Fundador do PDT, Theotônio dos Santos morre aos 81 anos

quarta-feira, 28 fevereiro, 2018


FLB-AP/ Bruno Ribeiro
27/02/2018

“O resultado desse regime econômico (capitalismo) é profundamente trágico. Não só explorador e expropriador, como excludente”, afirmava o professor

Signatário da Carta de Lisboa, ao lado de Leonel Brizola, e um dos fundadores do PDT, o economista e sociólogo brasileiro Theotônio dos Santos morreu nesta terça-feira (27), aos 81 anos, vítima de um câncer no pâncreas. Natural de Carangola, interior de Minas Gerais, é considerado um dos principais pensadores latino-americanos da segunda metade do século XX e início do século XXI.

Ao lado de Vânia Bambirra, com quem se casaria, e Ruy Mauro Marini, formulou a teoria marxista da dependência e trabalhou, a partir de 1962, na recém-criada Universidade de Brasília (UnB), a convite de Darcy Ribeiro.

Ocupante dos cargos de coordenador da cátedra Unesco em Economia Global e Desenvolvimento Sustentável, era professor emérito da Universidade Federal Fluminense (UFF) e professor visitante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ele escreveu 38 livros, foi coautor ou colaborador de 78 livros, que foram publicados em 16 línguas, sobre temas que envolvem a relação entre capitalismo, desenvolvimento, dependência e imperialismo.

Para exaltar todo seu legado, reapresentamos a entrevista que Theotônio concedeu, em 2009, à Revista Ciência & Luta de Classes (versão digital), publicação do Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais (CEPPES).

Em um trecho, exalta a representatividade de Leonel Brizola na luta pela democracia durante o processo de tentativa de implantação do golpe militar, na década de 60.

“Depois veio o fenômeno Brizola, que foi muito importante naquele momento, pois Brizola parou o golpe de Estado em 1961 com uma mobilização militar muito forte, não só ganhou o III Exército e a polícia militar, bem como distribuiu armas para a população formar milícias. Isso agregava ao movimento de esquerda, lembrando que o comunismo não era algo de que podíamos falar muito”, afirmou.

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Escola Parque oferece cursos gratuitos em diversas áreas

quarta-feira, 28 fevereiro, 2018

Cursos preparatórios para concursos e mais de 80 oficinas com diversas abordagens estão sendo oferecidos gratuitamente para a população no Centro
Educacional Carneiro Ribeiro, conhecido como Escola Parque, localizado no bairro da Caixa D’Água, em Salvador. As aulas abrangem temas como culinária, artes, esportes, artesanato, tecnologia e línguas (inglês e espanhol). Há também cursos para Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Instituto Federal da Bahia (Ifba) e redação para concursos.
Isaac Conceição, aluno 1º do ensino médio, iniciou o curso de informática avançada, que considera um incentivo para continuar estudando. “É um apoio muito interessante para quem deseja aprender mais e quer entrar na universidade. Ajuda os alunos e outras pessoas da comunidade que não têm recursos para pagar por cursos particulares. Estou aproveitando bastante essa oportunidade”.
Ao todo, estão sendo oferecidas 85 oficinas, em diversas áreas, diferentes turnos e para pessoas de todas as idades. A aposentada Madalena Carvalho, por exemplo, está aprendendo corte e costura. “É muito legal, especialmente para a terceira idade, voltar a esse ambiente de aprendizado, poder interagir com pessoas de diversas gerações, aprender e compartilhar o que a gente sabe”.
De acordo com o diretor da Escola Parque, Jedean Ribeiro, os cursos são destinados aos alunos da rede estadual de ensino e familiares. “Nós temos oficinas e cursos nas áreas das artes, esportes, alimentação e produção de textos, com capacidade para até 20 alunos, das 6h30 às 20h. No núcleo de educação são oferecidas as oficinas Pré-Ifba, redação para concursos e para o Enem, que têm aulas nos turnos vespertino e noturno. Ainda temos algumas vagas disponíveis”.
Também estão sendo oferecidas oficinas de tecnologia, fotografia, corte de cabelo e fonoaudiologia. Em cursos específicos, como piano e violino, são de 10 a 15 vagas por turma, também nos três turnos. Os interessados devem procurar a secretaria do colégio ou entrar em contato pelo telefone (71) 3233-7399.
Fonte: SECOM

Em seu primeiro ato, Jungmann tira Segovia da chefia da Polícia Federal

quarta-feira, 28 fevereiro, 2018
Função será assumida por Rogério Galloro, que foi diretor na gestão de Daiello

A mudança ocorre na esteira da criação do ministério, que ficará responsável pela PF. Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, Jungmann fez o pedido na segunda-feira, 26, à noite ao presidente Michel Temer, que concordou. Ao assumir o cargo, o novo ministro ganhou liberdade para montar sua equipe. De acordo com um interlocutor, Temer quis saber qual seria o destino de Segovia, que deverá exercer a função de adido da PF nos Estados Unidos.

A decisão pela troca não tem relação com um episódio específico, mas levou em conta o desgaste de Segovia no cargo. Sua nomeação, em novembro passado, foi cercada de desconfiança e atribuída à indicação de emedebistas investigados.

Nos pouco mais de três meses que ficou no comando da PF, acumulou episódios polêmicos (mais informações nesta página). Logo na posse, disse que só uma mala de dinheiro não era suficiente para provar crime de corrupção no caso envolvendo a mala com R$ 500 mil recebida pelo ex-assessor da Presidência Rodrigo Rocha Loures.

Antes de ser demitido, Segovia prestigiou a posse de Jungmann, no Palácio do Planalto
Antes de ser demitido, Segovia prestigiou a posse de Jungmann, no Palácio do Planalto

Para tentar conter as polêmicas e ganhar apoio no início da gestão, Segovia montou sua equipe após compor com as classes internas da PF – agentes, peritos e delegados. Ele anunciou a substituição de 12 superintendentes estaduais, mas manteve alguns recém-empossados pelo seu antecessor. Em Curitiba, sede da Lava Jato, por exemplo, manteve a indicação de Maurício Valeixo.

A principal polêmica, porém, foi uma entrevista à agência Reuters, na véspera do carnaval, na qual indicou a tendência pelo arquivamento de um inquérito contra Temer relacionado ao chamado Decreto dos Portos. As declarações resultaram em uma forte reação de associações de delegados, um pedido de esclarecimento do ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, além de uma petição da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para que ele se abstivesse de “qualquer ato de ingerência” sobre investigação em curso, sob pena de afastamento do cargo.

Nesta terça, em outro episódio que demonstrou seu enfraquecimento no cargo, Segovia voltou atrás em um pedido para que delegados fornecessem o número do inquérito ao solicitar reforço para operações. Internamente, a norma é vista como praxe Mas a crise de confiança envolvendo Segovia já era grande e a versão de que isso seria mais uma forma de intervir nas investigações ganhou força, resultando no recuo.

Cerimônia

Antes de ser demitido, Segovia prestigiou a posse de Jungmann, no Palácio do Planalto. Na terceira fileira, foi um dos puxadores de palmas após o discurso do novo ministro. Abordado por jornalistas, Segovia afirmou que não poderia falar sobre investigações porque a Justiça havia proibido suas manifestações Após a cerimônia, ainda se reuniu com Jungmann. Pouco tempo depois, foi informado sobre sua demissão.

Ex-braço direito de Daiello no comando da PF, Galloro era o favorito para chefiar a corporação em novembro passado, quando foi preterido por Segovia. Seu nome era defendido pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, que, segundo relatos, comemorou a troca. Questionado pela reportagem, no entanto, Torquato negou ter influenciado na substituição. “Não há vencidos nem vencedores.”

Internamente, a nomeação de Galloro é considerada uma retomada do estilo de gestão de Daiello, que comandou a PF por quase sete anos. Galloro ingressou na corporação em 1995. Tem mais de 22 anos de carreira e foi adido da PF nos Estados Unidos. Também foi superintendente regional em Goiás. Para assumir o posto, deixa o cargo de secretário nacional de Justiça. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Estadão Conteúdo


Em Brasília, Ciro Gomes destaca o papel do sindicalismo moderno

terça-feira, 27 fevereiro, 2018

O pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), ressaltou o papel do sindicalismo moderno no Seminário Eleições Sindicais 2018 e o Movimento Sindical. Realizado pelo SindSaúde, na última sexta-feira (23), em Brasília, o evento integra a lista de seminários que, por todo o País, têm tido a participação do pedetista.

“Vamos tentar entender o Brasil. O Brasil precisa dramaticamente neste ano – e por isso mil vivas ao SindSaúde –,  entender que é preciso refletir sobre as  eleições de 2018, com a autonomia e independência do sindicato”, disse Ciro.

Para ele, o papel do sindicalismo moderno não se resume em veicular o interesse de partidos para a sua base, mas sim difundir o querer legítimo para todas as entidades.

Pelo País

Na última quinta-feira (22), Ciro esteve presente no II seminário das Câmaras Municipais e Vereadores de Minas Gerais, ocasião na qual conversou sobre os desafios do Brasil e os reflexos nos municípios.

Falando para vereadores, prefeitos e lideranças da região, Ciro Gomes defendeu a construção de um novo pacto federativo, para que estados e municípios possam garantir os recursos necessários à prestação de serviços públicos de qualidade.

“Os estados hoje estão com dificuldade de repassar a cota-parte do ICMS aos municípios, portanto os municípios devem estar com dificuldade de repassar o duodécimo às Câmaras, portanto, a saúde, a educação, a manutenção de praças e outros serviços públicos estão passando constrangimentos. Esse é um problema orgânico que nos obriga a chamar o povo ao debate”, defendeu Ciro.

Agenda

Nesta terça-feira (27), às 16h, Ciro tem encontro marcado com empresários na ACIC Caçador (SC).

Depois do encontro com empresários, Ciro Gomes segue para a Uniarp, onde dará palestra às 19h com o tema Plano Nacional de Desenvolvimento – Distribuição de renda.

Na quarta-feira (28), estará em Xanxerê, onde tem reunião na ACIX. Depois, segue para palestra na UNOESC.

Nos dias 1, 2 e 3 de março, Ciro Gomes participará, sob o comando do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, de uma incursão do partido por vários municípios do Ceará a fim de fortalecer o nome do pré-candidato à Presidência da República.

Denominada “Rota 12”, a caravana será apoiada pelo presidente estadual da legenda, deputado federal André Figueiredo e do ex-governador do estado Cid Gomes.

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“É estranho a imprensa chegar antes da PF”, diz Jaques Wagner

terça-feira, 27 fevereiro, 2018

Jornal do Brasil

“Em tese a ação preparada pela PF deveria ser sigilosa, mas como tem acontecido há vazamentos e  a polícia chega depois do próprio órgão de imprensa”, criticou, acrescentando que o inquérito existe desde 2013 e que ele já havia sido chamado para prestar testemunho.

“A própria delegada afirma que eu fui e colaborei e de repente vem uma ação de busca e apreensão totalmente desnecessária. Infelizmente, estão desvirtuando e politizando essas ações numa tentativa clara de criminalizar e destruir as lideranças do PT”, lamentou o ex-governador.

 

Ex-governador da Bahia e ex-ministro foi alvo de mandado de busca e apreensão
Ex-governador da Bahia e ex-ministro foi alvo de mandado de busca e apreensão

A delegada da Polícia Federal (PF) Luciana Matutino Caires, responsável pela Operação Cartão Vermelho, afirmou que o ex-governador da Bahia recebeu “boa parte” do valor desviado do superfaturamento do estádio Arena Fonte Nova, em Salvador. O petista teria levado R$ 82 milhões em propina e caixa 2, segundo a investigação.

“A Polícia Federal infelizmente está comprando uma versão de que houve superfaturamento. Mas há uma incompreensão da Polícia Federal e do Tribunal de Contas do Estado do que é uma PPP e uma obra pública.  Na PPP, não existe a figura do superfaturamento como está se insistindo. Nós contratamos a PPP para entregar o estádio e a gestão do estádio.”, explica Jaques Wagner.

O ex-governador também diz esperar que o processo de inquérito se encerre e estranha a ação de busca e apreensão, mesmo depois de ter sempre se colocado à disposição da Justiça.

O atual governador da Bahia, Rui Costa (PT), foi além e disse que a ação teve claras intenções midiáticas. “Quando a televisão chega antes nos locais que vai ter uma investigação fica claro que a operação tem um fim midiático e político-partidário”, criticou.

Rui Costa diz ainda que a prática tem se tornado bastante comum no Brasil. “É incompreensível em qualquer país desenvolvido a imprensa chegar antes da policia. É uma operação casada com a visão da propaganda negativa no ano eleitoral. E infelizmente o nosso país, dia a após dia,  só reafirma essa tendência de parcialidade de quem deveria ser imparcial no processo de investigação”, conclui.

>> ‘Factoides, inverdades’, rebate defesa de Jaques Wagner

 


A Democracia nas Eleições de 1989 e de 2018

terça-feira, 27 fevereiro, 2018


Hari Alexandre Brust
26/02/2018

A última eleição direta, livre e democrática para presidente da República, antes da ditadura instalada pelo golpe de 1964, ocorreu em 1960: eleitos presidente Jânio Quadros (PTN) com 5.636.623 votos (48,30) e vice presidente João Goulart (PTB) 4.547.010 votos (36,10).

Decorridos 29 anos (1960/1989), com a redemocratização, voltou haver eleição presidencial em 1989, o que motivou a maioria dos partidos existentes à época, a lançar candidatura própria (22 candidatos), sendo que às eleições subsequentes oscilaram entre 06 e 10 candidatos.

As maiores lideranças da política nacional Brizola, Lula, Ulisses Guimarães, Covas, Maluf, Collor, entre outros, participaram da corrida ao Planalto.

Ainda soa em meus ouvidos, os jingles Lá Lá Lá Brizola e Lula Lá.

Resultado das eleições de 1989 (1º turno):

1º Fernando Collor / Itamar Franco (vice) PRN/PSC/PST 20.607.936 votos (30,57%)

2º Luiz Inácio Lula / José Bisol (vice) PT/PSB/PCdoB 11.619.816 votos (17,18%)

3º Leonel Brizola / Fernando Lyra (vice) PDT 11.166.016 votos

Diferença Lula-Brizola = 453.800 votos (0,67%)

2º Turno: Fernando Collor (PRN) 35.089.998 votos (53,04%)

Luiz Inácio Lula (PT) 31.076.364 votos (46,96%)

A partir da anistia de 1979, através da distensão lenta e gradual da ditadura militar, foi liberada a eleição de governadores (1982) e de prefeitos (1985).

Coincidentemente, decorreram 29 anos entre as eleições de 1989 e 2018 e também em torno de 20 candidatos devem disputar as eleições, no momento em que a nossa jovem e frágil democracia tem sido testada, através de questões as mais diversas: CPI’s (exemplo) escândalo das passagens aéreas, escândalo dos Correios, escândalo dos bingos, do mensalão, da Lava Jato; escândalos políticos: apagão aéreo 2006, caso Erenice Guerra, caso Proconsult entre tantos outros. Impeachment de Collor em 1992 e Dilma Rousseff em 1916. Cassação de Senadores: Delcidio Amaral e Demóstenes Torres. Afastamento de Aécio Neves do Senado.

Cassação de deputados federais: Eduardo Cunha, José Dirceu, Roberto Jefferson, André Vargas, Pedro Correa entre outros.

A atual crise política iniciada em 2014, foi gerada pela apuração e investigações dos escândalos de corrupção pela Lava Jato e também pela oposição à eleição da Presidenta Dilma Rousseff, inconformada pela derrota sofrida. As eleições de 2018 serão realizadas, após o golpe parlamentar de 2016, contra a Presidenta Dilma Rousseff, à semelhança das eleições de 1989, ocorridas depois do golpe militar de 1964, contra o Presidente João Goulart, que resultou na ditadura mais longa do Brasil. A soma desses fatores provocaram uma profunda crise econômica, responsável pelo desemprego em massa e a queda do PIB e, em consequência, da receita federal, estadual e municipal.

Some-se nesse contexto, a politização das decisões do poder judiciário e o tsunami da corrupção em todos os níveis dos três poderes.

Já começou a ser ouvido o som das cornetas das paradas militares e, por acaso, o corneteiro tem o mesmo nome do general Mourão que deu o toque em 1964.

Somente quem não vivenciou as restrições de liberdade de toda ordem, pode pregar um regime que não seja democrático.

 

*Hari Alexandre Brust é membro da Executiva Estadual do PDT da Bahia.

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Diretoria do IAT se reúne com o secretário de Administração- BA

segunda-feira, 26 fevereiro, 2018

A direção do Instituto Anísio Teixeira (IAT) promoveu nesta segunda-feira (26/02) mais uma ação para tratar de assuntos relacionados à comemoração dos 35 anos do órgão.

Os diretores Desiderio Bispo de Melo e Danilo Baqueiro estiveram na Secretária da Administração do Estado, onde foram recebidos pelo secretário Edelvino Góes.

Na reunião, os diretores aproveitaram para estreitar as relações entre os dois órgãos e discutir sobre o concurso de professores e coordenadores pedagógicos que aconteceu no último final de semana. O diretor Desiderio Melo destacou a importância do acolhimento aos novos professores. O secretário Edelvino Goes percebeu no destaque uma oportunidade: “você me deu um ótimo gancho Desiderio: vamos marcar um GT entre as nossas equipes para formatar as atividades que farão parte dos eventos de acolhimento desses novos educadores servidores”. Falou o secretário.

Na oportunidade, os representantes do IAT também prestaram conta do ano de 2017, referente às ações realizadas pela diretoria, e também fizeram um convite ao secretário Edelvino Góes para participar das comemorações dos 35 anos de fundação do Instituto.

http://www.interiordabahia.com.br