Ciro fará caravana pelo Ceará e outros estados para se firmar como opção a Lula e Bolsonaro

quinta-feira, 15 fevereiro, 2018

 Pontuando 7% nas pesquisas de intenção de voto, o candidato a presidente pelo PDT, Ciro Gomes, iniciará no próximo mês uma investida para tomar maior protagonismo na disputa. Com pré-campanha hoje polarizada entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PSC), o ex-ministro fará caravana pela região do Cariri na busca por se firmar como alternativa, uma “3ª via” no pleito.

Batizada de “Caravana 12”, o evento percorrerá 14 municípios do Cariri entre os dias 1º e 3 de março. A ideia é sair de Caririaçu e ir até Icó, aproveitando o percurso para divulgar a candidatura de Ciro e agregar novos filiados ao PDT.

Além do próprio candidato, participarão também o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, o ex-governador Cid Gomes, o deputado federal e presidente do PDT do Ceará André Figueiredo, o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, o presidente da Assembleia Zezinho Albuquerque, entre outros.

“É uma forma de interiorizar não só a campanha do Ciro, mas as bandeiras do PDT. Como temos uma candidatura cearense, tem todo esse simbolismo. Vamos começar pelo Cariri, mas a ideia é levar para vários estados”, diz o deputado federal e presidente do PDT-CE, André Figueiredo. Segundo ele, outra caravana deve ser feita ainda em março no norte do Estado.

Entre as principais bandeiras do partido, ele destaca a contestação às reformas hoje tocadas pelo governo Michel Temer (MDB). “Nós estamos na trincheira contra a reforma da Previdência. Temos a convicção de que o Brasil precisa de reformas, mas não dessa forma completamente absurda que está sendo feita, com o peso caindo sobre a base da pirâmide”, diz Figueiredo.

“Não se questionam, por exemplo, os lucros exorbitantes do sistema financeiro. Então, estamos aí apresentando uma outra maneira, porque esse ano é um ano em que o Brasil precisa voltar a ter esperança nos olhos “, argumenta Figueiredo, acrescentando ter estendido convites a várias lideranças regionais da sigla, incluindo o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, prefeitos do interior, deputados e vereadores.

Roteiro da Caravana

No dia 01/03 a ‘Caravana 12’ estará nas cidades de Caririaçu, Juazeiro do Norte e Crato; dia 02/03 percorre os municípios de Missão Velha, Barbalha, Jardim e Penaforte; no dia 03/03 a Caravana chega a Milagres, Barro, Ipaumirim e Icó, todas no Vale do Cariri.

Para além do fortalecimento de bandeiras de Ciro e do PDT, evento também deve ser produtivo para candidatura à reeleição de Camilo Santana (PT). Durante a passagem, é esperada ainda a filiação de uma série de prefeitos, secretários e vereadores da região ao PDT, como, por exemplo, a prefeita de Santana do Cariri, Danieli Machado (ex-PSL).

Sobre “paralisia” de Ciro nas pesquisas, Figueiredo minimiza: “A candidatura do Ciro tem crescido. 1%, 1,5%, mas sempre cresce. Tem que ver o contexto. Fora Lula e Bolsonaro, todos os outros estão no mesmo patamar, então o Ciro tem uma consistência de crescimento, que com essa estratégia deve crescer, principalmente com a massificação no Interior”, avalia.

O presidente do PDT cearense também destaca a força do candidato com a “camada formadora de opinião”. “O que temos visto nas pesquisas é muito isso, então temos convicção de que o Ciro é um forte candidato ao segundo turno. Estamos trabalhando para isso”, diz.

Adesões

Além de prefeitos do Interior, o PDT pretende filiar também o deputado estadual Osmar Baquit (ex-PSD), em evento marcado para o próximo dia 23. O plano do partido é, usando da força local de uma candidatura de Ciro, alavancar uma chapa forte para deputados estaduais e federais. (Com informações do jornal O Povo e edição do IB).

http://www.interiordabahia.com.br


STF homologa última ação sobre acordo entre bancos e poupadores

quinta-feira, 15 fevereiro, 2018

Jornal do Brasil

A homologação do ministro era aguardada por ser a mais abrangente sobre a questão. Antes da decisão de Lewandowski, os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes também haviam homologado ações que estavam sob sua relatoria. No entanto, na decisão de Lewandowski, as ações que tramitam cobrando a correção não serão paralisadas.

O acordo vale para quem ingressou com ação na Justiça e prevê pagamento à vista para poupadores que tenham até R$ 5 mil a receber. Já os que tem saldo entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, receberão em três parcelas, sendo uma à vista e duas semestrais. A partir de R$ 10 mil, o pagamento será feito em uma parcela à vista e quatro semestrais. A correção para os pagamentos semestrais será feita pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O acordo também prevê descontos para poupadores que receberão quantia superior a R$ 5 mil. O deságio varia conforme o saldo e começa em 8% para aqueles que receberão entre R$ 5 mil e R$ 10 mil; 14% para os que receberão na faixa de R$ 10 mil a R$ 20 mil; e 19% para investidores que têm direito a receber mais de R$ 20 mil.

Negociado entre o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Frente Brasileira dos Poupadores (Febrapo) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) há mais de duas décadas, o acordo foi mediado pela AGU e teve supervisão do Banco Central (BC).

Da Agência Brasil


“É preciso ouvir o povo antes de votar as reformas”, afirma Weverton Rocha

quinta-feira, 15 fevereiro, 2018
Foto: Alexandre Amarante


Por Weverton Rocha
 

Em poucos dias retomaremos os trabalhos no Congresso Nacional. E temos pela frente um ano com muitos desafios. A pauta, logo nesse primeiro semestre, tem pelos menos dois assuntos de grande relevância para os cidadãos: a reforma da Previdência e as alterações na reforma trabalhista, enviadas por meio de Medida Provisória pelo presidente Michel Temer.

O ano passado terminou com uma derrota do governo, que não conseguiu pautar para votação a reforma da Previdência. Mas, naquele momento, eu já dizia que era preciso estar vigilante, pois está a serviço de um projeto liberal, que visa sobretudo ao enxugamento do Estado para favorecer as grandes empresas e os especuladores internacionais e não desistirá fácil. Sem ter sido eleito pelo povo e sem perspectiva de passar pela avaliação das urnas, ele pressiona sua base de parlamentares e tenta de todas as formas aprovar, sem grandes discussões, mudanças nas regras de aposentadoria que prejudicarão principalmente a população mais pobre.

No momento, o governo, como um todo, e o presidente Michel Temer, em especial, estão empenhados, com o apoio da grande mídia em convencer a população que a reforma da Previdência prejudicará apenas os mais favorecidos. Não é verdade. Quem ganha mais, tem mais alternativas de guardar recursos para um futuro de aposentadoria. O grande penalizado é o trabalhador que ganha menos, começa mais cedo a trabalhar e passa mais por situações de desemprego, quando não consegue recolher contribuição previdenciária. Se a reforma for aprovada, são os mais pobres que estarão condenados a passar uma vida inteira trabalhando, sem direito a descanso.

É mais um golpe contra o trabalhador que já teve seus direitos ceifados com a reforma trabalhista, aprovada no ano passado. De tão injusta, ela já enfrente problemas reconhecidos pelo próprio governo, que enviou uma medida provisória para corrigir erros no texto sobre a jornada de 12 X 36 e a contratação de autônomos. A MP não resolve, no entanto, distorções como o enfraquecimento da Justiça Trabalhista ou a criação de um subemprego, disfarçado de trabalho intermitente, que ao arrepio da nossa Constituição permite que um trabalhador ganhe menos que o salário mínimo por mês.

Não há justificativa para que assuntos que impactam tanto na vida do brasileiro sejam discutidos a aprovados de afogadilho. O correto, defendo desde o início, seria esperar até o resultado das próximas eleições, quando os eleitores terão escolhidos seus representantes sabendo como se posicionam sobre as reformas. Qualquer tentativa de tratar disso agora é uma demonstração clara de que o governo não se importa com o que o povo quer.

Deixei a liderança do PDT em dezembro. Mas continuo tendo voz ativa no meu partido e na Câmara dos Deputados. Usarei essa voz até o limite, e depois além dele, para defender o trabalhador e lutar para que a reforma da Previdência não seja aprovada. O povo é o soberano e manifestará sua soberania nas urnas. Devemos ouvi-la primeiro para, então, entender o que o povo brasileiro quer para o Brasil.

 www.pdt.org.br

Estudantes realizam intervenções para a segurança de trabalhadores em casa de farinha em Quilombo de Maragogipe

quinta-feira, 15 fevereiro, 2018

  Com a finalidade de identificar os riscos relativos à segurança dos trabalhadores da casa de farinha do Quilombo Giral Grande, localizado em Maragogipe, no Recôncavo Baiano, estudantes do curso Técnico em Segurança do Trabalho do Centro Estadual de Educação Profissional Vale do Paraguaçu (CEEP) desenvolveram um projeto de intervenção social. Com a iniciativa, eles conscientizaram os trabalhadores sobre a importância do uso dos Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva (EPI e EPC) e, também, propõem melhorias nos equipamentos de trabalho.
O projeto “Interferindo na própria realidade: o exemplo da cada de farinha do Quilombo Giral Grande, Maragogipe – BA” surgiu da demanda dos próprios alunos oriundos da comunidade quilombola e estudantes do curso técnico que, por já terem trabalhado no espaço, conheciam de perto os riscos da utilização de alguns equipamentos sem proteções necessárias.
Por meio de visita técnica ao local e entrevistas com moradores da comunidade, os estudantes identificaram possíveis riscos como amputação de membros superiores, como dedos e mãos, além de escalpelamentos caso os cabelos dos trabalhadores fiquem presos à correia de rolamento do motor de uma das máquinas.
As estudantes e primas, Jessica Calheiros (19) e Iris Calheiros (18), que possuem familiares que frequentam a casa de farinha falam da importância de intervir em um espaço de trabalho comunitário utilizando os conhecimentos obtidos no curso. “É muito interessante pegar a teoria e aplicar em campo, pois executamos o projeto na prática”, diz Jessica Calheiros. Já Iris afirma que “além de beneficiar a comunidade, o projeto estimula ainda mais o aprendizado devido ao processo de pesquisas e orientações”.
Além de conscientizarem os trabalhadores do local, as estudantes realizaram duas intervenções nos equipamentos como medida preventiva de segurança. Implantaram um anteparo para a correia do motor do cocho artesanal e adaptaram alças verticais à paleta ou “paeta” usada para aproximar as raízes da mandioca na prensa do cocho.