Comitiva do Instituto Anísio Teixeira visita o 5º Encontro Estudantil na Arena Fonte Nova

quinta-feira, 23 novembro, 2017

  

O 5º Encontro Estudantil da Rede Estadual prossegue com várias atividades na Arena Fonte Nova. Com uma forte relação com os estudantes e os professores da rede, o Instituto Anísio Teixeira (IAT), órgão vinculado à Secretaria de Educação, esteve presente nesta quarta-feira (22) com uma visita do diretor geral Desiderio Bispo de Melo. O diretor percorreu vários stands, trocando ideia e informações com os estudantes e professores de diferentes regiões da Bahia.

No Pavilhão 5, o diretor Desiderio Melo visitou stands com a exposição de quadros e outros trabalhos desenvolvidos pelos estudantes, que lhe impressionaram pelo talento e criatividade. Este foi o caso, por exemplo, de Maria Eduarda Moura Muniz, aluna do Colégio Estadual Nossa Senhora do Rosário, no município Rodelas, sertão da Bahia, que buscou a Simbiose para retratar a sua obra. “Muito importante esse trabalho, porque ela vê o sentido da vida através da pintura e da arte, através de um quadro que retrata a importância da natureza na mente e no corpo das pessoas”, disse o diretor do IAT, parabenizando a estudante.

Acompanhado dos assessores Alderico Sena e Evandro Matos, o diretor do IAT também teve a oportunidade de ver outros trabalhos, como a escolha pela liberdade, de Samara Silva da Conceição, do Colégio Democrático Quitéria Maria de Jesus, em Paulo Afonso.

Em outro pavilhão, a comitiva do IAT visitou também o stand dos alunos do Colégio Estadual Luiz Navarro de Brito, com um projeto sugestivo sobre o tratamento dado ao lixo e a situação e funcionalidade do aterro sanitário de Jequié, com a coordenação do estudante Marcos Silva da Cruz. Outro stand visitado foi o de alunos do Centro Educacional Antônio Honorato, em Casa Nova, quando os estudantes Quesia Santana, André Passos e George Henrique dos Santos apresentaram o Projeto de Intervenção no combate ao câncer de pele neste município.

Plataforma

Na terça-feira (21), dia da abertura, o diretor de Formação do Instituto Anísio Teixeira, Danilo Baqueiro, também esteve na Arena Fonte Nova e visitou o stand do órgão, que na oportunidade apresentou para o evento a Plataforma Anísio Teixeira.

Outras programações

Mas o 5º Encontro Estudantil, que ocupa vários espaços da Arena Fonte Nova, prosseguiu com outras programações. Por exemplo, os estudantes Sanara Santos, 17, e Esther Oliveira, 18, ambas do 3º ano do Colégio Estadual José Sá Nunes, em Vitória da Conquista, no Sudoeste baiano, trouxeram para a 6ª Feira de Empreendedorismo, Ciência e Inovação da Bahia (FECIBA) o inusitado projeto de iniciação científica batizado de “Nomofobia: cuidado com o vício em celular ”, uma doença atual, definida como medo de ficar sem o aparelho.

Esta e outras tantas experiências se espalham entre os 240 estandes da 6ª FECIBA, que está acontecendo dentro do 5º Encontro Estudantil da Rede Estadual, em seu segundo dia. O evento prossegue até esta quinta-feira (23), na Arena Fonte Nova, em Salvador, das 8h às 18h, com acesso gratuito para o público em geral.

 

veja mais fotos

Ponte Salvador-Itaparica/Estudantes do Colégio Severino Vieira/2017

http://www.interiordabahia.com.br


Festival de capoeira encerra atividades dos Jogos Estudantis da Rede Pública

quinta-feira, 23 novembro, 2017

 

Fotos: Suâmi Dias – Ascom/Educação
Com oficinas de caxixi e berimbau, além de rodas de capoeira, os estudantes participaram, nesta quinta-feira (23), do Festival de capoeira, que marcou o encerramento dos Jogos Estudantis da Rede Pública (JERP), dentro da programação do 5º Encontro Estudantil da Rede Estadual. No festival, os estudantes abriram a roda e mostraram toda a beleza do gingado da capoeira.
A estudante Jéssica Novaes, 15 anos, do Colégio Estadual Dionísio Cerqueira, falou como a capoeira mudou sua vida. “Entrei há um mês no esporte e estou gostando muito. A atividade está me fazendo ter mais interesse em frequentar a escola. É muito bom conhecer mais sobre a capoeira e sua história que se confunde com a própria história do Brasil”, contou.
O professor de capoeira, Emílio Filho, falou como a modalidade pode contribuir na formação dos alunos. “Acho que através das oficinas e do envolvimento com a capoeira, os estudantes aprendem mais sobre sua ancestralidade, além de também promover oficinas para o aprendizado de uma atividade como a confecção de berimbaus e caxixis,” ressaltou.
JERP – Os Jogos Estudantis da Rede Pública são promovidos pela Secretaria da Educação da Bahia, por meio de cada um dos 27 Núcleos Territoriais de Educação do Estado (NTE). O projeto tem a função de fortalecer a ação educativa na escola, por meio do esporte, envolvendo, anualmente, estudantes e professores de escolas das redes públicas federais, estaduais e municipais da maioria dos municípios baianos. No 5º Encontro Estudantil participam 700 estudantes que vieram de várias partes do Estado.

Ciro Gomes empata no segundo lugar com Marina, diz pesquisa

quinta-feira, 23 novembro, 2017

Bolsonaro lidera intenções de voto para presidente em cenários sem Lula

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) segue liderando as pesquisas intenções de voto para presidente em 2018 em cenários sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um levantamento divulgado pelo site Poder360 nesta quinta-feira (23) aponta que o parlamentar tem uma queda ao longo dos últimos meses. Em agosto ele registrava 27% das intenções de voto. Em novembro o índice caiu para 22%.

Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) aparecem empatados na segunda colocação, com 12%, no cenário que possui Geraldo Alckmin (PSDB) como candidato. Quando ele é substituído por João Dória (PSDB), Ciro e Marina sobem para 14%. Nos cenários com a presença de Lula, no entanto, o petista segue liderando, com Bolsonaro como concorrente no segundo turno. A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 18 de novembro deste ano. Foram entrevistadas 2.171 pessoas, por telefone, em 143 cidades. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Bahia noticias


O fracasso da globalização e o retorno do Estado-nação

quinta-feira, 23 novembro, 2017
Por Carlos Michiles17/11/2017

O artigo de Robert Muggah, publicado na Folha de S. Paulo, em 16/11, intitulado “Declínio devido à globalização não representa o fim dos Estados-nação”, produz uma certa escuridão à frente da sociologia e da filosofia, que precisam responder ou sucumbir ao fato de que vamos sentir saudade do passado ou aceitar que o futuro esteja condenado a repetir o passado para melhor ou não.

A leitura desse artigo produz uma sensação esquisita e, ao mesmo tempo, uma constatação cognitiva pavorosa.
Sobretudo se pensado a partir de uma perspectiva do que será o futuro, se nada for feito hoje, aqui e agora.
No que se refere ao Brasil, considerando a pobreza das discussões dos concretos candidatos presidenciais, o Estado e a sociedade brasileira estarão dentro de um colapso anunciado.

Não se discute a essencialidade da realidade. Discute-se apenas cosméticos culturais, costumes, tradições e gêneros que asfixia e cega o que vem por aí, a partir do que está formulado pelos “mitos” e ” tragédias” que se anunciam.

Nos anos 90, li muito David Held e Anthony Giddens, mas também Habermas e suas críticas à Escola de Frankfurt, sobre a modernidade e a globalização. Eram os anos de Bill Clinton, Tony Blair e Fhc. O mundo estava otimista. Conflitos e guerras diminuíram sua intensidade.

A perspectiva era outra de estabilização com a construção de blocos econômicos entre países como o inusitado mercado comum europeu e outros blocos como o Mercosul. Esse modelo, por egoísmo dos grupos econômicos poderosos, gente milionária, industriais e banqueiros et caterva elevaram a desigualdade e as injustiças a níveis insurrecionais.

Aumentaram a tragédia e o fracasso da globalização, atraindo a barbárie do segregacionismo de toda ordem.
Criaram um ambiente favorável para o crime organizado e a falência dos Estados nação.
Assim tem sido a pólvora da barbárie.

Diante desse quadro atual volta a questão do estado nacional. Aquele estado que alavancou o Brasil de uma realidade agrária para uma sociedade industrial. Estado-nação que surge nos anos 1930, 1932, 1937, 1945, 1954, 1961, 1964 que perdurou até os anos 80, vindo do esforço nacionalista de Getúlio Vargas. Um período em que se lutava com as armas do sentimento pátrio e da soberania do estado nacional.

O fato é: ou muda esse modelo de globalização em que no Brasil apenas 6 pessoas detém a renda do 100 milhões de brasileiros ou a marcha da insensatez caminha para a falência estrutural, moral e institucional.

A julgar pelos olhos de Hegel vivemos a fase da antítese da história. A tese esgotou-se. A síntese a ser vislumbrada não sabemos, ainda. O momento é de intervalo.

Por Isso, muita coisa vai acontecer no próximos passos rumo ao futuro. E não será fácil. O contrato social precavido por Rousseau precisa ser recuperado para o bem de todos. Ou então se pagará com a espada do Leviatã previsto por Hobbes que se erguerá como uma solução para estancar a sangria da violência insuportável para as famílias brasileiras.

O medo é o primeiro passo dessa história. E todos nós estamos com medo.

Talvez surgirá algum príncipe que encarnará os hábeis caminhos da astúcia necessária de Maquiavel para liderar o estado-nação que unificará o povo hoje fracionado? Pois também é uma questão de sobrevivência da nação.
Enfim, não existe uma panacéia nem salvador da pátria. Existe o diálogo, de um lado, e a força legal de outro. A cultura ou a natureza. A cultura racional ou a natureza do desejo animal. Burgueses, aristocratas, trabalhadores e a classe média dependem de um pacto social para sobreviver.

O resto é esperar para ver o que sobra desse desencanto com a racionalidade técnica anunciado por Weber e Heidegger que mais ilude do que resolve os desafios que devem ser mostrados, debatidos e resolvidos.
Além dessa equação é fazer da história uma repetição secular da tragédia humana.

la nave vá!

http://www.pdt.org.br


Força e leveza contrastam em apresentações de dança no 5º Encontro Estudantil

quinta-feira, 23 novembro, 2017

 

Fotos: Poliana Sales – Educação
 Os estudantes finalistas do projeto Dança Estudantil (DANCE) percorreram a Arena Fonte Nova, na tarde desta quarta-feira (22),  com um cortejo chamando a atenção do público presente para assistir as onze apresentações coreográficas da terceira mostra do projeto,  no palco principal do 5º Encontro Estudantil da Rede Estadual, promovido pela Secretaria da Educação do Estado. Com diferentes técnicas, figurinos e expressões corporais, os estudantes deram um show de força, leveza e beleza de movimentos coreográficos, ao som de ritmos como o hip hop, sertanejo, axé, eletrônica e pop rock.
A estudante Sabrina Oliveira Alves, 17, 3º ano do Ginásio Agro Industrial de Itapetinga – Tempo Integral, apresentou, com seu grupo “Ser tão nordestino”, a coreografia “Nordestinos apesar de um povo sofrido e feliz”. “Comecei a dançar com cinco anos de idade e foi através do DANCE que eu me desenvolvi ainda mais com a dança. Nossa coreografia representa o sofrimento e a alegria do povo nordestino, que estamos representando com os nossos figurinos de pescador, baiana e trabalhador rural. Com este trabalho, mostramos que o nordestino é feliz apesar das dificuldades enfrentadas”, explica a jovem dançarina.
Com muito gingado, Mateus Viera, 18, do Colégio Estadual Eduardo Bahiana, localizado em Salvador, mostrou juntamente com os integrantes de seu grupo “Baianá”, a coreografia “Baianá”, que aborda a cultura e o suingue do povo baiano. “Danço desde os quatro anos de idade e é muito importante mostrar nosso trabalho aqui neste grande evento, pois cada lugar novo é uma forma de aprendizagem e é isto que vamos levar daqui porque tivemos a oportunidade de participar de oficinas de dança com especialistas da área”, afirma o estudante.
Quem também brilhou no palco foi o grupo “Liberdade no movimento”, com a coreografia “Raízes ancestrais”. O estudante Alexandre Luís de Souza, 18, do Centro Educacional 30 de Junho – Tempo Integral, localizado em Serrinha, conta que ficou emocionado ao se apresentar para o grande público presente na arquibancada da Arena Fonte Nova. “Fizemos essa coreografia para evidenciar as raízes africanas, do nordestino e do povo brasileiro, através de vários elementos como as lavadeiras e o empoderamento da mulher negra, que é muito ressaltado e o que a Mãe África representa para a nossa cultura”, revela.
Sobre o DANCE
A 3ª Mostra do projeto Dança Estudantil destaca as coreografias estudantis com estilos e gêneros distintos como as danças indígenas, as africanas, a popular regional, as danças de rua, de salão e a dança contemporânea, que expressam os sonhos e as múltiplas expressões das diversidades artísticas e culturais. Trata-se de um mix de danças e de criações livres, reafirmando os interesses pelas criações coreográficas.