Quem são os líderes do Brasil?

segunda-feira, 31 outubro, 2016
Jornal do Brasil

É uma população que não aceita ser liderada mais por liberais nem por conservadores. Preferem ser liderados por populistas.

O populismo se assemelha a que? Àqueles que querem seus privilégios à custa do Estado. Por isso o discurso do populista conseguiu enebriar um povo que quer ter expectativa de, se jovem, poder comprar sua casa e não perder seu emprego; se mais velho, acreditar que o serviço público vai lhe dar assistência.

Quem são os líderes do Brasil?
Quem são os líderes do Brasil?

Pior que o populista são os outros quase 50% de eleitores brasileiros que não acreditam em mais nada e, por isso, não foram votar. Outros tantos anularam. Acreditar que essa multidão quer o que está acontecendo é cinismo. Acreditar que essa multidão quer um governo liberal é ingenuidade.

Essa multidão, somada ao populismo, atinge a 70% da população brasileira. O que querem mesmo é ter representante que atenda sua desilusão ou raiva.

E aí quem deve falar são os sociólogos, antes que a voz não seja mais ouvida por causa dos barulhos mais violentos que essa multidão possa fazer.


Eleição de Kalil em BH representa mais uma derrota para Aécio Neves em Minas Gerais

domingo, 30 outubro, 2016
Jornal do Brasil

O tucano João Leite era apoiado pelo presidente do PSDB, Aécio Neves, que tem em Minas Gerais seu reduto eleitoral. Contudo, esta foi a sua segunda derrota no estado, já que em 2014 Fernando Pimentel, do PT, foi eleito governador de MG. Com isso, a força política de Aécio para uma eventual candidatura pelo PSDB à corrida presidencial de 2018 fica comprometida.

Kalil

Aos 57 anos, Alexandre Kalil (PHS) disputa uma eleição pela primeira vez. A campanha dele foi marcada pelo lema de que não é político e sim empresário. Natural de Belo Horizonte, foi presidente do Atlético-MG de 2008 a 2014. Durante sua gestão, o clube contratou Ronaldinho Gaúcho e foi campeão da Copa Libertadores da América, em 2013, considerado o maior título da história do time mineiro.

Alexandre Kalil (PHS) venceu a disputa para a prefeitura da Belo Horizonte
Alexandre Kalil (PHS) venceu a disputa para a prefeitura da Belo Horizonte

Crítico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o ex-dirigente liderou a criação da Primeira Liga, que organizou no início deste ano uma competição com clubes de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e dos estados do sul do país.

Graduado em engenharia civil, Kalil é sócio da empresa Erkal Engenharia. Em 2014, chegou a registrar-se como candidato pelo PSB a deputado federal, mas desistiu do pleito após a morte de Eduardo Campos, que disputava a Presidência da República pelo mesmo partido.

O vice na chapa da Kalil é Paulo Lamac (Rede), também natural da capital mineira.

Com Agência Brasil


Eleições 2016: Conquista tem segundo turno

domingo, 30 outubro, 2016
Zé Raimundo fala em virada, Herzem em libertar Conquista do PT

Por Aparecido Silva

Campanhas encerradas, os dois candidatos à prefeitura de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, demonstraram confiança em entrevista ao Bocão News na manhã deste domingo (30), quando 230 mil eleitores vão às urnas definir o futuro da cidade.

A última pesquisa divulgada mostra o candidato do PMDB, Herzem Gusmão, em franca vantagem à frente do candidato do PT, Zé Raimundo. Apesar do cenário desfavorável, o prefeiturável petista garante que as últimas agendas de campanha representaram uma sensação de que é possível virar o jogo. “Encerramos a campanha ontem, uma campanha que foi bastante intensa, com participação de aliados, da militância. Tivemos uma caminhada ontem com Lídice, Wagner, a receptividade nas últimas duas semanas foi muito boa”, apontou Zé Raimundo.

“O clima que tenho sentido é que nossa campanha cresceu bastante, estou muito otimista na virada”, disse o petista, esperançoso. Apesar da confiança, o candidato, que é deputado estadual, lamenta o cenário de desgaste enfrentado por seu partido nacionalmente. “Sem dúvida, o clima geral, o ambiente que a gente vive no Brasil, com manifestações nacionais, claro que meu partido o foi o principal alvo. Isso está comprovado hoje, do ponto de vista político, que houve seletividade, e por isso há desgaste, é natural”, avaliou, apostando que o eleitor conquistense dê o voto de confiança, segundo ele, no trabalho desenvolvido pelo PT na cidade ao longo dos últimos 20 anos.

Do lado adversário, os 20 anos de PT governando a cidade foi exatamente um dos principais pontos criticados pela campanha peemedebista. “São 20 anos, e digo que Conquista não precisa somente de alternância de poder, precisa de libertação, temos a sensação que eles tomaram a prefeitura. É preciso devolver a prefeitura à Conquista, fazer um grande debate de restauração. Hoje, vivemos índices catastróficos na educação, saúde, segurança, abastecimento de água. São muitas promessas, poucas realizações”, alfinetou o candidato peemebista.

De acordo com Herzem Gusmão, a cidade “demonstra alegria” com sua possibilidade de vitória, conforme apontam pesquisas de intenção de voto. “Realizamos uma carreta que foi a maior da campanha. Estamos muito confiantes”, frisou.

Zé Raimundo e Herzem Gusmão votam neste domingo no Colégio Estadual Abdias Menezes, no bairro de Candeias, entre 9h30 e 10h.

Bocão News


Ministros do TST rebatem declarações de Gilmar Mendes sobre Justiça do Trabalho

sábado, 29 outubro, 2016

Agência Brasil

Durante palestra proferida na semana passada, Gilmar Mendes disse que o TST “desfavorece as empresas em suas decisões”. Mendes disse também que há aparelhamento da Justiça do Trabalho por “segmentos do modelo sindical”.

Ministro declarou que Justiça do Trabalho "desfavorece as empresas em suas decisões"
Ministro declarou que Justiça do Trabalho “desfavorece as empresas em suas decisões”

No documento, os ministros da Justiça do Trabalho manifestam “desconforto profissional e pessoal” com as declarações e repudiam as falas de Gilmar Mendes sobre parcialidade das decisões do tribunal.

De acordo com a carta, os ministros “creem que palavras mediante as quais se busque amesquinhar e depreciar a atuação do Tribunal Superior do Trabalho não apenas não tornam melhor quem as profere, como também em nada elevam e em nada edificam as instituições”.

A manifestação de repúdio foi assinada pelos ministros João Oreste Dalazen, Barros Levenhagen, Aloysio Corrêa da Veiga, Lelio Bentes, Luiz Philippe de Mello Filho, Caputo Bastos, Márcio Eurico Amaro, Walmir da Costa, Maurício Godinho, Kátia Arruda, Augusto César de Carvalho, José Roberto Freire Pimenta, Delaíde Arantes, Hugo Scheuermann, Alexandre Belmonte, Cláudio Brandão, Douglas Rodrigues e Maria Helena Mallmann.

Tags: direitos, empresas, gilmar, justiça, trabalhador, trabalho

Odebrecht afirma que caixa 2 para Serra foi pago em conta na Suíça

sexta-feira, 28 outubro, 2016
Jornal do Brasil

Já o caixa dois operado no Brasil foi negociado com o ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB), próximo de Serra.

Tais repasses, de acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, foram mencionados por dois executivos na delação premiada da empreiteira, nas negociações do acordo com a PGR em Brasília e com a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. São eles Pedro Novis, presidente do grupo entre 2002 e 2009 e atual membro do conselho administrativo da holding Odebrecht S.A; e o diretor Carlos Armando Paschoal, conhecido como CAP, que atuava no relacionamento com políticos de São Paulo e na negociação de doações para campanhas.

Executivos dizem que verba foi repassada à campanha presidencial de José Serra em 2010
Executivos dizem que verba foi repassada à campanha presidencial de José Serra em 2010

Novis e Paschoal fazem parte do grupo de 80 funcionários que negociam a delação, e também dos que já estão com os termos definidos, como penas e multas a pagar. A assinatura dos acordos deve ocorrer em meados de novembro.

>> Odebrecht: José Serra recebeu R$23 milhões via caixa dois

>> José Serra é citado em negociação de delação premiada da OAS


Teori Zavascki suspende operação que prendeu agentes da Polícia Legislativa

quinta-feira, 27 outubro, 2016
PF apurava suposta tentativa de obstruir investigações sobre parlamentares na Lava Jato

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (27) a suspensão da Operação Métis, que prendeu na semana passada agentes da Polícia Legislativa por suposta tentativa de obstrução de investigações sobre parlamentares na Operação Lava Jato. O relator da Lava Jato no STF ordenou, também, o envio de todo o processo relativo à operação da Justiça Federal do Distrito Federal para a Suprema Corte.

A decisão de Teori é liminar (provisória) atende a um recurso do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que criticou a operação, argumentando que caberia apenas ao STF autorizar a entrada de agentes da PF no Senado, e não a um “juizeco de primeira instância”, nas palavras do próprio peemedebista, fazendo referência à decisão do juiz Vallisney Souza Oliveira, da Justiça Federal de Brasília.

Relator da Lava Jato no STF, Teori determinou que Justiça Federal do DF envie processo para a Corte
Relator da Lava Jato no STF, Teori determinou que Justiça Federal do DF envie processo para a Corte

Deflagrada na última sexta-feira (21), a Operação Métis gerou uma crise entre os Três Poderes a partir das declarações de Renan. Na ocasião, o presidente do Senado criticou a falta de ação do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, sobre a Polícia Federal, classificando o ministro de Michel Temer como “no máximo, um chefete de polícia”. Na sequência, Renan fez críticas ao juiz que autorizou a entrada da PF no Senado e recebeu uma dura resposta da presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, que se disse atingida toda vez que um juiz é ofendido no exercício de sua função.

>> PF prende agentes da Polícia Legislativa acusados de atrapalhar Lava Jato

>> Renan chama ministro da Justiça de “chefete de polícia” e juiz de “juizeco”


Supremo decide que desaposentação é ilegal

quinta-feira, 27 outubro, 2016

Agência Brasil

A legalidade do benefício estava em julgamento na Corte há dois anos e sofreu sucessivos pedidos de vista. Mais de 180 mil processos estavam parados em todo o país aguardando a decisão do Supremo.

Por 7 votos a 4, os ministros consideraram a desaposentação inconstitucional por não estar prevista na legislação. Votaram contra o recálculo da aposentadoria os ministros Dias Toffoli, Teori Zavascki, Edson Fachin, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Celso de Mello, e a presidente, Cármen Lúcia. A favor votaram Marco Aurélio, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski.

Ministros consideraram a desaposentação inconstitucional por não estar prevista na legislação
Ministros consideraram a desaposentação inconstitucional por não estar prevista na legislação

A validade da desaposentação foi decidida após um aposentado pedir ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a interrupção do pagamento da atual aposentadoria por tempo de serviço e a concessão de um novo benefício por tempo de contribuição, com base nos pagamentos que voltou a fazer quando retornou ao trabalho.

AGU

Em parecer enviado hoje (26) ao Supremo, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu que para a concessão da desaposentação seria necessário que o segurado devolva todos os valores recebidos durante a aposentadoria.

A AGU entende que a revisão sem a devolução dos valores contraria a Constituição Federal, que estabelece o “caráter contributivo da Previdência Social e a necessidade de preservação do equilíbrio entre suas receitas e despesas” do INSS.