Há 38 anos, Leonel Brizola retornava do exílio para lutar ao lado do povo

quinta-feira, 7 setembro, 2017
 FLB-AP/Bruno Ribeiro06/09/2017

“Coração cheio de saudades, mas limpo de ódios”. Assim, Leonel Brizola marcava, em 6 de setembro de 1979, seu retorno ao Brasil após 15 anos de exílio. Em Foz do Iguaçu (PR), o líder trabalhista desembarcou ao lado da sua esposa, dona Neusa, e foi recebido por lideranças e militantes.

Emocionado, Brizola fez questão de reafirmar que não existiu ressentimento, além de manifestar o anseio de ser útil à causa do povo brasileiro.

“Venho para tratar do ressurgimento da nossa causa. Me sinto muito feliz por estar no Brasil por Foz do Iguaçu. Isso, aqui, é o símbolo do que o nosso país de ser, deve construir, com essa gente extraordinária do Paraná. Me sinto profundamente feliz por essa oportunidade”, declarou.

Da cidade paranaense, ele seguiu para São Borja (RS), onde visitou os túmulos de Getúlio Vargas e João Goulart.

Confira abaixo registros da sua chegada:

 


Copom reduz juros básicos da economia para 8,25%, menor nível em quatro anos

quinta-feira, 7 setembro, 2017

Agência Brasil

Com a redução desta quarta, a Selic chega ao menor nível desde outubro de 2013, quando estava em 9% ao ano. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, no menor nível da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.

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A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,19% em agosto, no menor nível para o mês desde 2010.

Nos 12 meses terminados em agosto, o IPCA acumula 2,46%, a menor taxa em 12 meses desde fevereiro de 1999. Até o ano passado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para este ano, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.

Inflação

No Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2017 em 3,8%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,38%, mesmo com os aumentos recentes nos preços dos combustíveis.

Até agosto do ano passado, o impacto de preços administrados, como a elevação de tarifas públicas; e o de alimentos como feijão e leite contribuiu para a manutenção dos índices de preços em níveis altos. De lá para cá, no entanto, a inflação começou a cair por causa da recessão econômica e da queda do dólar.

Crédito mais barato

A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2017. A estimativa está em linha com o último Relatório de Inflação, divulgado em junho, no qual o BC também projetava expansão da economia de 0,5% este ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.