Movimentos de base do PDT se encontram nesta sexta-feira em Brasília

sexta-feira, 17 março, 2017
Wellington Penalva17/03/2017

PDT Diversidade representa marca vanguardista da legenda

Vanguarda é ingrediente indissociável na história pedetista. Presente desde o nascimento do partido, ela foi representada pelo PDT Diversidade nesta sexta-feira (17), na abertura dos congressos e encontros dos movimentos partidários da legenda. A Ação da Mulher Trabalhista (AMT), a Juventude Socialista e o Movimento Negro também se reúnem na tarde de hoje. Encontros acontecem no Hotel Nacional em Brasília, e terminam amanhã (18), com a Convenção Nacional da legenda.

Na manhã de hoje, o PDT Diversidade levantou questões cruciais na luta social, como o desenvolvimento de políticas públicas em defesa da comunidade LGBT.

“O PDT Diversidade está se alicerçando graças ao projeto de nação que temos hoje que é Ciro 2018. Estamos crescendo e conseguindo inserir a pauta LGBT que, hoje, enfrenta a resistência do forte conservadorismo presente na conjuntura política atual. Como sempre, o PDT nunca foge a luta e insere projetos que contemplam as nossas pautas, por meio dos deputados pedetistas”, avaliou Amanda Anderson, presidente do PDT Diversidade.

O presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, reforçou o comprometimento e o apoio irrestrito do partido à causa. “Brizola nos deixou a herança da luta pelo brasileiro e pelo bem social. Nos movimentos, no Congresso e em qualquer lugar que a gente esteja, temos a obrigação de lutar por igualdade. O foco do nosso partido é, e sempre foi, o ser humano”, afirmou Lupi.

Manuel Dias, presidente da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP) e secretário-geral do PDT, também falou sobre a batalha pela inserção da população LGBT na sociedade. “Nós estamos em processo de luta e busca da preservação do direito de todos os cidadãos, independente das suas opções, sejam elas quais forem”, atestou.

Em seguida, o secretário-geral do partido deu o caminho das pedras. “Para isso, a organização é fundamental. Com os movimentos, como o da Diversidade, fortaleceremos o partido e avançaremos nas conquistas. Por sua história e compromisso, o PDT é um partido preparado para ocupar a liderança da esquerda no país, pois na política não existe espaço vago”, concluiu.

A primeira reunião do evento contou, também, com a presença de parlamentares e outros líderes trabalhistas, dentre eles os deputados federais André Figueiredo (CE), o líder do partido  na Câmara, Weverton Rocha (MA), e Julião Amin (MA).

Agora à tarde, acontece a reunião da JS e os congressos da Ação da Mulher Trabalhista e do Movimento Negro. Dentre as liberações, será realizada a eleição da Direção de ambos os movimentos, palestras e apresentação dos relatórios das atividades regionais.

Convenção Nacional

Neste sábado, a partir das 10h, acontece a Convenção Nacional do PDT, com a eleição do Diretório Nacional e a análise da conjuntura, como as reformas da Previdência e Trabalhista. O encontro contará com a presença de toda a direção nacional do partido e membros do Diretório Nacional, como senadores, deputados federais e presidentes dos movimentos partidários, para eleição dos membros da Executiva Nacional.

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Rapidinhas: Lídice fora da chapa de Rui; Lula se complica; senador lidera em SE; e Monteiro no PDT

sexta-feira, 17 março, 2017

temer-padilha

temer-padilhaOperação Lava Jato e protestos contra as reformas da Previdência são os assuntos principais na pauta nacional. Mas a sucessão presidencial e nos estados, em 2018, também segue dominando os assuntos. O ex-presidente Lula faz discurso de campanha, mas sua situação perante a justiça continua complicada; cinco governadores e seis ministros de Temer fazem parte da nova lista do Procurador da República, Rodrigo Janot, enviada ao STF; Armando Monteiro Neto pode trocar o PTB pelo PDT e disputar o governo de Pernambuco.

Na Bahia, a senadora Lídice da Mata (PSB) pode ficar fora da chapa majoritária que terá Rui Costa (PT) como candidato à reeleição para o governo. Em Sergipe, o senador Eduardo Amorim (PSDB) lidera em Nossa Senhora da Glória para o governo e o Senado. Confira:

Lista de Janot tem cinco governadores e seis ministros

rodrigo janotOs novos nomes incluídos da lista enviada ao STF pela Procuradoria Geral da República continua sob sigilo. No entanto, na noite desta quarta-feira (15), a TV Globo divulgou mais alguns dos nomes de políticos que podem ser investigados depois da delação de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht.

São cinco governadores e seis ministros do governo Temer na lista dos pedidos de investigação: Os governadores citados nas delações divulgados pela TV Globo são: Renan Filho (PMDB), de Alagoas; Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio de Janeiro; Fernando Pimentel (PT), de Minas Gerais; Tião Viana (PT), do Acre; e Beto Richa (PSDB), do Paraná.

Além disso, um sexto ministro do governo Temer pode ser investigado: Marco Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços). Nessa terça-feira, já havia vazado outros cinco nomes: Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria Geral), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia) e Bruno Araújo (Cidades).

Situação de Lula: pena mínima pode ser de 31 anos

LULAIntegrante da “Lista Janot”, indiciado pela Polícia Federal, denunciado pela Procuradoria-Geral da República e réu – por enquanto – em casos graves de corrupção, o ex-presidente Lula está sujeito de 31 anos de reclusão, caso seja condenado à pena mínima, a até 124 anos. Ele se diz “perseguido”, mas as acusações resultam de três operações da Polícia Federal, forças-tarefas distintas e três juízes federais diferentes.

Lula responde por corrupção passiva, tráfico de influência, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, obstrução da Justiça etc. Ele já foi indiciado por crime de obstrução da Justiça, na Lava Jato, e corrupção passiva no caso do tríplex no Guarujá.

O ex-presidente também é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro em contratos da Odebrecht em Angola. Somadas, as eventuais penas de Lula ultrapassariam mais de um século de cadeia, e o Código Penal ainda prevê agravantes. E multas.

PDT quer tirar Armando Monteiro do PTB

armandoEmbora o senador Armando Monteiro esteja no PTB, o PDT está certo de que terá sua filiação a tempo de lançá-lo como candidato ao governo de Pernambuco em 2018. Armando faz parte de um bloco de oposição ao governador Paulo Câmara, do PSB. Conforme a coluna Expresso, da Revista Época, Monteiro afirmou que a decisão de sair do PTB não é só dele.

“Faço parte de um grupo político bem estruturado em Pernambuco e, por isso, [ir para o PDT] é algo que não está decidido nem pode ser decidido sozinho. Meu pai foi do PDT e tenho carinho enorme pelo partido, mas estou no PTB”, afirmou. No começo do ano, Monteiro esteve com outros representantes do PTB no Palácio dos Bandeirantes para convidar o governador paulista, Geraldo Alckmin, a trocar o PSDB pela legenda.

 Articulação pode tirar Lídice da chapa de Rui

Em discurso na tribuna do Senado, senadora Lídice da Mata (PSB-BA)

Eleita na chapa majoritária que reconduziu Jaques Wagner (PT) ao governo da Bahia em 2010, a senadora Lídice da Mata (PSB) pode não participar da composição da chapa na tentativa de reeleição do governador Rui Costa (PT) em 2018. Lídice, no entanto, reforça ser candidata a continuar no Senado, ainda que em 2014 tenha marchado em caminho diferente dos aliados – foi candidata a governadora contra o petista.

De acordo com informações, a socialista seria o elo mais frágil na chapa pré-estabelecida, que conta com Rui para o governo, João Leão (PP) na vice, Wagner para uma das vagas de senador, justamente na ocupada pelo senador licenciado Walter Pinheiro (sem partido), que inicialmente não teria espaço para reeleição após ter deixado o PT – e ter declarado não ser candidato à reeleição –, enquanto Lídice seria candidatura natural ao posto. Porém, com a ascensão do PSD em número de prefeitos e no controle da Assembleia Legislativa e da UPB, a sigla tentaria a quarta vaga na composição para reeleger Rui.

Pesquisa em Sergipe dá senador na liderança

amorimUma pesquisa de intenção de voto em Nossa Senhora da Glória, Sergipe, realizada pelo Instituto França entre os dias 20 e 23 de fevereiro, coloca o senador Eduardo Amorim (PSDB) na liderança tanto para o governo quanto para o Senado. Foram ouvidas 300 pessoas. A margem de erro é de 4% para mais ou para menos. Confira os números:

Governo: Eduardo Amorim (PSDB): 26,2%; N/B/Nenhum: 22,8%; Não sabe/Indecisos: 13,9%; Antônio Carlos Valadares (PSB): 14,4%; João Alves (DEM): 8,4%; Valmir de Francisquinho (PR): 6,4%

Belivaldo Chagas (PMDB): 5,9%; Ricardo Franco (sem partido): 2,0%; João Augusto Gama (PMDB): 0,0%

Senado: Eduardo Amorim (PSDB): 30,7%; Antônio Carlos Valadares (PSB): 28,7%; Pastor Heleno (PSB): 23,8%; Nenhum/N/B: 19,8%; Não sabe/Indecisos: 10,4%; Jackson Barreto (PMDB): 12,4%; Fábio Mitidieri (PSD): 8,9%; Laércio Oliveira (SD): 5,4%; Fábio Henrique (PDT): 4,5%.

.novoPartido Novo abre concurso para candidatos: R$ 1.200

Interessado em concorrer a algum cargo eletivo? Se for pelo Partido Novo, o pretendente terá, antes, de pagar a inscrição para participar de um concurso com outros interessados. Se o pretendente quiser ser candidato a deputado estadual, por exemplo, terá de pagar R$ 600 para entrar na disputa. Se for para o Senado ou para a Câmara Federal, o valor sobe para R$ 1.200 Se não for escolhido na seleção, o dinheiro não é devolvido para o interessado. Fica como doação para o partido. O prazo de inscrição terminará no dia 21 de abril.

O Partido Novo, em número de filiados, é o segundo menor: tem apenas 8.800, de acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Só está à frente do PCO, que tem 2.900 filiados.

lupiInternacional Socialista elege Lupi vice-presidente

O presidente do PDT e ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi eleito na última semana como um dos vice-presidentes da Internacional Socialista (IS), entidade que reúne partidos socialistas e trabalhistas pelo mundo. O PDT é associado à IS desde 1989. O representante brasileiro na entidade era o ex-procurador gaúcho Carlos Vieira da Cunha. O ex-primeiro-ministro grego George Papandreou foi reconduzido ao cargo de presidente.

R$ 192 milhões para a operação carro-pipa

carro-pipaO Governo Federal, por meio do Ministério da Integração Nacional, autorizou hoje (9) a liberação de R$ 98 milhões para a Operação Carro-Pipa em diversos estados. Com o repasse de R$ 94 milhões efetuado ontem (8), um total de R$ 192 milhões já está disponível para que o Exército faça o pagamento dos serviços prestados por pipeiros, nos meses de fevereiro e março, para o funcionamento da operação.

A Operação Carro-Pipa Federal atende cerca de 4 milhões de pessoas no Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo. A expectativa é que mais de R$ 1 bilhão seja investido nas ações em 2017. A contratação, seleção, fiscalização e pagamento dos pipeiros é uma atribuição do Comando de Operações Terrestres (Coter) do Exército Brasileiro. (Da redação, com informações do Dário do Poder, JC Online, Revista Época e NeNoticias).

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A derrocada da Odebrecht, que destruiu o país

sexta-feira, 17 março, 2017

Jornal do Brasil

Apesar dos acordos firmados com as delações, a empreiteira segue com uma redução drásticas de suas obras e sem conseguir financiamento do BNDES.

“O acordo da empreiteira com o Ministério Público Federal inclui multas bilionárias e o cumprimento de penas por parte dos executivos, em troca da garantia de que a Odebrecht fique livre de novos processos e possa voltar a ser contratada por governos. Mas órgãos federais que fiscalizam o emprego do dinheiro público – a Advocacia-Geral da União, AGU, a Controladoria-Geral da União, CGU, e o Tribunal de Contas da União, TCU – não se consideram contemplados pelo acordo, e não descartam abrir novos processos contra a empresa. Com isso, a Odebrecht está com o crédito suspenso junto ao BNDES, não consegue atrair sócios e nem vender empresas do grupo. Nos bastidores, os executivos da empresa só se referem à presidente do banco de fomento, Maria Silvia Bastos Marques, como “aquela Maria Silvia”. Consideram que o banco é parte de uma estratégia do governo Temer para acabar com a Odebrecht, seja por vingança – já que seus principais integrantes foram implicados nas delações –, seja pelo medo de serem acusados de algum tipo de conluio com a empreiteira”, diz a reportagem.

Ainda segundo a apuração, estão suspensos, hoje, os desembolsos do BNDES a dezesseis projetos da empreiteira fora do Brasil, espalhados pela África e pela América Latina. “São quase 9 bilhões de dólares em contratos fechados ao longo dos governos Lula e Dilma, agora em xeque. A própria Odebrecht afirma que tem 1,5 bilhão de reais retido no banco por serviços já prestados no exterior. O banco, por sua vez, agora só libera o dinheiro com a assinatura de um termo de compromisso que, entre outras coisas, ateste que contratos com os governos estrangeiros foram feitos de forma limpa. Não adiantou o procurador Deltan Dallagnol enviar cartas a todos os órgãos públicos atestando o fechamento do acordo com a empreiteira. Sem o tal termo, nada feito”, diz a reportagem.

Hoje a Odebrecht tem apenas cinco obras no Brasil, das quais três – Aeroporto do Galeão, a Rota do Oeste e linha 6 do Metrô de São Paulo – dependem de financiamento do BNDES para serem concluídos. “Um quarto projeto, o corredor de BRT que a prefeitura do Rio começou a construir na Avenida Brasil, está parado. Só a obra do submarino brasileiro continua, e mesmo assim a passos de cágado. Os 170 mil funcionários de outrora estão reduzidos a cerca de 90 mil, dos quais 90% atuando fora do Brasil”, diz o texto de Malu Gaspar.

Até o momento, as estimativas do volume de propina que a Odebrecht teria movimentado chegam a espantosos US$ 3,3 bilhões, só entre 2006 e 2014. Se este foi o valor pago pela empreiteira, segundo as investigações, imaginem o montante que deve representar as supostas vantagens obtidas pela empresa.

Vale lembrar que nada menos que setenta e sete de seus principais executivos fizeram delações premiadas. Ou seja, sete dezenas de empresários tinham conhecimento das supostas milionárias corrupções. Segundo as investigações, a empreiteira tinha o requinte de possuir um departamento exclusivo para a distribuição de propinas – um verdadeiro deboche com a população que hoje sofre com as consequências da crise.

A disseminação da corrupção deixou o país destruído, com uma crise econômica sem precedentes, uma taxa de desemprego que atinge 23 milhões de pessoas e vários estados falidos. Se a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, está realmente jogando duro com a empreiteira, este pode ser considerado um gesto patriótico. Não se pode dar dinheiro público a uma empresa que destruiu o país.