Lupi e Manoel Dias discursam em Congresso da Internacional Socialista

sexta-feira, 3 março, 2017
Com Bruno Ribeiro – Flb-ap02/03/2017

Começou hoje a vai até o próximo sábado (4) o XXV Congresso da Internacional Socialista em Cartagena, Colômbia. O PDT participa do encontro com comitiva liderada pelo presidente Nacional Carlos Lupi e pelo secretário nacional da legenda, Manoel Dias. Lupi será confirmado vice-presidente da Internacional Socialista.

Em discurso nesta quarta, Lupi defendeu a manutenção dos direitos trabalhistas e alertou para os dirigentes da internacional quanto ao momento político vivido no Brasil e no mundo.

“Precisamos refletir sobre o que acontece no mundo. A Internacional Socialista não pode aceitar a construção de muros. A direita continua crescendo na humanidade com o poder do capitalismo”, disse.

“Nós, socialistas e sociais-democratas, olhamos para os seres humanos. Peço uma reflexão sobre o que acontece no mundo e que impacta a humanidade. Precisamos derrubar os muros da discriminação. É o papel da Internacional Socialista, que sempre esteve na vanguarda”, convocou o pedetista.

Ao liderar a comitiva do PDT junto do presidente da sigla, Carlos Lupi, Manoel Dias reforçou a importância da mobilização dos grupos socialistas. “As forças de esquerda precisam estar cada vez mais integradas para combater essa onda reacionária e neoliberal que assola países em todo o mundo. Por isso, o alinhamento das ações é fundamental para impedir o retrocesso social e a retirada de direitos históricos”, afirmou, ao também dialogar com María Isabel Allende, do Partido Socialista chileno.

No Brasil, a jovem democracia sofreu um atentado no ano passado. O atual governo segue a cartilha do sistema financeiro e promove movimentações que buscam destruir a Previdência e a CLT, além de correr para entregar o nosso petróleo, que é a riqueza para emancipação do nosso povo”, alertou Dias, que foi ministro do Trabalho e Emprego no governo da presidente Dilma Rousseff.

 

A delegação pedetista também conta com a presença dos vice-presidentes nacionais do partido, Miguelina Vecchio, André Figueiredo, Vieira da Cunha, além do secretário de Relações Internacionais da sigla brasileira, Márcio Bins Ely, da dirigente da Ação Mulher Trabalhista (AMT), Marli Mendonça, e do vice-presidente estadual do PDT no Ceará, Josbertini Clementino.

Programação

O evento, que apresenta o slogan “por um mundo em paz, com igualdade e solidariedade”, promoverá uma série de debates sobre ações executadas e propostas para redução dos conflitos, com destaque para o processo de pacificação existente na Colômbia, foi destacado pelo presidente local, Juan Manuel Santos.

Além do processo eleitoral da IS, o evento promoverá painéis que darão destaque para a implementação de políticas para estimular uma maior igualdade na economia nacional e mundial.

Fonte: ASCOM/ http://www.pdt.org


‘The Economist’: Como a América Latina lida com financiamento de campanhas

sexta-feira, 3 março, 2017
Reportagem fala sobre caso Odebrecht

No Peru, as paredes e mesmo as pedras da montanha são pintadas com os nomes dos candidatos, destaca The Economist. Embora os meios de comunicação social sejam cada vez mais importantes, muitos dos políticos da região ainda ocupam as ruas com cartazes e realizam manifestações, dando apoio com alimentos, camisetas e até mesmo dinheiro.

Quem paga por toda a parafernália da democracia eleitoral, e o que eles poderiam receber em troca, questiona The Economist. Revelações de doações políticas corruptas em vários países latino-americanos pela Odebrecht e outras construtoras brasileiras estão estimulando demandas para apertar as regras de financiamento de campanha.

> > The Economist How Latin America deals with campaign finance

Nadine Heredia, a esposa do ex-presidente do Peru, Ollanta Humala, nega ter recebido uma doação de US$ 3 milhões da Odebrecht pela campanha vitoriosa de seu marido em 2011. Um senador colombiano que admitiu embolsar um suborno da Odebrecht alega que o valor teria sido para a Campanha do presidente Juan Manuel Santos em 2014, afirma The Economist.

A sabedoria popular sustenta que as eleições latino-americanas são cada vez mais caras. Apesar do tempo de televisão gratuito, o custo das campanhas do Brasil são semelhantes as dos Estados Unidos, segundo algumas estimativas.

A sabedoria popular sustenta que as eleições latino-americanas são cada vez mais caras
A sabedoria popular sustenta que as eleições latino-americanas são cada vez mais caras

De fato, há muito que os governos da região buscam regular o financiamento das campanhas, mas muitas vezes ineficazmente, como Kevin Casas-Zamora, ex-vice-presidente da Costa Rica, e Daniel Zovatto, cientista político argentino. Quaisquer que sejam as regras, a realidade é que um pequeno grupo de empresas privadas concentra a maior parte do dinheiro da campanha em quase todos os lugares, exceto talvez no Uruguai e na Costa Rica, observa The Economist.

O Uruguai foi o primeiro país do mundo a dar um subsídio público aos partidos políticos, em 1928. Agora, a maioria das democracias latino-americanas o faz, mas os subsídios são em pequenos em sua maioria. Na Venezuela, em teoria, não há subsídios; Na prática, o partido no poder emprega recursos estatais ilimitados em suas campanhas. Toda a América Latina, exceto El Salvador, proíbe doações políticas estrangeiras. Isso não impediu o venezuelano Hugo Chávez e o Partido dos Trabalhadores do Brasil (via Odebrecht) de financiar campanhas em outros países, para combater o viés de centro-direita de doações privadas, analisa o texto do diário britânico.

Em uma região de grande desigualdade de riqueza, é difícil discordar que as doações políticas corporativas devem ser rigorosamente regulamentadas. Mas o financiamento de campanhas é um problema para o qual não há panaceias, apenas escolhas difíceis e uma verdade incontestável: a política democrática custa dinheiro e alguém tem que pagar por ela, finaliza The Economist.