Odebrecht provocará tsunami na política nacional, diz procurador

segunda-feira, 20 fevereiro, 2017

Carlos-FernandoO procurador Regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos principais negociadores das delações premiadas e leniências da força-tarefa da Operação Lava Jato, afirmou que as revelações de executivos e ex-executivos da Odebrecht vão provocar um “tsunami” na política brasileira.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o decano da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, disse ainda que as delações confirmarão que a corrupção, descoberta na Petrobras, existe em todos os níveis de governo, envolvendo partidos de esquerda e direita. “A corrupção está em todo sistema político brasileiro, seja partido A, partido B, seja partido C. Ela grassa em todos os governos”.

“É um grande caixa geral de favores que políticos fazem através do governo, e em troca recebem financiamento para si ou para seus partidos e campanhas. Funciona em todos os níveis, exatamente igual”, diz Santos Lima, que defende o fim do sigilo para a maior parte da delação da Odebrecht. “Isso vai ser revelado bem claramente quando os dados das colaborações e da leniência da Odebrecht forem divulgadas – e, um dia, serão.”

O procurador negou que a Lava Jato realize “prisões em excesso”, disse que grupos políticos deixaram de apoiar as investigações após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e que reformas nas regras penais do País – como as propostas no pacote das 10 Medidas contra a Corrupção – não podem existir sem uma reforma política.

“A classe política tem que perceber que a sobrevivência dela depende dela mudar seus próprios atos. Se o sistema mudar, aqueles que vierem a sobreviver ao tsunami de revelações, quem sabe encaminhe o Brasil para um País melhor”, afirmou Santos Lima.

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Presidente do PDT lembra rusga e questiona “peso político” de Marcelo Nilo

segunda-feira, 20 fevereiro, 2017

Presidente do PDT lembra rusga e questiona “peso político” de Marcelo Nilo

Foto: Tácio Moreira/Metropress

Deputado federal e presidente do PDT na Bahia, Félix Mendonça Júnior conversou com Mário Kertész nesta segunda-feira (20) sobre os desafios do mandato e lembrou a saída do deputado Marcelo Nilo do partido.

Deixando clara a rusga com o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Félix afirmou que Nilo “fala muita coisa que não se concretiza”. “Alexandre Brust deixou a presidência [do PDT] e o Nilo saiu dizendo que eu ia ser o novo presidente, eu me coloquei presidente. Ai começou a confusão, ele me criticou e a inimizade partiu para o lado pessoal. Tenho processo contra ele, eu e minha irmã. Marcelo Nilo fala muita coisa que não se concretiza”, disse.

O presidente do PDT questionou ainda o “peso político” do rival. “Ele levou sete deputados com ele quando foi para o PSL. Levou dois deputados com ele: Paulo Câmera e Euclides Fernandes. Paulo já voltou. Não sei quantos deputados vão ficar no PSL”, afirmou.

Metro 1