Rui Costa afirma que pensa ‘parecido’ com Ciro Gomes

segunda-feira, 12 março, 2018

Na semana em que se reúne com o ex-presidente Lula (PT), em Salvador, para conversar sobre política, o governador Rui Costa (PT) afirmou que tem ideias semelhantes às do presidenciável Ciro Gomes (PDT).

“É uma pessoa que tem um conjunto de ideias parecido com o meu: de nação, de país, de desenvolvimento. Mas não adianta apressar as coisas. O Lula vai estar aqui quarta e quinta”, afirmou Rui, ao ser questionado sobre como encarava a pré-candidatura do pedetista à Presidência da República.

O chefe do Executivo baiano já admitiu a possibilidade de apoiar alguém de fora do PT ao Palácio do Planalto, caso Lula esteja impossibilitado de concorrer.

O ex-presidente participa na quinta-feira (15) de evento do Fórum Social Mundial, na capital baiana.

Chapa – O governador disse ainda que se reúne nesta segunda (12) com o PSB para discutir a montagem da chapa majoritária. O petista já teve conversas com PP, PSD e PCdoB. (Informações do Bahia.Ba).

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“Mercado e Estado são complementares”, diz coordenador de campanha do Ciro

segunda-feira, 12 março, 2018


Alexa Salomão (Folha de São Paulo)

 Anunciado oficialmente como um dos responsáveis pela coordenação do programa de governo por Ciro Gomes na última quinta (8/3) – durante o lançamento da sua pré candidatura à Presidência pelo PDT, Nelson Marconi deu entrevista à Folha de São Pauloe afirmou que “mercado e Estado são complementares”. Marconi também se mostrou contrário à privatização de setores estratégicos da economia – como energia e petróleo.

Formado em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1987), mestrado em Economia de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas – SP (1993) e doutorado em Economia de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas – SP (2001), Marconi é coordenador do curso de Graduação da Escola de Economia de São Paulo da FGV, membro do corpo permanente do curso de pós-graduação em Administração Pública da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV, e professor associado (licenciado) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, entre outros títulos. Leia a íntegra da entrevista.

 

Alexa Salomão (Folha de São Paulo)

Tendo ao seu lado Roberto Mangabeira Unger e Mauro Benevides Filho, o economista Nelson Marconi foi oficialmente anunciado como responsável pela coordenação do programa de campanha de Ciro Gomes, pré-candidato à presidência pelo PDT.

Marconi é, “sem medo de ser feliz”, desenvolvimentista. Acredita que o estado deve atuar na economia e que a produção industrial e o consumo geram crescimento.

Tem restrições a privatizações em setores que considera estratégicos, como energia. Não venderia a Eletrobras e pode rever o marco do setor petróleo. Mas diz que as reformas são essenciais e que não há divisão entre estado e mercado: “eles são complementares”, afirma.

Folha – Como ocorreu a aproximação com Ciro Gomes?

Nelson Marconi – Começou há uns dois anos, na Fundação Getulio Vargas, num seminário sobre novo desenvolvimentismo. Eu sou um desenvolvimentista sem medo de ser feliz. Nós convidamos, Ciro veio e gostou. Mas ficamos próximos no final do ano passado quando achei que ele seria um bom candidato. Organizei reuniões em casa com 30, 40 pessoas para falarem as suas ideias para ele.

Quem participava?

Acadêmicos da FGV, UFRJ, da UnB, USP, PUC. Alguns empresários, gente do mercado financeiro –e não me pergunte os nomes. Me comprometi a não citar ninguém.

O plano de governo já teria alguma direção?

Temos um princípio geral importante: não existe divisão entre estado e mercado. Eles são complementares. Nos últimos anos, o mercado foi negligenciado. Não pode isso, porque é ele que traz soluções de eficiência. Mas também não podemos agora ir para o extremo oposto.

No que se refere as medidas, o programa está em um estágio inicial, mas posso adiantar algumas coisas que eu pessoalmente tenho em vista. Primeiro, é preciso desenvolver a indústria e dos serviços que fazem parte desse setor, como design, engenharia, automação e boa parte da pesquisa que gera inovação.

Para muitos economistas, Dilma Rousseff errou ao ampliar subsídios e fazer nacionalização artificial de algumas áreas para fortalecer a indústria. Vocês vão nessa linha?

Não, é diferente. Dilma cometeu muitos erros. Ciro e eu já discutimos isso. Temos de defender o interesse da empresa nacional, mas isso não significa não ter empresa internacional aqui ou fechar o mercado. Significa defender a participação do Brasil no mercado externo, promovendo a exportação de industrializados. A prioridade é a indústria 4.0. Aí a associação entre capital privado, via venture capital, universidades e institutos de pesquisa, é fundamental.

Qual a posição em relação a privatizações?

Entendemos que existem setores estratégicos –energia elétrica, petróleo– que não podem ser privatizados. No que se refere a concessões, ora, por favor: é ótimo privatizar estradas, aeroportos.

Mas energia é a área que mais atrai investimentos privados hoje, especialmente chinês.

Pois então, como é que vamos dar uma usina hidrelétrica para um estrangeiro? E se tivermos um problema de fornecimento? Vamos ter de negociar com os chineses? Empresas chinesas são financiadas pelo governo chinês. Não tem muita lógica entregar uma riqueza nacional para ser gerenciada por empresas ligada a um governo estrangeiro.

Então, no programa não haveria privatização da Eletrobras?

Até podemos conversar sobre a vende projetos menores na área, mas a Eletrobras, não.

As regras no setor de petróleo foram alteradas para uma maior participação de empresas privadas. Vocês manteriam a mudança ou iriam rever?

Esse setor gera muita pesquisa e inovação para o resto da economia. A gente entende que o país tem uma reserva importante, o pré-sal. Não faz sentido vender petróleo por um preço muito menor do que a receita que ele vai gerar no futuro, como vimos acontecer recentemente. Acho complicado um modelo que leve a esse tipo de abertura.

Mudariam as regras outra vez?

Isso não está fechado, mas vamos avaliar, sim.

As reformas são consideradas prioridades para muitos pré-candidatos. E para vocês?

Isso sim! Somos a favor de todas: fiscal, da Previdência, tributária. A tributária é uma prioridade. Bernard Appy [economista especializado em tributação] tem uma proposta muito interessante e estamos olhando. Mas avaliamos também mexer na tributação sobre herança, sobre lucros e dividendo –desde que não haja bitributação. Enfim, passar o ônus mais para a renda do que para a produção.

O senhor era crítico da reforma da Previdência que vinha sendo feita. Qual seria a proposta de vocês?

Como o próprio Ciro já falou, ter uma idade mínima é importante. Uma ideia que estamos amadurecendo é ampliar o regime de capitalização [o beneficiário é responsável por fazer sua poupança].

Já discutiram a questão da segurança?

Esse tema é central. Nós já vínhamos preocupados com a questão antes da intervenção no Rio. Melhorar a segurança passa necessariamente por uma política de combate ao tráfico de drogas e investimentos em inteligência.

E na educação?

O Ciro tem uma experiência muito boa no Ceará, em especial na educação básica, que tem hoje os melhores indicadores de educação do país. Temos a preocupação de conseguir replicar essa experiência em todo o Brasil. Ampliar a experiência de Sobral.

Qual a posição em relação ao Bolsa Família?

O nosso ideal seria ter um programa social que atingisse todos até uma determinada faixa de renda, como um salário mínimo, mas do ponto de vista fiscal, a gente não sabe se isso é possível.

Para muitos economistas, a prioridade é resolver o déficit fiscal porque ele está pressionando a dívida. Como o senhor vê a questão?

De imediato, precisa mexer nos privilégios do setor público, fazer um pente fino para tornar o estado eficiente. Olhar para os muitos subsídios que estão aí, custam bilhões, e avaliar quais devem ser mantidos. A questão fiscal é importantíssima para mim e para o Ciro. Ele nunca governou com déficit. É experiente. É o melhor candidato –mas eu sou suspeito para falar.

Muitos dizem que ele é uma pessoa difícil?

Ciro é absurdamente capacitado e inteligente. Tem visão de país e um projeto para o Brasil. Mas tem um estilo político próprio. Fala forte. Mas o Brasil está passando por uma fase que precisa disso mesmo, de coragem para mudar. E ele é um cara corajoso.

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Terminam nesta segunda-feira as inscrições para 3.406 vagas de cursos técnicos de nível médio na rede estadual

segunda-feira, 12 março, 2018

Terminam, nesta segunda-feira (12), as inscrições para o sorteio eletrônico de 3.406 vagas residuais da Educação Profissional e Tecnológica ofertadas pela Secretaria da Educação do Estado, na forma de articulação subsequente ao Ensino Médio (PROSUB), para o ano letivo de 2018. Ao todo são 37 cursos técnicos de nível médio ofertados em Centros Estaduais e Territoriais de Educação Profissional, além de unidade compartilhadas, localizados em 66 municípios. As inscrições são feitas, exclusivamente, no Portal da Educação, onde também está disponível a oferta por curso e unidades de ensino.
As vagas serão preenchidas mediante sorteio eletrônico que será realizado na quinta-feira (15). Pode se inscrever, o estudante que concluiu o Ensino Médio e suas modalidades, de forma gratuita, seja em estabelecimentos de ensino da Rede Pública de Educação (no âmbito federal, estadual, municipal), que, comprovadamente, cursou o Ensino Médio em instituição filantrópica ou em instituição privada na condição de bolsista integral.
Dentre os cursos estão os técnicos em Segurança do Trabalho, Enfermagem, Teatro, Produção de áudio e vídeo, Alimentos, Informática, Agroecologia, Cozinha, Turismo e Nutrição, Dietética, Zootecnia e Instrumento Musical. Para o ano letivo de 2018, os cursos tiveram a carga horária reduzida, de dois anos para 12 meses ou um ano e meio.
Os candidatos que se inscreveram no primeiro sorteio eletrônico, durante o período de 24 de janeiro a 1º de fevereiro, para as turmas cujo número de inscritos foi inferior ao número de vagas, estão automaticamente classificados e têm assegurado o direito à matrícula, sem necessidade de nova inscrição.
Matrícula – A matrícula para as vagas residuais ocorre na unidade escolar e no turno para qual o aluno foi contemplado, entre os dias 19 e 21 de março, apresentando a seguinte documentação: Original e cópia do Histórico Escolar; original e cópia da Cédula de Identidade; original e cópia do Cadastro de Pessoa Física (CPF); original e cópia legível, com data recente, do comprovante de residência (Água, luz, telefone fixo ou móvel, gás encanado, Internet, contrato de aluguel, IPTU ou cartão de crédito). As aulas serão iniciadas no dia 2 de abril.
CRONOGRAMA

ATIVIDADE

PERÍODO

Período de inscrições do Processo Seletivo para os cursos Técnicos de Nível Médio

03/03/2018 a 12/03/2018

Resultado

15/03/2018

Matrícula dos candidatos contemplados no sorteio eletrônico

19,20 e 21/03/2018

Início do Ano Letivo

02/04/2018