Ciro faz palestra com auditório lotado na Faculdade de Direito da Ufba; hoje será em Feira, na Uefs

quarta-feira, 1 novembro, 2017

O ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, deu inicio à sua passagem pela Bahia nesta terça-feira (31) com uma palestra na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Com o auditório completamente lotado, o pedetista discorreu sobre a economia brasileira, colocando os diversos problemas enfrentados pelo país nos últimos 50 anos e até apontando caminhos para a saída da crise.

Interrompido várias vezes por aplausos, Ciro mostrou a sua indignação de sempre, criticando parte da classe politica e a forma como o país vem sendo conduzido pelo governo Temer, conclamando, ao mesmo tempo, ‘uma união das forças da esquerda para o enfrentamento eleitoral em 2018’. Além do amplo conhecimento sobre as questões nacionais, o presidenciável adiantou algumas coisas que pretende fazer se chegar à Presidência da República.

“O presidencialismo tem essa vantagem do voto que o eleito recebe, por isso ele chega ao poder com uma força muito grande para botar em prática as suas ideias. E tem que aproveitar isso logo nos seis primeiros meses”, disse.  “Eu colocaria quatro prioridades como a Reforma Politica, Reforma Fiscal, Auditoria da dívida pública e um Pacto Federativo. Isso seria feito conversando com o Congresso Nacional e, em alguns casos, fazendo um plebiscito para ouvir a população”, pontuou.

Ao tratar sobre os altos índices de violência do país, Ciro disse que vai criar o Ministério da Segurança Pública e introduzir a Lei de Responsabilidade Social. O pedetista também criticou a concentração de renda no país. “A sociedade brasileira representa a maior concentração de renda do mundo. Não existe nada remotamente parecido no planeta”, declarou, acrescentando que “seis brasileiros detêm fortuna equivalente à renda de 100 milhões de pessoas”.

Mais experiente e cauteloso, Ciro não quis entrar muito em polémica e respondeu com objetividade as questões mais conflituosas vindas da plateia.

Desindustrialização

A palestra de Ciro começou por volta das 19h15 e se estendeu por cerca de uma hora. Logo no inicio ele dedicou a sua fala ao cantor Caetano Veloso, “que teve a sua voz censurada por uma juíza arbitrária e fascista” (a pedido do Ministério Público, o baiano foi proibido de se apresentar na ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), em São Paulo, pela juíza Ida Inês Del Cid, que justificou a falta de estrutura do local). Um dia antes, Caetano havia declarado o seu apoio à candidatura do ex-ministro, alegando “ele ter projeto para o país”.

Ciro também criticou o processo de desindustrialização do Brasil que está em curso, e prometeu fazer o inverso. “A desindustrialização não pode continuar no Brasil. Nós vamos recuperar o nosso complexo industrial”, prometeu. Ele também condenou o processo de urbanização do Brasil, lembrando que “a nossa área habitada representa apenas um por cento do nosso território”. Para ele, “isso ocorre porque o governo não tem projeto e não injeta recursos com juros adequados para o setor agropecuário”.

Com a ex-primeira dama Fátima Mendonça presente, o pedetista elogiou o ex-governador Jaques Wagner e disse que vai estar no mesmo palanque do governador Rui Costa em 2018. Provocado, Ciro também disse que seria uma honra formar uma chapa com ele na cabeça e o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, como vice.

Além da ex-primeira dama do Estado, a palestra com Ciro Gomes foi prestigiada por dezenas de militantes do PDT, os deputados Roberto Carlos, Euclides Fernandes, o secretário estadual Vitor Bonfim, o diretor-geral do Instituto Anisio Teixeira, Desidério Bispo de Melo,  além de professores, juízes, advogados, estudantes e sindicalistas.

Antes de ir para a UFBA, Ciro concedeu uma entrevista ao jornalista Bob Fernandes, na TVE. Hoje pela manhã ele concedeu uma entrevista a Mario Kertész, na Rádio Metrópole, depois vai para a TV Aratu. No final da tarde, ele viaja para Feira de Santana, onde profere, às 18h30, palestra na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).

Segundo informações, a expectativa é que mais de 2 mil pessoas deverão estar presentes na UEFS, repetindo a grande procura como foi na UFBA, em Salvador. (Por Evandro Matos / Fotos: Bocão News e Bahia.Ba).

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Ciro diz que João Doria é “carta fora do baralho” em disputa presidencial: “Farsante, pilantra”

quarta-feira, 1 novembro, 2017

Ciro diz que João Doria é

Foto: Tácio Moreira/Metropress

Durante entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta quarta-feira (1º), o pré-candidato à presidência Ciro Gomes (PDT) aproveitou para traçar o perfil dos seus possíveis oponentes no pleito do próximo ano. Questionado sobre o atual prefeito de São Paulo João Doria (PSDB), o pedetista foi enfático: “É um farsante”.

Ironizando a iniciativa mais recente do tucano — o chamado “alimento processado” —, Ciro não poupou críticas e declarou que Doria “é carta fora do baralho”. “João Dória é um farsante. O cara que é um politiqueiro, filho de deputado, foi presidente da Embratur no governo Sarney, foi corrido de lá por corrupção. Depois até foi inocentado no Tribunal de Contas, mas ele foi demitido por um escândalo grande. Teve mais um escândalo, que não foi de corrupção: ele teve um disparate de criar um vetor de turismo para o povo de São Paulo e do Rio visitar o flagelado da seca. Foi um escândalo. Eu já era candidato a prefeito de Fortaleza nessa data, e eu tenho uma animosidade com ele desde isso. O cara tem horror a pobre, e aí fica lendo pesquisa, e na pesquisa de marqueteiro que vende sabonete, está dizendo que o povo está com raiva dos políticos. E o que ele faz? Ele é o político não político. Isso é o pior pilantra que existe na história. O que você entregou? Com 30 dias, está agarrado em avião pra cima e pra baixo. Cria um negócio pra resto de comida para os pobres. O único enfrentamento de algum problema central de São Paulo foi a desastrada operação na Cracolândia. Sem planejamento, sem qualquer coisa, como se fosse qualquer coisa. E aí, com a montanha de dinheiro da Prefeitura, vai subornando a grande mídia de São Paulo, que vai dourando a pílula. Mas, mesmo assim, não estão aguentando mais, porque há uma repulsa popular crescente. Eu dizia; esse camarada vai estar desmoralizado muito rapidamente. Se um cabra em Fortaleza ou em Salvador se elege prefeito e com 30 dias é candidato a presidente e passa a rodar pelo país afora… E o repórter pergunta: ʹMas você está ausente de São Paulo!ʹ E ele: ʹSou moderno, governo pelo celular.ʹ Olha a concepção de governo: é ele falando. Não tem que ouvir a população, que olhar o problema, nada. É a visão do estúpido, do tecnocrata. Então, esse é carta fora do baralho”, disse.

Questionado por MK sobre a ʹatropeladaʹ que Dória deu em Alckmin na pré-candidatura a presidente, Ciro foi enfático. “Isso consulta o caráter. Porque adora-se a traição e despreza-se o traidor. Ele é vil. O Alckmin bancou a candidatura dele, na marra. E ele com 30 dias está com uma faca nas costas do Alckmin. Todo mundo está vendo isso, de forma que eu considero que ele é carta fora do baralho”, falou.

“Eu todo dia acendo uma vela para São Briguilino, para ele [Doria] cometer a bobagem de sair da Prefeitura, se filiar a outro partido e ser candidato a presidente. Porque aí divide a direita”, falou. Perguntado sobre que santo era esse, Ciro brincou: “Eu inventei, não tem esse santo não. Eu não ocupo santo sério com essas coisas”.

Metro 1

Prof. Desiderio apoia e acompanha a visita de Ciro Gomes. Logo mais estaremos em Feira de Santana, onde Ciro fala a imprensa local e as 18:00hs realiza debate na Universidade Estadual de Feira de Santana.