares que fazem parte da Executiva Estadual, o presidente do PDT da Bahia, Alexandre Brust, declarou à imprensa que o partido era do tamanho do PP e por isso deveria ter o mesmo espaço no governo.

O presidente do PP, ministro Mario Negromonte, disse em resposta a Brust desconhecer o tamanho do PDT. Foi replicado por Brust, que declarou ter, 05 deputados estaduais , 04 federais e mais um senador. O ministro não treplicou e parecia que o caso estava encerrado.

Ledo engano. Com a indicação do vice-governador Oto Alencar(PP) para a Secretaria de Infra-Estrutura do Estado os ânimos se exaltaram novamente. Isso porque, segundo os deputados estaduais do PDT, Oto foi indicado na cota do governador condicionado a um “acordo” para se filiar nas hostes pedetistas.

O vice-governador declarou na segunda-feira não ter nenhuma intenção de se desfiliar do PP, por questão ética, e por temer que a Lei da fidelidade partidária lhe cassasse o mandato.

Nos parece um argumento plausível e sensato. É no mínimo estranha a posição dos deputados do PDT, em não concordar com tal atitude, já que a legenda defende a fidelidade partidária em seu Estatuto.

O presidente do PDT é um homem sensato e a maior liderança trabalhista em nosso Estado. É fundador do Partido, gaúcho, está há 44 anos na Bahia, é cidadão de Salvador, com título conferido pela Câmara, e da Bahia pela Assembléia Legislativa. Contudo, precisa estar alerta para não ser manobrado por quem quer que seja.

O governo não é do PP, daí não haver qualquer necessidade de comparação ou briga com esse partido, muito menos com o vice-governador, que faz muito bem em continuar aonde  está.

O PDT é do tamanho da sua história. E foi em nome dela que foi convidado pelo Governador Jacques Wagner para fazer parte da sua base. A luta por espaço é justa mas, não se pode esquecer que o partido, entrou para fazer parte de um projeto político inovador, que pretende transformar a vida dos baianos.

Finalizando se não houve mudança no Projeto de Mudanças, não há necessidade de radicalização com o Governo. Brust tem respaldo da militância do Partido para conduzir esse processo. Portanto, o parâmetro é o respeito à história e à ética trabalhista, e isso ele sabe defender muito bem.

 


João Henrique dá o troco, se desfilia do PMDB e já trabalha seu retorno ao PDT

quarta-feira, 19 janeiro, 2011

João Henrique e Geddel juntos já é coisa do passado

Um dia após ser suspenso do PMDB, o prefeito de Salvador, João Henrique, deu a resposta e pediu sua desfiliação do partido, que na Bahia é comandado pelo ex-ministro e ex-candidato ao governo, Geddel Vieira Lima.

João e Geddel travam uma briga nos bastidores desde a eleição para o governo do estado, no ano passado, quando o candidato peemedebista sentiu-se abandonado pelo prefeito. Na conta de ingratidão cobrada por Geddel tem o seu esforço para reelegê-lo prefeito de Salvador, em 2008, quando enfrentou o PT e praticamente deu inicio à sua indisposição com o governador Jaques Wagner.

Enfrentando forte desgaste junto à administração municipal, o prefeito João Henrique já não conta com o apoio de Geddel, que também não é mais ministro e, por cima, está sem mandato e com pouca força na esfera federal.

Na briga que vem travando nos bastidores por conta da sua insatisfação com o prefeito de Salvador, o ex-ministro chegou a chamá-lo de “o menino maluquinho”, numa alusão ao comportamento do gestor junto à administração municipal.

Somente na semana passada João Henrique demitiu sete secretários, todos de forma atabalhoada. Fabio Mota, por exemplo, que desempenhava um bom trabalho à frente da SESP, foi demitido por telefone.

Retorno ao PDT

A briga com os irmãos Vieira Lima (Geddel e Lúcio) poderia não estar na previsão de João Henrique, mas o seu desdobramento, com Geddel o chamando de “o menino maluquinho”, era a senha que faltava para poder deixar a legenda peemedebista ser correr o risco de perder o mandato.

Nesta quarta-feira (19) João Henrique entra com um pedido de desligamento do PMDB junto ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), fundamentado nestes incômodos recentes, o que pode deixar o seu caminho livre para entrar em outra legenda.

Nos bastidores, o prefeito já trabalha o seu retorno ao PDT, partido pelo qual se elegeu em 2004, mas que depois deixaria para entrar no PMDB, atraído pelas verbas do então ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.

Primeiro João Henrique tentou entrar no PV, mas recuou. Houve também um namoro rápido com o PP de Mário Negromonte e João Leão, mas parece que foi só um encontro de uma noite de ressaca.

Faz tempo que o filho de João Durval tenta construir o seu caminho de volta ao ninho pedetista. No inicio, ele sofreu muita resistência, principalmente do presidente estadual da legenda, Alexandre Brust. Hoje, contudo, a situação parece lhe ser mais favorável, já que alguns obstáculos foram quebrados.

Esperto, mesmo em situação adversa João come pelas beiradas. Logo, convidou o vereador Gilberto José (Presidente do Diretório do PDT em Salvador) para a Secretaria Municipal de Saúde e articulou para que o suplente Cristovinho retornasse à Câmara, também pelo PDT, já que o mesmo estava sem partido.

O certo é que João Henrique, mesmo vivendo o pior momento da sua administração, sortudo como sempre, vai quebrando resistências. Até os que mais se opunham à sua entrada no PDT, já avalizam o seu retorno, mesmo que isso represente um risco para o partido, que pretende disputar a prefeitura de Salvador na próxima eleição.

Por Evandro Matos – especial para o Interior da Bahia

 


PMDB CULPA GOVERNO E MARIA LUIZA POR ROMPIMENTO

quarta-feira, 19 janeiro, 2011
Foto: Agecom


Em outubro de 2010, logo após o 1º turno, JH e Maria Luiza visitaram Jaques Wagner

No documento que oficializou o rompimento com o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, o PMDB ressaltou o período em que esteve na administração e culpou o governo do Estado e a deputada estadual Maria Luiza, ex-peemedebista, pela crise política no Palácio Thomé de Souza. Conforme o texto, assinado pelos diretórios estadual e municipal, o ingresso da sigla na gestão, durante o período em que Geddel Vieira Lima era o ministro da Integração Nacional, “resultou a pública e notória melhoria da eficiência administrativa e da captação de recursos junto ao governo federal. A presença do PMDB mudou a cara da administração”. Sobre o Estado, a agremiação lembrou a campanha de 2008, em que JH enfrentou o PT no segundo turno, para acusar a administração de Jaques Wagner de prevaricação. “É bom lembrar que o atual governador tudo fez para derrotá-lo, usando de forma escancarada a máquina do governo, na tentativa de eleger o candidato Walter Pinheiro”, apontou. Já a primeira-dama é considerada a principal responsável pela cisão entre o alcaide e o PMDB. Em mais uma grave incriminação, os peemedebistas alegam que a prefeitura favoreceu a campanha de Maria Luiza à reeleição. “A aproximação das eleições de 2010 acelerou este processo a partir da, até hoje inexplicável, desfiliação do PMDB da deputada Maria Luiza Carneiro, primeira-dama do Município. A reeleição da deputada passou a ser o único e preponderante projeto da prefeitura, ao qual tiveram que se subjugar os interesses da administração e as lideranças políticas da base do governo municipal”, denunciou, ao salientar que a candidatura de Geddel ao governo foi “totalmente ignorada” por JH. Clique aqui (I e II) e leia na íntegra a carta do PMDB.

(Evilásio Júnior)

 


PARA O PTN, ‘SERIA UMA HONRA’ ABRIGAR JH

quarta-feira, 19 janeiro, 2011
Foto: Max Haack/BN


Luizinho admite que formalizará convite

Na contramão da tendência dos demais partidos, o PTN não vê problemas em atrair para os seus quadros o prefeito João Henrique Carneiro, cuja legenda, o PMDB, oficializou o rompimento. A informação sobre uma possível filiação começou a circular nos bastidores nesta quarta-feira (19). O vereador Luizinho Sobral, que assumirá o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa no próximo mês, na vaga deixada por João Carlos Bacelar, atual secretário municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Secult), afirmou ao BN que não tem conhecimento da suposta adesão, mas a vê com bons olhos. “Seria uma honra. É lógico que o partido está aberto ao prefeito. Vamos sentar para fazer um convite”, revelou Sobral. Ele se reuniu com os edis Carlos Muniz e Geraldinho e garante que os correligionários também concordam em abrigar JH. “Seria bom para o partido”, definiu. Bacelar, que além de ser titular da Secult é o presidente estadual da sigla, não atendeu aos telefonemas do BN.

(Evilásio Júnior)

 


Impasse com o PP impede Wagner de anunciar nomes das outras secretarias

quarta-feira, 19 janeiro, 2011

Otto Alencar, na Infraestrutura, não foi aceito como cota do PP

A relação entre o governador Jaques Wagner (PT) e o deputado federal João Leão (PP), não anda nada boa. Por isso, era difícil a sua participação numa secretaria no segundo governo do petista.

Nos últimos dias o PP viveu um dilema: o partido não aceitava a nomeação do vice-governador Otto Alencar (PP) para Secretaria de Infraestrutura pela sua cota.

Se o governador indicasse Otto, teria que ser pela sua cota pessoal. Além de já ter a Agricultura, o partido mirou na Secretaria de Integração Regional (SEDIR) e de Portos, o que acabou conseguindo.

Antes da indicação das outras duas secretarias, havia a especulação de que os deputados Jairo Carneiro e Luiz Argolo seriam os nomes mais fortes do partido para assumi-las. Até a próxima sexta-feira (21), os novos titulares serão conhecidos.

Pendências e nomes

Também até a sexta-feira, Wagner deve indicar os outros secretários das pastas que ficaram pendentes. Falta a indicação do titular de quatro secretarias: Indústria, Comércio e Mineração, Desenvolvimento Social (SEDES), da Mulher e Igualdade Racial (SEPROMIR) e Justiça.

Para a Indústria e Comércio, há uma especulação de que a indicação pode caber ao PDT, que não se contenta em ficar apenas com a Secretaria da Ciência e Tecnologia, considerada sem força política e sem recursos para investimentos. Entre os pedetistas, o nome do deputado estadual Paulo Câmara é o mais cotado para assumir, caso a pasta fique para a legenda.

Por outro lado, o partido também já indicou o ex-deputado federal Nestor Duarte para a Secretaria de Ciência e Tecnologia, que hoje tem como titular o gaúcho Feliciano Tavares Monteiro.

Para a Secretaria de Desenvolvimento Social, o nome mais especulado até agora é o do ex-prefeito de Senhor do Bonfim, Carlos Brasileiro, que se elegeu deputado em 2010.

Para a Secretaria da Mulher a mais cotada é a pedagoga e militante do Movimento Negro do PT, Arany Santana. O deputado estadual Marcelino Galo foi indicado para o cargo, mas não aceitou.

Já para a Secretaria da Justiça, uma das mais importantes do governo, o nome do Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-OAB, secção da Bahia, Saul Quadros, vinha sendo o mais especulado. Contudo, nos últimos dias uma indicação do deputado federal Marcio Marinho pode mudar o rumo das negociações.

Com isso, a conselheira federal da OAB, Silvia Cerqueira, passa a ser nome forte para ocupar a pasta, que na gestão anterior estava sob o comando do deputado federal Nelson Pelegrino.

Da redação.

Fonte: interiordabahia. Com.br