Desidério Melo assume diretoria geral do Instituto Anísio Teixeira

quarta-feira, 10 maio, 2017

Fortalecer a formação e valorizar o educador. É com este foco que Desiderio Bispo de Melo assume a diretoria-geral do Instituto Anísio Teixeira (IAT), órgão que integra a Secretaria da Educação do Estado da Bahia. Professor da rede estadual de ensino da Bahia desde 1998, Desiderio é formado em História e, também, em Direito. Possui pós-graduações nas áreas de musicoterapia e pedagogia do ensino superior. A posse do novo diretor está marcada para sexta-feira (12), às 9h, no auditório do Instituto.

“A minha expectativa é a mesma de todos os educadores. Precisamos avançar na formação dos educadores, e assim, de forma sistemática e perceptível, melhorar os indicadores educacionais de nosso Estado. Reconheço todos os esforços empregados na educação, desde 2007, mas precisamos avançar mais. Já avançamos com o piso, é uma conquista, mas a valorização do professor também é importante para mudarmos os nossos indicadores”, afirmou Desiderio, lembrando que conhece bem o IAT e que já passou por formações no Instituto. “O IAT é um lugar de excelência e precisamos levar esta excelência para dentro da sala de aula”, completou.
Professor Desidério, como também é conhecido, foi Assessor Especial para Assuntos Trabalhistas da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral -CBPM, membro da Executiva Estadual do PDT e Coordenador Estadual da Fundação Leonel Brizola.

Instituto Anísio Teixeira

O Instituto Anísio Teixeira – IAT, órgão em regime especial de administração direta da Secretaria Estadual da Educação da Bahia, com base no Regimento da Lei nº 8.970/94, tem por finalidade planejar e coordenar estudos e projetos referentes a ensino, pesquisa, experimentações educacionais e qualificação de recursos humanos na área de educação.

O Instituto abriga projetos estruturantes da Secretaria da Educação, como o Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (EMITec),  Gestão da Aprendizagem Escolar (Gestar na Escola) e o Programa de Difusão de Mídias e Tecnologias Educacionais (Rede Anísio Teixeira). Atualmente está desenvolvendo o Plano de Formação e Desenvolvimento dos Profissionais da Educação, em articulação com a Secretaria da Educação do Estado da Bahia.

Fonte: www,interiordabahia.com.br


Dados do Pnud evidenciam melhores resultados para brancos, homens e população urbana

quarta-feira, 10 maio, 2017

Jornal do Brasil*

De acordo com o relatório Desenvolvimento Humano para Além das Médias, “tanto no caso do IDHM, quanto dos subíndices de longevidade, educação e renda, e para todas as localidades analisadas, os dados desagregados confirmam as disparidades sociais existentes entre os grupos e evidenciam melhores resultados para brancos, homens e população urbana”.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida resumida do progresso a longo prazo em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: renda, educação e saúde. O objetivo da criação do IDH foi o de oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento.

As informações são dos censos demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2000 e 2010 e abrangem dados nacionais, das 27 unidades da Federação, de 20 regiões metropolitanas e 111 municípios.

O objetivo da iniciativa das instituições é dar visibilidade a dados estatísticos que evidenciam desigualdades e, com isso, subsidiar a elaboração de políticas públicas para a promoção da igualdade racial, de gênero e de melhores condições sociais das populações urbanas e rurais.

“A questão que aqui se coloca é: o processo de desenvolvimento recente do país ampliou ou reduziu as desigualdades entre esses grupos de indivíduos, se consideradas as dimensões do desenvolvimento humano? […]. O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil põe em destaque a trajetória recente da desigualdade entre mulheres e homens, negros e brancos e residentes da área urbana e rural, ao mesmo tempo em que se depara com desafios metodológicos que, por vezes, tendem a ocultar fenômenos sociais ou complexificar a sua exposição”, diz o relatório

Dados desagregados

Segundo o documento, no Brasil, somente em 2010, o IDHM dos negros se aproximou do IDHM que os brancos tinham em 2000. Ou seja, o IDHM dos negros levou dez anos para equiparar-se ao IDHM dos brancos, “revelando uma desigualdade que precisa ser reparada”.

A renda das mulheres também apresenta disparidades marcantes: era 28% inferior à dos homens, mesmo que elas tenham níveis educacionais mais elevados. Entre o campo e a cidade, a desigualdade nos indicadores de renda também ganha destaque. A renda domiciliar per capita média da população urbana é quase três vezes maior do que a da população rural.

Entretanto, segundo as instituições, também se observou uma redução das desigualdades como um todo e avanços em todos os indicadores do IDHM desagregado para o período. A exemplo disso, a diferença entre o IDHM de negros e brancos reduziu-se pela metade no período de 2000 a 2010. Em 2000, o IDHM da população branca era 27,1% superior ao IDHM da população negra, ao passo que, em 2010, o IDHM dos brancos passou a ser 14,42% superior ao IDHM dos negros.

Segundo o relatório, a opção do Ipea, Pnud e FJP de evidenciar as desigualdades dialoga com a aposta de mobilizar a sociedade e o Estado para que reforcem iniciativas de promoção da equidade e de combate efetivo às discriminações experimentadas por mulheres, negros e populações rurais e a todos os efeitos delas decorrentes.

“O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, de acordo com o Relatório Global de Desenvolvimento Humano de 2016 do PNUD. Ocupa a 10ª posição no ranking da desigualdade, de um conjunto de 143 países. Reconhecer e combater essa desigualdade é um desafio complexo e permanente para a sociedade brasileira”, diz o relatório, ao justificar a desagregação dos dados como uma das recomendações das Nações Unidas para abranger as particularidades dos diferentes grupos no desenvolvimento de políticas públicas.

* Da ‘Agência Brasil’