Mais de 750 estudantes desfilam nas fanfarras escolares neste 7 de Setembro na capital e no interior

quarta-feira, 6 setembro, 2017

  Mais de 750 estudantes integrantes de 67 fanfarras escolares da rede estadual de ensino da Bahia irão participar do desfile cívico na capital e no interior. A atividade, que é organizada pelas Forças Armadas, também conta com o envolvimento direto de 100 gestores, instrutores e técnicos da Secretaria da Educação do Estado da Bahia. Nas escolas estaduais, as fanfarras desempenham um papel pedagógico, se consolidando como um ambiente de aprendizagem e de incentivo ao protagonismo estudantil. Na capital, as fanfarras se concentram a partir das 7h, no Colégio Odorico Tavares, no Corredor da Vitória.
Os estudantes já estão na expectativa do desfile. É o caso de Greiciane Silva, 17, 8ª série do Colégio Estadual João Caribé, em Paripe, em Salvador. “Estou muito ansiosa e animada. Desfilar na fanfarra é um momento único que leva um ano de ensaio e dedicação. Estou muito feliz, porque foi aqui nesta família musical que aprendi a ter mais união com meus colegas e a ter mais comprometimento com os estudos”, revelou a aluna, que toca prato no grupo. A colega Gisele Aquino, 15, 1º ano, que atua como baliza, acrescenta: “É muito emocionante desfilar na linha de frente e ver as pessoas nos admirando e aplaudindo. Estou na banda há um ano e, desde então, já aprendi muito, principalmente em relação à união e ao respeito que devemos ter sempre com os nossos colegas, os nossos professores e as nossas famílias”.
No Colégio Estadual Professor Carlos Alberto Cerqueira, no bairro de São Caetano, os estudantes também falam sobre este momento especial. “Participo há sete anos da fanfarra da escola, a FAMUZA, e toco trombone. Desfilar no 7 de Setembro é sempre uma emoção nova”, declara o estudante Israel Nascimento, 18 anos, 3º ano.
Já o estudante Tayrone Gomes, 18, 8ª série, diz que a participação na Fanfarra da Escola Estadual Raul Sá, no bairro Mussurunga,  tem sido fundamental para a sua formação cidadã. “Estou há apenas um ano no grupo e já melhorei muito o meu comportamento em sala de aula. Estou mais disciplinado, não falto aula e estou mais interessado em estudar graças ao incentivo que recebemos na fanfarra”, destaca.
Integração
O regente Hermival Rego fala sobre o papel pedagógico das fanfarras. “Por meio deste trabalho lúdico, os alunos se tornam agentes transformadores de sua realidade”, afirma. É o que também acredita a diretora do Colégio Estadual Professor Carlos Alberto Cerqueira, Leonídia da Silva Pinto. “A fanfarra é uma ferramenta de resgate pedagógico. Além de trabalhar fundamentos da arte, as fanfarras estão voltadas à formação musical, levando para os nossos estudantes o sentimento de pertencimento e contribuindo para que eles construam a sua identidade estudantil”.
>> Os preparativos das fanfarras pra o 7 de setembro foi destaque na imprensa
– TV Bahia – TVE
 http://estudantes.educacao.ba.gov.br/noticias/mais-de-750-estudantes-desfilam-nas-fanfarras-escolares-neste-7-de-setembro-na-capital-e-no

Estudantes desenvolvem projeto que valoriza patrimônio cultural do Dique Pequeno

quarta-feira, 6 setembro, 2017

 

Foto: divulgação
O patrimônio cultural do Dique Pequeno, comunidade localizada às margens do Dique do Tororó, em Salvador, serviu de inspiração para o projeto pedagógico “Viva a comunidade, comunidade viva”, que foi apresentado, nesta terça-feira (05), pelos estudantes do Colégio Estadual Victor Civita – Tempo Integral, situado na região. O objetivo é promover o resgate histórico do lugar e a interação entre a escola e as famílias.
Para tanto, a unidade escolar esteve aberta ao público, que prestigiou as exposições de maquetes, assistiu a apresentações teatrais e participou de seminários. Foram socializadas informações sobre as fontes histórica de água do Dique Pequeno, sobre o samba junino “samba neguinho”, as brincadeiras infantis da comunidade e as lavadeiras do Dique do Tororó.
Para a professora Rosa Virgínia Magalhães, a ação vem contribuindo para a prática da Educação Patrimonial no ambiente escolar e para uma maior conscientização dos estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio do Dique Pequeno. Além disso, segundo a educadora, o projeto também contribui para despertar o sentimento de pertencimento da comunidade com relação à escola.
“É um projeto muito rico de conhecimento. Os estudantes estão felizes com as descobertas, cresceram enquanto educandos, usaram a criatividade e puderam conhecer a história do local onde vivem com os estudos sobre educação patrimonial. Também aflorou neles e na comunidade um sentimento de pertencimento que até começar as pesquisas pouco existia”, afirma.
 
Durante as pesquisas, os estudantes visitaram as cinco fontes que estão às margens do Dique e aprenderam sobre sua importância para a comunidade. A estudante Lorena Conceição Gomes, 14, 9º ano, fala sobre este aprendizado.  “Como eu não moro no bairro, conhecia bem pouco da história, mas depois que o projeto começou, fui me interessando cada vez mais. Entrevistamos moradores antigos da região, ficamos sabendo como era a vida deles, como eles usavam as fontes para lavar roupa, cuidar da casa e para tomar banho. Foi bom saber da história desse lugar”, conta.
Já André Guilherme dos Santos, 15, 9º ano, é morador da localidade. Ele diz que conhecia as fontes e até participa de algumas manifestações culturais que acontecem no bairro, mas desconhecia a história de cada uma delas. “Minha equipe apresentou uma peça teatral sobre a história da localidade do Dique Pequeno. Tive que mergulhar em pesquisas sobre patrimônio e preservação desse bem. Foi muito bom o aprendizado. Saber que eu moro em um lugar cheio de riquezas e poder passar para meus colegas é gratificante”, comemora.