Rumo do país está errado para 95% dos entrevistados pelo Instituto Ipsos

quinta-feira, 29 junho, 2017

Avaliação Ruim/Péssima do governo Temer dobrou no período de um ano

Na pesquisa divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Ipsos, 95% dos 1200 entrevistados em 72 municípios brasileiros afirmam que o país está no rumo errado. Os outros 5% acreditam que o Brasil está no caminho certo. O índice negativo é o maior desde o início de 2005, quando o instituto iniciou esse tipo de questionamento.

Em retrospecto, as maiores percepções dos entrevistados sobre o país estar no caminho errado foram na época do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (94%); durante as manifestações de 2013 (58%) e em 2005, durante o julgamento do Mensalão, quando 71% dos entrevistados viam os rumos do país com pessimismo.

No outro extremo, o registro de percepção mais positiva foi durante as eleições presidenciais de 2010 e no início do primeiro governo de Dilma Rousseff, quando 81% dos entrevistados diziam que o país estava no caminho certo. Outros índices positivos foram registrados em 2006, no final do primeiro governo do ex-presidente Lula (61%) e durante a eleição de 2014 (60%).

Avaliação Ruim/Péssima do governo Temer dobra em um ano

A avaliação Ruim/Péssima do governo do presidente Michel Temer, que coincide com o crescimento da percepção negativa da população sobre os rumos do país, dobrou no período de um ano. Em junho do ano passado, o governo Temer era visto como Ruim/Péssimo por 43% dos entrevistados. Agora, com denúncias como corrupção, obstrução de justiça e organização criminosa que atingiram o chefe do Poder Executivo, o governo federal é avaliado negativamente por 84% dos entrevistados.

Em outro questionamento, 93% reprovaram a forma como Temer governa o país, enquanto outros 3% aprovam e os outros 3% não sabem ou não conhecem suficientemente para falar

Popularidade da Lava Jato

A pesquisa do Instituto Ipsos perguntou aos entrevistados se a Lava Jato, que teve origem a partir de denúncias de corrupção na Petrobras em 2014, deveria continuar com as investigações até o fim, custe o que custar. Para 96%, a operação deve ser mantida, mesmo que ela traga mais instabilidade política e econômica para o país. Para 74%, no entanto, a Lava Jato não está investigando todos os partidos. Dos entrevistados, 79% acreditam que as investigações vão tornar o Brasil “um país sério”. Em outra pergunta, 32% disseram acreditar que a Lava Jato “vai terminar em pizza”.

>> Rejeição a João Doria sobe para 52%, segundo Instituto Ipsos


Temer escolhe Raquel Dodge como Procuradora-Geral da República

quinta-feira, 29 junho, 2017

Substituição de Rodrigo Janot ocorre no dia 17 de setembro

Jornal do Brasil

Antes mesmo da divulgação da lista tríplice, escolhida por mais de 1200 procuradores do Ministério Público Federal (MPF), nesta terça-feira (27), Raquel já era apontada como a candidata mais próxima de Temer, enquanto Nicolao Dino passou a ser visto como o aliado de Rodrigo Janot, que apresentou denúncia contra o presidente da República.

Raquel Elias Ferreira Dodge é Subprocuradora-Geral da República e oficia no Superior Tribunal de Justiça em matéria criminal. Integra a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão, que trata de assuntos relacionados ao Consumidor e à Ordem Econômica. É membro do Conselho Superior do Ministério Público pelo terceiro biênio consecutivo. Foi Coordenadora da Câmara Criminal do MPF, membro da 6ª Câmara, Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão Adjunta. Atuou na equipe que redigiu o I Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, e na I e II Comissão para adaptar o Código Penal Brasileiro ao Estatuto de Roma. Atuou na Operação Caixa de Pandora e, em primeira instância, na equipe que processou criminalmente Hildebrando Paschoal e o Esquadrão da Morte. É Mestre em Direito pela Universidade de Harvard. Ingressou no MPF em 1987.

Nova PGR vinha sendo apontada como mais afinada ao Palácio do Planalto
Nova PGR vinha sendo apontada como mais afinada ao Palácio do Planalto

Nesta quarta-feira (28), Temer recebeu a lista tríplice com o resultado da consulta feita aos membros do MP sobre a troca. Raquel foi a segunda colocada na votação. Esta é a primeira vez em 14 anos que o presidente não escolhe o candidato que recebeu o maior número de votos.

Além de depender de aprovação pelo Senado, a troca será efetivada somente no dia 17 de setembro, quando termina o mandato de Janot, responsável por centenas de processos contra políticos envolvidos na Operação Lava Jato, incluindo a denúncia recente apresentada contra Temer.

A lista tríplice foi criada em 2001 e é defendida pelos procuradores da República como um dos principais instrumentos de autonomia da carreira. De acordo com a Constituição, o presidente da República pode escolher qualquer um dos mais de 1.400 dos membros da carreira em atividade para o comando da PGR. Desde 2003, no entanto, o nomeado é o mais votado pelos membros da ANPR.

O vice-procurador Eleitoral, Nicolao Dino, foi o candidato mais votado pelos membros do Ministério Público Federal em todo país, com 621 votos, seguido por Raquel Dodge (587 votos) e Mauro Bonsaglia (564 votos).

Com Agência Brasil