Em entrevista, Caetano Veloso afirma que Ciro é a melhor opção para 2018

sexta-feira, 10 março, 2017
Blog do Moreno/O Globo07/03/2017

Em entrevista ao colunista Jorge Moreno Bastos, do Jornal O Globo, o cantor e compositor Caetano Veloso disse que Ciro Gomes é a melhor das opções colocadas à corrida presidencial de 2018. De acordo com o jornalista, Caetano adiantou também que já votou no pedetista em 1998, e que “o discurso de Mangabeira [Unger] em sua volta ao PDT, que vi na internet, me convenceu”.

Leia abaixo a íntegra da notícia, que foi publicada no “Blog do Moreno” nesta terça-feira (07/03).

“Antes de embarcar ontem à noite para Montevidéu, no Uruguai, onde começa hoje uma série de shows pela América do Sul, Caetano Veloso disse ao Blog do Moreno que acredita que Ciro Gomes é a melhor das opções colocadas para a sucessão de Michel Temer. Reconheceu que, ao assumir a candidatura de Ciro, está na contramão de vários amigos intelectuais e artistas, como Chico Buarque, que acabam de subscrever um manifesto em defesa da candidatura do ex-presidente Lula, sob o título “Lula já!”.

– É bom que as posições sejam definidas, pois isso só estimula, agita, o debate.

Ao blog, Caetano ressaltou que a sua posição em defesa da candidatura de Ciro Gomes já havia sido manifestada em artigo que escreveu para a revista eletrônica “Fevereiro”, da qual é colaborador.

Ele já previa, nesse artigo, o surgimento do movimento pró-Lula, tanto que, a certa altura do texto escreveu:

– A volta de Lula? O pensamento sobre 2018 trouxe a hipótese. Lula é um líder de grandeza incomparável, talvez só Getúlio. Seu discurso em resposta à estranha decisão do juiz Moro de expedir uma condução coercitiva para levá-lo a depor sem que ele tivesse se negado a fazê-lo mostrou um político potente. Pouco depois, ele já aparecia como um ex-líder. Entristece, mas a fórmula de liderança populista é algo que me sugere retrocesso a velhos males latinoamericanos.

Sobre a candidatura de Ciro, Caetano lembrou:

– Votei em Ciro Gomes na eleição de 1998: eu não era a favor da reeleição. Agora, sabendo-o possível candidato, penso em voltar a fazê-lo. O discurso de Mangabeira em sua volta ao PDT, que vi na internet, me convenceu.”

Confira a íntegra do discurso do Mangabeira Unger que influenciou na decisão de Caetano Veloso:

Mulheres Trabalhistas  promove Palestra nesse sábado em Salvador
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Associação de Mulheres Trabalhistas AMT- Bahia, promove palestra nesse sábado, 11,  com o tema: O Empoderamento da Mulher, com Kelly Fernandes.
O evento acontece na sede do PDT, á rua da Mouraria Nº 50, e terá inicio ás 09:00H. E quem faz o convite é Márcia Gullias, presidente da AMT- Ba.

Magistrados chamam Maia de “grosseiro e arbitrário”, após fala contra Justiça do Trabalho

sexta-feira, 10 março, 2017

Presidente da Câmara disse que “Justiça do Trabalho não deveria nem existir”

“Vamos votar a modernização das leis trabalhistas propostas pelo governo e achamos que a proposta do governo é tímida, apesar de o governo tentar nos convencer a votar o texto que veio do governo, eu acho que não, acho que precisamos avançar. Acho que há um consenso da sociedade que esse processo de proteção [dos trabalhadores] gerou desemprego, gerou insegurança e dificuldades pros empregos brasileiros. Acho que precisamos ter a coragem de dizer isso”, alega Maia.

>> Justiça do Trabalho não deveria nem existir, diz Rodrigo Maia

Michel Temer e Rodrigo Maia: "A proposta do governo é tímida, acho que há temas que precisamos avançar", disse presidente da Câmara
Michel Temer e Rodrigo Maia: “A proposta do governo é tímida, acho que há temas que precisamos avançar”, disse presidente da Câmara

Em nota, os magistrados repudiaram “cabalmente” as declarações. “Os Magistrados Trabalhistas cumprem muito bem seu papel institucional de zelar pelo estrito cumprimento da legislação, especialmente a trabalhista. Aliás, causa espécie a esta Associação constatar que o falacioso discurso provém de membro do Poder Legislativo. A bem de ver, o deputado, de maneira grosseira, arbitrária e atentando contra a sua elevada função institucional, pretende repassar o ônus de suas reformas impopulares aos Juízes do Trabalho. Algo que, definitivamente, não aceitamos.”

Veja a nota:

NOTA OFICIAL EM DEFESA DA JUSTIÇA DO TRABALHO

A Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da Primeira Região (AMATRA1), entidade que congrega mais de 380 magistrados no estado do Rio de Janeiro, ao tomar ciência das declarações emitidas pelo Presidente da Câmara, Deputado Rodrigo Maia, nesta quarta-feira, dia 8 de março de 2017, de que a Justiça do Trabalho não deveria existir, que seus membros tomam decisões irresponsáveis, o que, segundo ele teria acarretado a quebra dos setores de hotelaria, bar, restaurantes, serviços e alimentação do Rio de Janeiro, vem a público, observando seu dever estatutário (artigo 2º, I), externar o seguinte:

1 – Repudia cabalmente tais declarações, salientando que os Magistrados Trabalhistas cumprem muito bem seu papel institucional de zelar pelo estrito cumprimento da legislação, especialmente a trabalhista. Aliás, causa espécie a esta Associação constatar que o falacioso discurso provém de membro do Poder Legislativo. A bem de ver, o deputado, de maneira grosseira, arbitrária e atentando contra a sua elevada função institucional, pretende repassar o ônus de suas reformas impopulares aos Juízes do Trabalho. Algo que, definitivamente, não aceitamos.

2 – A quem o Presidente da Câmara pretende enganar ao dizer que as decisões “irresponsáveis” dos Juízes do Trabalho “quebraram” o “sistema de hotel, bar e restaurantes no Rio de Janeiro”, bem como os setores de “serviço e alimentação” se, como é notório, tal fato decorreu da enorme crise política e econômica por que passa o estado do Rio de Janeiro, originária da má gestão de governos há muito despreocupados com sua missão pública?

3 – Não obstante, a declaração feroz contra a Justiça do Trabalho serviu para que seu eleitor trabalhador saiba o que pensa o deputado sobre o setor do Poder Judiciário incumbido de equilibrar as relações entre capital e trabalho e diminuir as desigualdades sociais que podem, essas sim, majorar a crise já instaurada. Diminuir as desigualdades sociais, aliás, deveria ser um compromisso também do Legislativo dentro de suas atribuições.

Cléa Couto

Presidente da AMATRA1

Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1a Região

Rio de Janeiro, 09 de março de 2016