Protesto contra Reforma da Previdência no Campo Grande reúne 40 mil pessoas, diz CTB

quarta-feira, 15 março, 2017

por Guilherme Ferreira / Júlia Vigné

Protesto contra Reforma da Previdência no Campo Grande reúne 40 mil pessoas, diz CTB

Foto: Guilherme Ferreira / Bahia Notícias

Os protesto contra a Reforma da Previdência reuniu mais de 40 mil pessoas no Campo Grande na tarde desta quarta-feira (15), de acordo com a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Procurada, a Polícia Militar da Bahia afirmou não divulgar mais estimativas de público. De acordo com o presidente da CTB, Aurino Pedreira, a quantidade de pessoas é grande porque “a mudança na previdência irá atingir diretamente os trabalhadores”. “O protesto contra a previdência mobiliza mais gente do que um ato contra o impeachment por impactar diretamente os trabalhadores”, afirmou o presidente, que definiu a Reforma da Previdência e a Reforma do Ensino Médio como “um conjunto de medida para tirar os nossos direitos”.

Bahia Noticias

Fotos marcam dia histórico/ fotos do Bocão News



Brasil tem paralisação geral contra a reforma da Previdência

quarta-feira, 15 março, 2017

Greve de ônibus teve grande adesão em São Paulo, No Rio, movimento é parcial

Os atos foram convocados pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, ligadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT), e também contam com apoio de partidos de extrema-esquerda e movimentos por moradia. Em São Paulo, a maior parte dos ônibus não circulou, e aqueles que saíram às ruas ficaram lotados.

Já o metrô deve ficar paralisado durante todo o dia, com exceção da linha 4, que é administrada pela iniciativa privada, e de alguns trechos dos outros ramais. Além disso, metalúrgicos bloquearam a rodovia Presidente Dutra nos arredores de Guarulhos, Taubaté e São José dos Campos.

a greve atinge escolas das redes pública e privada. Também há manifestações em cidades como Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Recife e Porto Alegre. Na capital federal, manifestantes do Movimento Sem Terra (MST) ocuparam a sede do Ministério da Fazenda.

A reforma da Previdência proposta por Temer aumenta a idade mínima de aposentadoria para 65 anos, tanto para homens quanto para mulheres. Além disso, para receber o teto do benefício, o trabalhador precisará contribuir por pelo menos 49 anos. Apenas militares não serão afetados pelo projeto, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso.

São Paulo

A cidade de São Paulo amanheceu nesta quarta-feira (15) sem o principal transporte público de massa, os trens do metrô, que atendem diariamente a cerca de 3,2 milhões de pessoas, e com quase toda a frota de ônibus parada. Houve também vários bloqueios no trânsito por causa da paralisação nacional contra as reformas trabalhista e da Previdência Social.

Por volta das 6h25, no entanto, foi acionado o Plano de Contingência do Metrô para que os passageiros voltassem a ser atendidos, ainda que parcialmente, nas linhas 1-Azul (ligação da zona norte com a sul), 2-Verde (região da Avenida Paulista) e 3-Vermelha (ligação leste-oeste).

Nesse horário, já era normal o funcionamento da Linha 5 Lilas, que atende à população da zona sudoeste, e da Linha Amarela (que liga a Estação da Luz à região dos bairros de Pinheiros e do Butantã). A única que permanecia parada era a Linha 15-Prata, que faz a ligação entre o Ipiranga, na zona sul, e a Cidade Tiradentes, na zona leste. A oferta dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) se manteve normal.

A decisão dos metroviários de aderir ao ato nacional contrariou decisão da Justiça. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) havia determinado a manutenção do funcionamento pleno das atividades nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e de 70% nos demais horários. O descumprimento implica pagamento de multa de R$ 100 mil por dia.

Pontos lotados

Em consequência da falta de opções, muitos passageiros lotavam os pontos de ônibus em vários locais e muitos moradores tiraram o carro da garagem, provocando um congestionamento acima do normal. Para facilitar os deslocamentos, a prefeitura liberou o rodízio de veículos, o uso dos corredores de ônibus e a gratuidade nos estacionamentos da zona azul.

Por volta das 7h, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 118 quilômetros de lentidão na região do centro expandido. Em média, o motorista gastou cerca de meia hora a mais do que o normal para percorrer, por exemplo, a Marginal Tietê nos dois sentidos. Além de mais carros nas ruas, a morosidade também foi provocada por bloqueios de vias em função de manifestações, em pelo menos cinco pontos – um deles, na Avenida Nações Unidas, rumo à rodovia Castelo Branco.

Ônibus circulam no Rio, mesmo com anúncio de greve

No Centro do Rio, os ônibus circularam normalmente
No Centro do Rio, os ônibus circularam normalmente

Apesar da greve anunciada pelos motoristas e cobradores na cidade do Rio de Janeiro, a circulação de ônibus no Grande Rio não foi prejudicada. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores aprovou na terça-feira (14), em assembleia, a paralisação em protesto contra as reformas previdenciária e trabalhista propostas pelo governo federal.

Por meio de nota, a RioÔnibus, que representa as empresas de ônibus, informou que os consórcios da cidade do Rio de Janeiro mantêm o planejamento para uma operação normal. A prefeitura informou que está monitorando toda a cidade, por conta de possíveis paralisações e manifestações previstas para hoje.

As concessionárias responsáveis pelos trens, metrô, barcas e veículo leve sobre trilhos (VLT) foram orientadas para reforçar suas operações, caso a greve dos rodoviários tenha algum impacto no transporte da população.

Outras categorias, como os professores das redes pública e privada e os bancários, também prometeram paralisações hoje no Rio de Janeiro, em protesto contra as reformas propostas pelo governo federal.

Com Agência Brasil e Ansa