Garotinho diz que sempre confiou na Justiça e critica “abuso de autoridade”

quinta-feira, 24 novembro, 2016
Por 6 a 1, TSE revogou sua prisão nesta quinta-feira

Garotinho destacou que sempre confiou que a Justiça “corrigiria o abuso de autoridade” cometida contra ele. O ex-governador frisou ainda que não era acusado de corrupção, enriquecimento ilícito ou qualquer desvio de verba pública.

Veja a nota de Garotinho:

Nota de Garotinho sobre a decisão do TSE, enviada através do seu advogado

Sempre confiei que a justiça corrigiria o abuso de autoridade e a violência cometida neste caso contra mim. Não sou acusado de corrupção, enriquecimento ilícito ou qualquer desvio de verba pública, tão somente, de uma possível irregularidade eleitoral e me privar da liberdade por isso é uma verdadeira afronta ao Estado Democrático de Direito. 

Garotinho diz que sempre confiou na Justiça e critica "abuso de autoridade"
Garotinho diz que sempre confiou na Justiça e critica “abuso de autoridade”

Pior do que ter sofrido essa violência que quase me custou a vida, foi ver a alma da minha família ferida. 

Agradeço a Deus, a todos que oraram por mim, a minha esposa, aos meus filhos, meus advogados e a todos aqueles que continuam acreditando que a justiça no Brasil deve ser para todos, mas respeitando o direito e as garantias Constitucionais. 

Anthony Garotinho 

Maioria dos ministros do TSE vota pela revogação da prisão preventiva de Garotinho

Na manhã desta quinta-feira (24), a maioria dos ministro do TSE votou favorável à substituição da prisão preventiva de Anthony Garotinho. Os ministros definiram que a pena (atualmente Garotinho está em prisão domiciliar) deve ser substituída por medidas cautelares como a fixação de fiança de 100 salários mínimos, e a proibição de manter qualquer tipo de contato com testemunhas do caso. Garotinho também não poderia se ausentar de sua residência por um período maior que três dias. Caso isso aconteça, o ex-governador teria que comunicar a Justiça com antecedência.

Votaram a favor da liberdade de Garotinho os ministros Luiz Fux, Rosa Weber, Admar Gonzaga e Napoleão Nunes, a relatora do habeas corpus, ministra Luciana Lóssio e o presidente o TSE, ministro Gilmar Mendes. Já o ministro Herman Benjamin votou contra o pedido de habeas corpus.

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Petrobras aprova acordos com investidores para encerrar onze ações individuais nos EUA

quinta-feira, 24 novembro, 2016
Jornal do Brasil

A Petrobras já havia celebrado acordos para encerrar outras quatro ações individuais propostas perante a Corte Federal de Nova York, EUA, como informado em 21 de outubro de 2016.

No balanço do terceiro trimestre divulgado em 10 de novembro de 2016, a Petrobras reconheceu uma provisão de US$ 364 milhões. Os valores dos acordos informados hoje estão incluídos nessa provisão.

Essas onze ações individuais foram consolidadas, para fins de julgamento, com outras doze ações individuais (além das quatro já extintas por acordo) e a class action movidas contra a Companhia (e outros) perante a Corte Federal de Nova York, EUA. Com o anúncio de hoje, a Petrobras alcança acordo em mais da metade das ações individuais consolidadas com a class action.

A estatal afirmou que no momento, não é possível fazer estimativa confiável sobre o desfecho da class action.

“Esses acordos, cujos termos são confidenciais, não constituem qualquer reconhecimento de responsabilidade por parte da Petrobras, que continuará se defendendo firmemente nas demais ações em andamento e têm como objetivo eliminar incertezas, ônus e custos associados à continuidade dessas disputas”, disse a Petrobras em nota.

 

Executivos da Odebrecht assinam delações premiadas

As delações dos executivos da Odebrecht são as mais esperadas da Operação Lava Jato. Planilha encontrada durante buscas na sede da empreiteira, em fevereiro, durante a 23ª fase da Lava Jato, enumera valores, políticos e até apelidos. Impressiona a quantidade de políticos que aparecem na relação – mais de 200 – dos mais variados partidos, tanto do governo quanto da oposição.

A iminência da conclusão das negociações de delação da Odebrecht teria inclusive melhorado o humor de Marcelo Odebrecht, cujo depoimento é um dos mais esperados pelos procuradores. Marcelo Odebrecht foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 19 anos e quatro meses de prisão por crimes de corrupção passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro na Lava Jato.

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