UM NOVO ESTILO?

quinta-feira, 27 janeiro, 2011

Por Carlos Chagas

Terça-feira  em São Paulo, participando de homenagem ao ex-vice-presidente José Alencar. Hoje  em Porto Alegre, na Federação Israelita, para lembrar as vítimas do holocausto. Amanhã  na cidade gaúcha de Candiota, para inaugurar uma usina de energia que funciona desde o começo do mês.

A agenda da semana demonstra que Dilma Rousseff não se enclausurou no palácio do Planalto, como alega a oposição, mas, no reverso da medalha, também não repete a performance do Lula, permanente andarilho pelo país. Desde a posse, a presidente sai oficialmente pela segunda vez da capital federal,  descontada a viagem privada a Porto Alegre para visitar a filha e a neta. A primeira foi para percorrer as regiões assoladas pela tragédia, na serra fluminense.

Trata-se de um estilo peculiar de Dilma, em nada parecido com o furor do Lula, que  todas as semanas, sem exceção, voava para algum ponto do território nacional, inaugurando pedras fundamentais e obras inacabadas, quando não se encontrava no estrangeiro. A esse propósito, a presidente estará na próxima segunda-feira em Buenos Aires,  para visita de serviço à presidente Cristina Kirschner.

Lentamente, sem despertar comparações, Dilma cria um modelo pessoal de governar, que só o futuro revelará se mais profícuo que o do antecessor. Ou não.

O importante neste primeiro mês de governo, ainda incompleto,  repousa na postura rígida da chefe do governo, que em três semanas já admoestou quatro ministros e mandou demitir dois auxiliares de segundo escalão, um no ministério da Justiça, outro no da Educação.  Ela  não admite que se fale em seu nome sem autorização, muito menos anunciando iniciativas com as quais não concorda ou sobre as quais ainda não decidiu. Sem a emissão de juízo de valor, trata-se de um novo comportamento inaugurado em Brasília.

CRER, OBEDECER E LUTAR

É sempre bom olhar o passado, que se não  diz o que fazer, sempre dirá o que evitar.  No auge do fascismo  na Itália, Mussolini dirigia-se às multidões ululantes exigindo delas três obrigações: “crer,  obedecer e lutar”. Também  recomendava as excelências do “viver perigosamente”, ainda que  o perigo estivesse personalizado nele. Era uma farsa, em parte  semelhante ao período vivido pelo Brasil entre 1964 e 1985, quando se tornava perigoso  discordar das verdades absolutas emanadas do Olimpo.

Estas considerações e fazem a propósito das próximas comemorações do aniversário do PT.  Mesmo dividido em treze facções distintas, o partido corre o risco de deixar-se inebriar pelo sonho de tornar-se único, detentor do poder maior. Só que tem um problema: enganam-se caso pensem que  a presidente Dilma Rousseff fará as vezes do rei Victor Emanoel, à espera de um Mussolini caboclo. Na Itália, o Partido Fascista conseguiu, por um década, suprimir todo o tipo de oposição, sem que o monarca se insurgisse, só depois demitindo o ditador e mandando-o para a prisão. Aqui, os candidatos a Mussolini, que por enquanto é bom não fulanizar, poderão ser presos antes de ocupar o poder. Crer, obedecer e lutar pode não ser uma boa proposta.

MILITARES  NA EXPECTATIVA

Depois do adiamento por pelo menos um ano da compra dos 36 modernos  aviões de caça para a FAB,  Dilma Rousseff parece estar dando um “chega-pra-lá” na Marinha. Teria sido adiada também a aquisição de onze navios de patrulha oceânica, ainda que a compra de  submarinos não tenha sofrido percalços.   A presidente já despachou com os comandantes das três forças. Quer compreensão para sua decisão, tendo em vista a falta de recursos e as prioridades por ela definidas.  Não há como deixar de falar em frustração castrense, mas, mesmo assim, não se trata de cancelamento das modernizações, mas de adiamento. O problema é que o equipamento militar vai ficando cada dia mais obsoleto, mesmo quando comparado com as forças armadas da América do Sul.  Venezuela, Peru e Colômbia vão ganhando uma corrida na qual  o Brasil se recusa a  entrar, mas será bom lembrar que as riquezas do pré-sal já exigem cuidados, bem como a disposição de vigilância nas fronteiras.

NOVATOS IMPERTINENTES

Reúne-se hoje, em Brasília, a bancada de senadores do PT.  Vão decidir a queda de braço entre Marta Suplicy e José Pimentel, eleitos em outubro e intransigentes candidatos à primeira vice-presidência da casa. Na verdade,  a melhor solução para os companheiros seria mandar os dois  passear. Afinal, são senadores de primeiro mandato, havendo na bancada gente mais experiente. O presidente Lula passou apertado, nos últimos quatro anos, quando Marconi Perilo, do PSDB, exerceu a vice-presidência, criando muitos casos para o governo. Por isso o PT tomou a decisão de reivindicar a função, capaz de  facilitar a vida de Dilma Rousseff nas ausências do presidente José Sarney, de resto em vias de ser reeleito. Querem uma sugestão? Por que não o senador Eduardo Suplicy?


Pedetistas voltam de Brasilia; Lupi manteve posição da executiva estadual

quinta-feira, 27 janeiro, 2011

Lupi ligou para falar sobre decisão a Wagner, que pediu tempo

O governador Jaques Wagner poderá anunciar até o final desta semana novos espaços do PDT no governo estadual – mas seguramente não será no primeiro escalão, disseram nesta quarta-feira (26), em off, fontes do PT. Sabe-se, contudo, que Lupi ligou para Wagner para ratificar a posição da estadual. O governador pediu tempo para resolver.

A executiva estadual do PDT esteve reunida nesta quarta-feira em Brasília com o presidente nacional licenciado da legenda, ministro Carlos Lupi, para tratar sobre a questão. Os pedetistas não quiseram, no entanto, comentar o conteúdo da reunião, que aconteceu a portas fechadas no gabinete de Lupi.

“Discutimos apenas assuntos internos do partido”, desconversou Alexandre Brust, presidente estadual do PDT. “Lupi e Jaques Wagner se falaram por telefone, fora da sala de reunião, e o ministro está aguardando uma resposta do governador sobre esse assunto. Colocamos nossa expectativa, mas ela não pode ser divulgada porque envolve outros partidos”, disse.

Indefinições

Segundo fontes do partido, um rompimento do PDT com o governo Wagner está fora de cogitação. No primeiro escalão, o PDT deve ficar mesmo com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), para a qual está cotado o nome de Nestor Duarte.

A tendência é manter  também a titularidade da Agerba e da CBPM (ligada à Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração) e possivelmente abocanhar mais alguma empresa do segundo escalão.

A Secretaria da Promoção da Igualdade (Sepromi), cujo titular ainda não foi definido por Jaques Wagner, não atrai o interesse do PDT, segundo informações de bastidores, por ser uma secretaria com baixo orçamento. A Prodeb também foi oferecida pelo governador Wagner, mas recusada pelo partido.

Fontes do PT consideram que a presidência da Assembleia Legislativa, que poderá ficar com o pedetista Marcelo Nilo, deve entrar na conta do espaço político do partido junto ao governo.

Nesta quinta, 27, a bancada do PT se reúne para discutir a candidatura de Nilo, que é defendida pelo presidente estadual do partido, Jonas Paulo. Informações de A Tarde.


Especialização em História inscreve para nova turma da Uneb em Jacobina

quinta-feira, 27 janeiro, 2011

Com novas opções, a Uneb avança na região de Jacobina

Graduados em história, geografia, letras e áreas afins da cidade de Jacobina e região têm nova oportunidade para complementar sua formação acadêmica.

O Departamento de Ciências Humanas (DCH) do Campus IV da UNEB, no município, está com inscrições abertas, até o dia 23 de fevereiro, para a terceira turma da pós-graduação lato sensu em História: Cultura Urbana e Memória.

A especialização, gratuita, é uma iniciativa conjunta dos colegiados dos cursos de História, Letras e Geografia do departamento. Estão sendo disponibilizadas 25 vagas, sendo 40% para candidatos negros e 5% para indígenas, egressos da rede pública de ensino.

Documentos

 

Para participar do processo seletivo é necessário entregar ficha de inscrição e documentos exigidos em edital na sala da pós-graduação do DCH, de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h. Há ainda a opção de enviar a ficha e os documentos autenticados pelos Correios (via Sedex).

“Os anteprojetos de pesquisa apresentados devem trabalhar a cultura urbana de Jacobina e região em suas múltiplas possibilidades, seja em imagens e cultura oral, seja em expressões representativas de cada localidade”, explica Hélida Santos, coordenadora da especialização.

Segundo Ione Leal, diretora do DCH, essa é mais uma oportunidade para que os estudantes da UNEB realizem uma educação continuada. “A ideia é que nossos discentes, após finalizar sua graduação, já invistam em uma especialização, para que sejam profissionais ainda mais qualificados”, pontua.

Etapas

A seleção compreenderá as etapas de avaliação curricular, análise do anteprojeto e entrevista. O resultado vai ser divulgado na página do departamento, no Portal UNEB, no dia 21 de março.

O curso é dividido em módulos quinzenais e tem duração de 12 meses, totalizando carga de 480 horas-aula. A matrícula acontece nos dias 23 a 25 de março e as aulas iniciam dia 1° de abril. Informações: Campus IV – tel. (74) 3621-3337.

Núcleo de Jornalismo – Assessoria de Comunicação


Documentário retrata história da quituteira Alaíde do Feijão

quinta-feira, 27 janeiro, 2011

A quituteira baiana Alaíde do Feijão é a estrela do vídeo realizado pelo publicitário João Silva, com lançamento previsto para o dia 31 de Janeiro, segunda-feira, às 21h no Multiplex Iguatemi. O vídeo enfatiza a importância da feijoada na g astronomia brasileira, contando sua história e peculiaridades. As gravações aconteceram na casa de Alaíde, na Feira das Sete Portas e no Pelourinho, onde fica o restaurante da quituteira e onde habitualmente ocorrem as edições anuais do evento “Quitanda do Saber”.

 

Com 26 minutos de duração, o vídeo já tem exibição programada também pela TVE e TV Brasil. Além de contar a trajetória de Alaíde, especialista em feijoada desde quando, ainda menina, ajudava a mãe a vender a iguaria na porta do Elevador Lacerda, o documentário conta com depoimento de diversas personalidades baianas, entre as quais Póla Ribeiro, diretor do Irdeb, e Antonio Carlos “Vovô”, presidente do Ilê Aiyê.

Segundo o publicitário e diretor João Silva, o vídeo documentário mostra “como um dos principais pratos da culinária brasileira contribui para a resistência e promoção cultural de um povo.”

João se disse muito feliz com essa sua primeira incursão na sétima arte e ressalta a importância de Pepito Gonzáles e Jorge Alfredo na realização do documentário, alem da paciência de Alaíde que é uma verdadeira rainha negra da Bahia.

Ficha Técnica:
Realização: Instituto Maria Preta
Produção: Fundo de Quintal e Maria Comunicação
Argumento e montagem: Jorge Alfredo
Direção de fotografia: Pepito Gonzales
Edição: Wandilson Dica
Finalização: Igor
Direção: João Silva

Apoio:
IRDEB
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
Ministério da Cultura

Fonte: correionago.ning.br