Em Brasília, Ciro Gomes destaca o papel do sindicalismo moderno

terça-feira, 27 fevereiro, 2018

O pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), ressaltou o papel do sindicalismo moderno no Seminário Eleições Sindicais 2018 e o Movimento Sindical. Realizado pelo SindSaúde, na última sexta-feira (23), em Brasília, o evento integra a lista de seminários que, por todo o País, têm tido a participação do pedetista.

“Vamos tentar entender o Brasil. O Brasil precisa dramaticamente neste ano – e por isso mil vivas ao SindSaúde –,  entender que é preciso refletir sobre as  eleições de 2018, com a autonomia e independência do sindicato”, disse Ciro.

Para ele, o papel do sindicalismo moderno não se resume em veicular o interesse de partidos para a sua base, mas sim difundir o querer legítimo para todas as entidades.

Pelo País

Na última quinta-feira (22), Ciro esteve presente no II seminário das Câmaras Municipais e Vereadores de Minas Gerais, ocasião na qual conversou sobre os desafios do Brasil e os reflexos nos municípios.

Falando para vereadores, prefeitos e lideranças da região, Ciro Gomes defendeu a construção de um novo pacto federativo, para que estados e municípios possam garantir os recursos necessários à prestação de serviços públicos de qualidade.

“Os estados hoje estão com dificuldade de repassar a cota-parte do ICMS aos municípios, portanto os municípios devem estar com dificuldade de repassar o duodécimo às Câmaras, portanto, a saúde, a educação, a manutenção de praças e outros serviços públicos estão passando constrangimentos. Esse é um problema orgânico que nos obriga a chamar o povo ao debate”, defendeu Ciro.

Agenda

Nesta terça-feira (27), às 16h, Ciro tem encontro marcado com empresários na ACIC Caçador (SC).

Depois do encontro com empresários, Ciro Gomes segue para a Uniarp, onde dará palestra às 19h com o tema Plano Nacional de Desenvolvimento – Distribuição de renda.

Na quarta-feira (28), estará em Xanxerê, onde tem reunião na ACIX. Depois, segue para palestra na UNOESC.

Nos dias 1, 2 e 3 de março, Ciro Gomes participará, sob o comando do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, de uma incursão do partido por vários municípios do Ceará a fim de fortalecer o nome do pré-candidato à Presidência da República.

Denominada “Rota 12”, a caravana será apoiada pelo presidente estadual da legenda, deputado federal André Figueiredo e do ex-governador do estado Cid Gomes.

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“É estranho a imprensa chegar antes da PF”, diz Jaques Wagner

terça-feira, 27 fevereiro, 2018

Jornal do Brasil

“Em tese a ação preparada pela PF deveria ser sigilosa, mas como tem acontecido há vazamentos e  a polícia chega depois do próprio órgão de imprensa”, criticou, acrescentando que o inquérito existe desde 2013 e que ele já havia sido chamado para prestar testemunho.

“A própria delegada afirma que eu fui e colaborei e de repente vem uma ação de busca e apreensão totalmente desnecessária. Infelizmente, estão desvirtuando e politizando essas ações numa tentativa clara de criminalizar e destruir as lideranças do PT”, lamentou o ex-governador.

 

Ex-governador da Bahia e ex-ministro foi alvo de mandado de busca e apreensão
Ex-governador da Bahia e ex-ministro foi alvo de mandado de busca e apreensão

A delegada da Polícia Federal (PF) Luciana Matutino Caires, responsável pela Operação Cartão Vermelho, afirmou que o ex-governador da Bahia recebeu “boa parte” do valor desviado do superfaturamento do estádio Arena Fonte Nova, em Salvador. O petista teria levado R$ 82 milhões em propina e caixa 2, segundo a investigação.

“A Polícia Federal infelizmente está comprando uma versão de que houve superfaturamento. Mas há uma incompreensão da Polícia Federal e do Tribunal de Contas do Estado do que é uma PPP e uma obra pública.  Na PPP, não existe a figura do superfaturamento como está se insistindo. Nós contratamos a PPP para entregar o estádio e a gestão do estádio.”, explica Jaques Wagner.

O ex-governador também diz esperar que o processo de inquérito se encerre e estranha a ação de busca e apreensão, mesmo depois de ter sempre se colocado à disposição da Justiça.

O atual governador da Bahia, Rui Costa (PT), foi além e disse que a ação teve claras intenções midiáticas. “Quando a televisão chega antes nos locais que vai ter uma investigação fica claro que a operação tem um fim midiático e político-partidário”, criticou.

Rui Costa diz ainda que a prática tem se tornado bastante comum no Brasil. “É incompreensível em qualquer país desenvolvido a imprensa chegar antes da policia. É uma operação casada com a visão da propaganda negativa no ano eleitoral. E infelizmente o nosso país, dia a após dia,  só reafirma essa tendência de parcialidade de quem deveria ser imparcial no processo de investigação”, conclui.

>> ‘Factoides, inverdades’, rebate defesa de Jaques Wagner

 


A Democracia nas Eleições de 1989 e de 2018

terça-feira, 27 fevereiro, 2018


Hari Alexandre Brust
26/02/2018

A última eleição direta, livre e democrática para presidente da República, antes da ditadura instalada pelo golpe de 1964, ocorreu em 1960: eleitos presidente Jânio Quadros (PTN) com 5.636.623 votos (48,30) e vice presidente João Goulart (PTB) 4.547.010 votos (36,10).

Decorridos 29 anos (1960/1989), com a redemocratização, voltou haver eleição presidencial em 1989, o que motivou a maioria dos partidos existentes à época, a lançar candidatura própria (22 candidatos), sendo que às eleições subsequentes oscilaram entre 06 e 10 candidatos.

As maiores lideranças da política nacional Brizola, Lula, Ulisses Guimarães, Covas, Maluf, Collor, entre outros, participaram da corrida ao Planalto.

Ainda soa em meus ouvidos, os jingles Lá Lá Lá Brizola e Lula Lá.

Resultado das eleições de 1989 (1º turno):

1º Fernando Collor / Itamar Franco (vice) PRN/PSC/PST 20.607.936 votos (30,57%)

2º Luiz Inácio Lula / José Bisol (vice) PT/PSB/PCdoB 11.619.816 votos (17,18%)

3º Leonel Brizola / Fernando Lyra (vice) PDT 11.166.016 votos

Diferença Lula-Brizola = 453.800 votos (0,67%)

2º Turno: Fernando Collor (PRN) 35.089.998 votos (53,04%)

Luiz Inácio Lula (PT) 31.076.364 votos (46,96%)

A partir da anistia de 1979, através da distensão lenta e gradual da ditadura militar, foi liberada a eleição de governadores (1982) e de prefeitos (1985).

Coincidentemente, decorreram 29 anos entre as eleições de 1989 e 2018 e também em torno de 20 candidatos devem disputar as eleições, no momento em que a nossa jovem e frágil democracia tem sido testada, através de questões as mais diversas: CPI’s (exemplo) escândalo das passagens aéreas, escândalo dos Correios, escândalo dos bingos, do mensalão, da Lava Jato; escândalos políticos: apagão aéreo 2006, caso Erenice Guerra, caso Proconsult entre tantos outros. Impeachment de Collor em 1992 e Dilma Rousseff em 1916. Cassação de Senadores: Delcidio Amaral e Demóstenes Torres. Afastamento de Aécio Neves do Senado.

Cassação de deputados federais: Eduardo Cunha, José Dirceu, Roberto Jefferson, André Vargas, Pedro Correa entre outros.

A atual crise política iniciada em 2014, foi gerada pela apuração e investigações dos escândalos de corrupção pela Lava Jato e também pela oposição à eleição da Presidenta Dilma Rousseff, inconformada pela derrota sofrida. As eleições de 2018 serão realizadas, após o golpe parlamentar de 2016, contra a Presidenta Dilma Rousseff, à semelhança das eleições de 1989, ocorridas depois do golpe militar de 1964, contra o Presidente João Goulart, que resultou na ditadura mais longa do Brasil. A soma desses fatores provocaram uma profunda crise econômica, responsável pelo desemprego em massa e a queda do PIB e, em consequência, da receita federal, estadual e municipal.

Some-se nesse contexto, a politização das decisões do poder judiciário e o tsunami da corrupção em todos os níveis dos três poderes.

Já começou a ser ouvido o som das cornetas das paradas militares e, por acaso, o corneteiro tem o mesmo nome do general Mourão que deu o toque em 1964.

Somente quem não vivenciou as restrições de liberdade de toda ordem, pode pregar um regime que não seja democrático.

 

*Hari Alexandre Brust é membro da Executiva Estadual do PDT da Bahia.

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