Tarô prevê mais drama na economia, conservadorismo na política e ‘zebra’ na Copa

Giancarlo Kind Schmid aponta tendências para o Brasil e o mundo

Uma das sugestões do especialista para as pessoas, em geral, é não assumir compromissos além da capacidade de cada um, pois não haverá espaço para máscaras e fingimentos em 2018, tudo será “colocado em pratos limpos”. As palavras-chave para o ano são autocontrole, resiliência e empenho.

Na política, o especialista indica que o novo presidente do Brasil pode “será alguém que nunca esteve antes no cargo”, “com inclinações mais ‘conservadoras'”.

Para a economia, Schmid frisa que 2018 não deve ser um ano “que levante economicamente o país”. Ele destaca que uma frase que resume o que vai acontecer é “nadar, nadar e morrer na praia”. “É uma combinação dos sacrifícios incessantes, onde ‘se despe um santo para vestir outro’. Melhora um pouco aqui e ali sazonalmente, com a ilusão de que estamos conseguindo engrenar”, indica Giancarlo Kind Schmid.

A Força
A Força

Para o Rio de Janeiro, a previsão também não é animadora. “O Rio de Janeiro? Sugere que não deixa sua crise em menos de três anos”, diz o tarólogo. “Os servidores podem começar a receber, mais uma nova onda de greves e protestos marcará o ano de 2018. Júpiter e ‘A Força’ nos advertem que podemos pagar um preço muito alto pela nossa indulgência e ausência de reação perante os fatos.”

O especialista ainda faz sua aposta para a Copa do Mundo de 2018. De acordo com ele, “a taça será destinada a quem aprendeu com as lições passadas”. “O que é curioso é que um país que jamais venceu uma edição da Copa leve o torneio.”

Cartas para o Brasil

Para o Brasil, Giancarlo Kind Schmid preferiu tirar um par de arcanos para definir a influência para cada setor  – economia, saúde, segurança, educação, esportes, política e infraestrutura. Confira as leituras do tarólogo:

ECONOMIA – Pendurado + 7 de Copas

É uma combinação dos sacrifícios incessantes, onde “se despe um santo para vestir outro”. Melhora um pouco aqui e ali sazonalmente, com a ilusão de que estamos conseguindo engrenar. Objetivamente, a frase que resume essa combinação é “nadar, nadar e morrer na praia”. 2018 não é um ano que levante economicamente o país, apresenta em números até resultados satisfatórios, mas na prática ainda se revela como uma Nação patinando sem sair do lugar. Leve queda de desemprego, mas novas taxas e impostos estão a caminhando, significando que ainda precisaremos continuar lutando para manter as contas públicas organizadas e funcionais. As soluções ainda se mostram paliativas e enganosas. O drama prossegue envolvendo a reforma da Previdência e questões salariais. 

SAÚDE – Carro + Rei de Ouros

Projetos que visem o acesso da população a novos tratamentos, assim como novas regras que envolvam a aquisição de medicamentos de forma popular serão colocadas em prática. Nesse caso, embora o Carro represente avanço, o brasileiro ainda está fadado a pagar um preço muito alto para ter assistência. Em si, a combinação é positiva e aponta para abertura na importação de medicamentos e o acesso mais fácil a coquetéis para doenças imunodeficientes, síndromes ou aquelas que ainda não apresentam uma cura. Uma revisão interna no Sistema Único de Saúde poderá acontecer favorecendo as classes menos abastadas. 

SEGURANÇA – Lua + Cavaleiro de Espadas

Me soa um tanto obscura essa combinação já que a Lua não se revela em sua totalidade. A insegurança é um problema que não é de hoje, as polícias estão identificadas com o arcano do Cavaleiro, e sugere que, no meio dessa confusão toda, o cidadão comum é o que menos sabe das coisas. Lembrando que é um ano onde a verdade prevalece, problemas internos no sistema policial e penal serão largamente discutidos (já que dobramos o contingente carcerário na última década). A Lua é perigosa porque sinaliza mais o aumento de furtos (principalmente em automóveis e residências) do que assaltos em si. Os problemas de sempre, porém, uma necessidade de maior assistência psicológica aos profissionais da segurança e uma avaliação mais profunda da realidade na qual estamos inseridos (quando há excesso ou abuso da força em alguns casos). Sobra para o cidadão modesto sempre, sem perspectiva se uma solução a médio e curto prazo. 

EDUCAÇÃO – Torre + 7 de Ouros

Demorará MUITO para que o sistema de ensino resgate seu verdadeiro valor. O problema crucial da Torre vem com a quebra (fechamento) de escolas e universidades pelo país, sem apresentar, contudo, uma preocupação com as nossas crianças e jovens. Resultado: o ano de 2018 apresenta uma continuidade da desconstrução do sistema de ensino, com chances ZERO de abertura de novas universidades ou mesmo resoluções para as crises que afetam nos últimos anos as federais. A consequência é uma queda no desempenho escolar, nos levando a ocupar patamares cada vez mais baixos no ranking da educação. O 07 de Ouros sinaliza que a superação desses (e outros problemas) é lenta, evocando uma emergente necessidade de priorização do setor que já se encontra há décadas colapsado. 

ESPORTES – Imperador + 8 de Ouros

Eu fui bem objetivo: o Brasil leva essa Copa? Trabalhando, o time e técnico estão. O Brasil teria de tudo para levar esse torneio, mas normalmente o Imperador peca pela sua rigidez ou autoconfiança excessivas. O nosso país tem condições de ir longe, até a final, mas pode se atrapalhar no final do mundial por subestimar o oponente que, provavelmente, nem está entre os apostáveis. Se o técnico jogar sem a energia e não mudar suas estratégias, poderá amargar mais uma final desapontando muitos brasileiros. A regra, para essa combinação, é: jogue todo jogo como se fosse o último. Com um time cansado e desfalcado, o Brasil terá muitas dificuldades. Essa Copa está com cara de dar “zebra”. 

POLÍTICA – Mago + 7 de Paus

De costume normalmente só realizo uma leitura mais acurada para os presidenciáveis quando todos os candidatos se apresentarem. Teremos para 2018 o “mais do mesmo”: novas denúncias, delações premiadas, novas empresas acusadas e informações bombásticas. Haverá uma pressão para que a Lava Jato termine sob o pretexto de “estar atrasando o andamento político do país”. Tanto o Executivo como o Legislativo encontram-se sem interesse de levar as investigações à frente. Até porque esbarra naqueles que hoje também fazem o papel de juízes, promotores e ministros do STF ou do Senado. 

Podemos aguardar uma saraivada de provas, com chances de Cunha ou Geddel ainda abrirem a boca. O primeiro semestre é especialmente exaustivo ainda para o presidente Temer. Ainda que consiga avanços na área política, suas conquistas serão como “vitórias de Pirro”: pífias e inconsistentes. Ao que tudo indica, o novo presidente será alguém que nunca esteve antes no cargo e aponta para alguém com inclinações mais “conservadoras”. Muitas cabeças ainda a rolar em 2018. 

INFRAESTRUTURA – Louco + Cavaleiro de Copas

O arcano 22 ou 0 simboliza a caoticidade de nosso sistema. Onde falta água, luz, segurança, e saneamento, parece que o governo manterá ainda mais distâncias dos mais pobres ou desfavorecidos. A desigualdade galopa e, claro, a insegurança aumenta. O Brasil tem de tudo para decolar, não há déficit na Previdência, pagamos os mais caros impostos em enorme quantidade no mundo. O que falta é administração honesta dos recursos públicos. Naturalmente, onde já falta, “o cinto aperta ainda mais”; muito do que é investido reúne serviços e matéria prima de péssima qualidade, forçando a novos gastos em curto período. 

O positivo de tudo isso é a chance de menos surtos de doenças transmitidas por insetos ou contaminações da água. O problema da exploração desmedida dos nossos recursos naturais como o comércio madeireiro e garimpo na Amazonas por exemplo, sugere o claro descontrole, principalmente fiscal, pois não há investimentos e alguns poucos que atuam, acabam por ser comprados. 

O Rio de Janeiro? Sugere que não deixa sua crise em menos de três anos. Os servidores podem começar a receber, mais uma nova onda de greves e protestos marcará o ano de 2018. Júpiter e “A Força” nos advertem que podemos pagar um preço muito alto pela nossa indulgência e ausência de reação perante os fatos. Nada muda se não começarmos por cada um de nós. 

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