Vice-reitor da UFF critica relatório do Banco Mundial e defende Universidade Pública

quarta-feira, 22 novembro, 2017

Jornal do Brasil

Uma pesquisa do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (FONAPRACE), publicada em 2016, revela que, em 2014, 51,4% dos estudantes de graduação nas Universidades Públicas Federais pertenciam a famílias com renda bruta de até três salários mínimos. O estudo do Fórum revela ainda que apenas 10,6% integravam famílias com renda bruta superior a dez salários mínimos. Pelo relatório do Banco Mundial, por exemplo, os estudantes que frequentam universidades públicas no Brasil tendem a ser de famílias mais ricas.

Com base nesse estudo do FONAPRACE, o vice-reitor da UFF disse que a leitura do relatório mostra premissas equivocadas e análise superficial do tema Educação e do papel das Universidades. “Neste cenário, qual seria um valor de mensalidade suportável para famílias com este perfil de distribuição de renda? E, como consequência, qual seria o efetivo impacto da cobrança de mensalidades no financiamento das Instituições? Os números mostram, portanto, que tal cobrança seria excludente e não contribuiria de forma significativa para o custeio das Universidades”, afirmou Antonio Claudio da Nóbrega.

Outro trecho do relatório do Banco Mundial revela que “em média, um estudante em universidades públicas no Brasil custa de duas a três vezes mais que alunos das instituições privadas.” Para o vice-reitor da UFF, “certamente! Pois é nas universidades públicas onde se desenvolvem pesquisas científicas, são gerados o conhecimento do país e as inovações para a sociedade. Para isso, são necessários laboratórios e equipamentos, muitos deles sofisticados, com alto custo de aquisição e manutenção. É assim em todo o mundo. Desse modo, ignorar a produção de conhecimento numa sociedade de conhecimento é no mínimo desconhecer o papel da universidade pública para o desenvolvimento do país de forma autônoma e soberana”.

Antonio Claudio da Nóbrega criticou ainda a parte do relatório do Banco Mundial que trata do tema financiamento da educação no país. Para ele, “conceitos fundamentais são ignorados. Primeiro, educação não é gasto, é investimento, pois retorna ao país na forma de profissionais e cidadãos mais preparados para serem agentes do seu próprio desenvolvimento e do país como um todo. Segundo, a sociedade já paga pelo ensino público através da arrecadação de impostos e, diga-se de passagem, com uma carga tributária sem percepção proporcional de retorno sob a forma de serviços públicos”.

UFF

Uma das maiores e mais conceituadas universidades federais do Brasil, a UFF abriga nos seus três campi, nas quatro unidades instaladas em Niterói, em oito subsedes no Rio de Janeiro e uma no estado do Pará 67.740 mil alunos e 9.754 mil docentes e técnicos administrativos. Em Niterói (RJ), a Universidade Federal Fluminense oferece 130 cursos regulares de Graduação, Pós-Graduação, Doutorado, Mestrado Acadêmico e Profissional e Especialização, além de 1.929 atividades extracurriculares. Mantém um Núcleo Experimental em Iguaba Grande, uma Fazenda-Escola em Cachoeiras de Macacu e o Colégio Universitário Geraldo Reis, atendendo 390 alunos de Educação Infantil e Básica e estudantes de licenciatura para estágios supervisionados e projetos de iniciação à Docência. Promove ainda a inclusão de 149 Pessoas com Deficiência, Transtorno Global do Desenvolvimento ou Altas Habilidades/Superdotação.


Rui acompanha mostras de dança e vídeo no 5º Encontro Estudantil

quarta-feira, 22 novembro, 2017

O governador Rui Costa acompanha, na tarde desta quarta-feira (22), na Arena Fonte Nova, em Salvador, as atividades do 5º Encontro Estudantil da Rede Estadual, que acontece até esta quinta-feira (23). A partir das 14h, Rui vai assistir ao Cortejo Novembro Negro, seguido de apresentações de coreografias do Projeto Dance, e participar ainda da mostra de filmes curta-metragem do projeto Produção de Vídeos Estudantis (Prove).

O encontro reúne mais de quatro mil estudantes expositores, vindos de escolas estaduais de todas as regiões do estado, e celebra a arte e a educação como instrumentos que podem mudar a vida dos jovens.

http://institucional.educacao.ba.gov.br/noticias/rui-acompanha-mostras-de-danca-e-video-no-5%C2%BA-encontro-estudantil


Contação de histórias encanta as crianças durante 5º Encontro Estudantil

quarta-feira, 22 novembro, 2017

Foto: Joseane Bonfim – Ascom/Eduação
 Um ambiente colorido e divertido foi montado para que as crianças também possam participar do 5º Encontro Estudantil da Rede Estadual, que acontece até esta quinta-feira (23), com entrada gratuita, na Arena Fonte Nova, promovido pela Secretaria da Educação do Estado. No espaço ‘Contação de histórias’, educadores interagem e encantam as crianças com a arte da literatura infantil, por meio dos livros escritos por autores baianos e referenciados na realidade da Bahia, que foram editados e distribuídos pela Secretaria da Educação do Estado para as redes públicas de ensino, para contribuir com a alfabetização das crianças na idade certa, até os oito anos de idade.
Neste primeiro dia de encontro, o espaço recebeu a visita de estudantes da Educação Inclusiva, do Centro de Capacitação de Profissionais da Educação  – CAS Wilson Lins. Por serem estudantes surdos, mudos e até com múltiplas deficiências, a atividade teve tradução simultânea na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), feita por uma interprete da unidade de ensino.
Para a contadora de histórias e formadora do Pacto pela Alfabetização, projeto da Secretaria ao qual a atividade está vinculada, Márcia Mendes, participar do projeto e conviver ao lado de crianças é renovar as energias. “Nós tivemos um momento muito legal. Fiz o trabalho mais na arte de contar história. Busquei utilizar a ludicidade, a brincadeira e deixar a imaginação deles fluir. Foi uma experiência nova. Como é a primeira vez que vivo um momento deste, foi muito mais de aprender que de ensinar. Mas eu acho que eles gostaram, foram receptivos, interagiram bastante e este retorno é extremamente importante para o contador de história”, contou.
Durante os três dias de evento, estudantes da rede estadual poderão ouvir as histórias dos autores baianos da coleção Pactos de Leitura, que traz temáticas diversificadas e diferentes contextos sociais, culturais, lúdicos, artísticos, estéticos e históricos que valorizem a cultura do Estado.  O autor Saulo Dourado, apresentou seu livro e contou uma história “O que não se fala em Kenakina”, e avaliou a participação no evento. “Hoje foi uma experiência maravilhosa. Tive contato com um público novo. Por coincidência, uma das histórias do livro é sobre surdos, sobre a feira do silêncio, uma história que comecei a escrever quando minha mãe começou a aprender LIBRAS. Hoje, quando abri o livro, pensei que era essa a história que iria contar. Parece que eles se identificaram porque interagiram muito bem”, festejou.
Fotos: Joseane Bonfim – Ascom/Educação
De acordo com a professora do CAS, Ileuza Matias, estes momentos são fundamentais para o processo de inclusão. “Foi um momento muito especial  para os nossos estudantes. Eles interagiram muito com a história e questionaram se um dia eles também poderiam ser escritores. Foi bem motivador. Depois nós vamos refletir sobre toda esta vivência com eles no CAS”, comentou.
Atividade
O espaço irá promover a arte de Contação de Histórias enquanto produção e criação de textos orais e escritos de diversos gêneros. A contação de histórias é uma atividade fundamental que transmite conhecimento, estímulo à leitura, desenvolve a linguagem e é um passaporte para a escrita, além de despertar o senso crítico e alimentar os sonhos das crianças com os personagens infantis.