BAHIA: pré-candidato do PDT suspende campanha ao Senado

segunda-feira, 30 abril, 2018

O pré-candidato ao senado pelo PDT, Prof. Desiderio de Melo decidiu suspender as ações que visam promover o seu nome junto ao eleitorado. A justificativa para tal decisão é a demora da Comissão Executiva Estadual em definir se oficializa ou não a pré-candidatura ao Senado.

Prof. Desiderio é militante do PDT desde 1985, professor da Rede Estadual de Ensino com formação em História e Direito. Já ocupou as funções de vice-diretor de escola, assessor da presidência da CBPM e Diretor Geral do Instituto Anísio Teixeira. Após receber o apoio dos movimentos da base do Partido, registrou formalmente a sua pré-candidatura na Secretaria Estadual da legenda e fez o seu lançamento na data de 02 de abril de 2018.

Desiderio também comunicou pessoalmente ao presidente da legenda, deputado federal Felix Mendonça Júnior o seu desejo de disputar as eleições de 2018, ao Senado. Com candidatura avulsa em uma das duas vagas que a lei eleitoral faculta aos partidos. Do Mesmo modo comunicou aos deputados estaduais, também do PDT, Vitor Bonfim, Euclides Fernandes e Roberto Carlos. Repetindo o mesmo gesto de apreço e respeito com o único vereador da Capital Odiosvaldo Vigas. Contudo, até a presente data não houve uma única reunião da Executiva para deliberar sobre a matéria: a pré-candidatura ao Senado. A indefinição injustificada da direção do PDT da Bahia traz prejuízo para todos, inclusive para os pré-candidatos proporcionais.

Dificuldades

Ao não se posicionar oficialmente sobre a pré-candidatura ao Senado do professor Desiderio, o PDT, mesmo que não queira, torna o pré-candidato invisível, quebra a unidade partidária necessária na luta e a disputa eleitoral. Passa a falsa ideia de que o candidato está contra o partido. Com isso o militante que ocupa cargo se afasta temendo retaliação. Além disso, outra dúvida surge entre os pré-candidatos a deputado: A possibilidade de que não sendo candidato ao senado, Desiderio  resolva ser candidato a deputado e, roube os seus votos. Portanto, uma definição da Executiva é saudável para todos.

Por fim, o professor Desiderio esclarece que não está pressionando a Executiva pelo Sim. O PDT tem um candidato a presidente, Ciro Gomes, e necessita de acordos políticos que possam fortalecer  a candidatura do presidenciável no Estado e no País. Pressionamos pela decisão, seja ele qual for. Aceitamos o não por resposta.  Dizer não e retirar a candidatura faz parte do jogo político. Consideramos, no entanto, como indigno é a indiferença e o silêncio.

Deste modo, a pré-candidatura está suspensa até a data de 12 de maio( dia de reunião mensal da militância pedetista). Neste prazo esperamos que a indefinição tenha fim. Só dessa forma a sociedade saberá se o PDT da Bahia tem ou não tem candidato ao Senado.

 

Coordenação de campanha

 

 

 

 


Lupi cobra do PT reciprocidade a apoio a petistas nos Estados

sábado, 28 abril, 2018

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou na sexta-feira, 26, que o partido continuará buscando uma aliança com o PT nas eleições presidenciais. Tendo o ex-ministro Ciro Gomes como pré-candidato ao Planalto e alianças com governadores petistas em quatro Estados, o PDT espera reciprocidade da legenda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse Lupi.

“O único Estado que é governado pelo PT em que ainda não estamos é Minas Gerais, por um problema local, agora a gente espera que um dia isso seja reconhecido”, disse Lupi ao Estadão/Broadcast. O dirigente afirmou que “sempre acha” possível uma aliança com o PT nas eleições presidenciais. “Vamos continuar a conversar, conversar na base, nos diretórios, com os governadores e com a direção. A gente faz isso 24 horas por dia”, disse.

O presidente do PDT esteve com Ciro Gomes em um seminário promovido pela União Geral dos Trabalhadores (UGT), na capital paulista. No debate, Ciro afirmou que sua responsabilidade “cresceu muito” com a ausência de Lula nas eleições e que é preciso “respeitar” a situação do PT diante da prisão de seu maior líder político. O presidenciável também sinalizou uma cobrança ao PT, ao comparar a situação de alianças estaduais.

Ciro lembrou que o PDT apoia pré-candidatos a governador do PT no Ceará, na Bahia, no Acre e no Piauí, mas que não há reciprocidade do outro lado. “Não dá para desconfiar da minha relação, [com o PT]o resto é jogo. Nós não somos fominha, o PDT tem candidatos em nove Estados e o PT não apoia a gente em nenhum lugar. Tudo bem, faz parte, mas vamos e venhamos, o processo está só começando”, declarou Ciro.

Em entrevista ao Estadão, na sexta, ele afirmou que uma aliança com o PT é desejável, mas “muito improvável.” O presidenciável do PDT fez uma comparação da eleição presidencial com uma corrida de Fórmula 1.

Para ele, cada presidenciável está na pista “sozinho” no momento e as alianças ainda não estão formadas. “Eu sou um cara frio, tranquilo, a estrada está tortuosa, mas essa eleição está para mim. Com a tragédia que está acontecendo com o Lula, a minha responsabilidade cresceu muito”, disse.

Ciro disse que é preciso ter “respeito e paciência com o PT” no atual momento, mas ressaltou que é preciso “pensar” sobre o cenário. “O Lula é candidato? Não vou responder? E, se ele não for, o que é que o PT vai fazer? Não vou responder nada”, declarou o ex-ministro, repetindo achar natural que o PT tenha candidato.

Visita

Ciro afirmou que está recorrendo da decisão da Justiça Federal em Curitiba que o proibiu de visitar o ex-presidente na sala especial onde está preso, na capital paranaense. “Estamos recorrendo na Justiça para visitar, fazer comício lá não vou, não sou do PT”, disse Ciro. Ele classificou Lula como um “velho camarada” e disse que tem ajudado o petista “todos os dias nos últimos 16 anos”.

Fonte: http://www.pdt.org.br/ http://www.interiordabahia.com.br


ANTECEDENTES DO CONSTITUCIONALISMO BRASILEIRO ( Parte VI)

sábado, 28 abril, 2018

 

A Constituição de 1946

Com o fim da 2ª Grande Guerra Mundial intensifica-se em todo o mundo um sentimento voltado a valorização do regime democrático. No Brasil, dá-se início, com a eleição do General Eurico Gaspar Dutra, um movimento no sentido da redemocratização do País.

Convocada a Assembleia Constituinte, nela foram representadas várias correntes ideológicas, da situação a oposição. Os debates constituintes tomaram por base a Constituição de 1934.

Em 18 de setembro de 1946 foi promulgada a nova Constituição do Brasil. Nitidamente democrática, recompôs os princípios constitucionais associados aos postulados democráticos, reproduzindo, em essência, o teor da democracia-social inaugurada pela Constituição dede 1934, da qual é uma reprodução mais apurada.

Após Getúlio, assumiram a presidência do País, sucessivamente, Café Filho, Juscelino Kubitschek  e Jânio Quadros. Este último, depois de ter sido eleito por uma ampla maioria de votos, renunciou sete meses após. Sobe à Presidência o seu vice, João Goulart, apesar da forte resistência dos militares. Aprova-se a EC Nº 04, de 02 de setembro de 1961, mais conhecida como a emenda parlamentarista, uma vez que implantou no Brasil o Parlamentarismo com o fim de reduzir os poderes do novo Presidente da República. Todavia, esse sistema durou pouco, em razão da EC Nº 06, de 23 de janeiro de 1963, aprovada pelo Congresso Nacional após plebiscito popular que se pronunciou contra o sistema parlamentar, revogando a Emenda Nº 04.

João Goulart cai do poder em 01 de abril de 1964, com o movimento militar deflagrado no dia anterior.

 

Fonte bibliográfica: Dirley da Cunha Júnior, Curso de Direito Constitucional, 9ª edição.,Salvador: Editora –  Jus PODIVM, 2015

Prof. Desiderio de Melo, é graduado em História e Direito. É pré-candidato a senador pela Bahia.

desiderio.melo@bol.com.br

 

 

 


Quero um vice da produção, ligado ao Sudeste do País, diz Ciro

sexta-feira, 27 abril, 2018

Jornal do Brasil

Ciro ainda falou sobre o trio de formuladores econômicos de seu programa de governo – Mauro Benevides Filho, Nelson Marconi e Mangabeira Unger -, defendeu a revogação da reforma trabalhista e se comprometeu com a da Previdência. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Quem o sr. imagina para vice?

Eu gostaria de escolher alguém da produção ligado ao Sudeste brasileiro, Minas Gerais, São Paulo.

Já tem nomes?

Tem nomes.

Josué Gomes da Silva, da Coteminas, é um deles?

É sim, com certeza. Somos amigos há anos. Fui amigo do pai dele, José Alencar. Eu já disse a ele: se quiser, é dele.

Ex-ministro defende revogação da reforma trabalhista, “uma aberração selvagem”

O sr. tem conversado com o ex-prefeito Fernando Haddad. Há chance de aliança com o PT?

É possível e até desejável, mas muito improvável. Nesse momento existem variáveis pendentes de definição. Do ponto de vista do PT, a mais grave, e eu tenho que respeitar isso com toda dignidade, é o momento que eles estão vivendo. Seu principal líder preso e eles constrangidos a uma solidariedade que ainda afirma a candidatura do Lula, mesmo preso e inelegível. Olho com respeito o tempo do PT, mas toco minha bandinha.

Até onde vai essa solidariedade? A bandeira ‘lula Livre’ vai fazer parte da sua campanha?

Minha solidariedade pessoal deriva de um fato histórico. Não conheci Lula pela televisão. É um velho camarada de mais de 30 anos, com quem já tive discordâncias, mas trabalho junto há mais de 16 anos. Fui ministro dele. Dói no meu coração ver um ex-presidente que fez tanto bem ao País preso. A política, entretanto, tem uma crueldade. Nossa responsabilidade é com o futuro de 206 milhões de pessoas. Minha solidariedade não me tira a disciplina de produzir uma alternativa para o Brasil, independentemente do destino do Lula e do PT.

Mas o sr. vai levar a bandeira do ‘Lula Livre’ para a campanha?

Eu gostaria de ver o Lula livre dentro dos mecanismos da democracia e do estado de direito. Não me parece ser a providência mais razoável fazer um acampamento com palavras de ordem insultando o Judiciário às vésperas do julgamento. Das duas uma: ou você confia nas instituições e recorre a elas para corrigir injustiças ou não confia.

É a favor da revisão da possibilidade de prisão em 2ª instância?

O mundo civilizado inteiro garante apenas dois graus de jurisdição para crimes comuns. É muito raro que se dê a um julgamento de crime comum quatro graus de jurisdição. O correto era corrigir a distorção institucional que, hoje, garante quatro graus de jurisdição.

Como avalia decisão do PT de manter a candidatura do Lula, mesmo como ele preso?

Há limite para isso. É preciso respeitar o tempo do PT. Acredito que o PT vai ter candidato próprio e não vai convergir em uma unidade no primeiro turno.

Como avalia o fator Joaquim Barbosa?

É a novidade do momento. Ele entra com a biografia do juiz do mensalão. Esteve por um ano no horário nobre da Globo esgrimindo decência e moralidade, que é uma grande demanda. A mim me parece que não basta ser decente e dar exemplo de combate à corrupção. É preciso responder à questão da saúde, da educação e da violência.

Teme que Barbosa ocupe espaço na centro-esquerda?

Não posso temer isso, pelo contrário. Tem um ditado no Ceará que diz: quanto mais cabra, mais cabrito. Não me sinto incomodado com a presença de um homem como Joaquim Barbosa ou de uma mulher como a Marina (Silva), mas não vou me omitir de denunciar o fascismo de uma candidatura ‘bolsaloide’. Tenho o dever de proteger nossa nação dessa coisas que na Alemanha deram no Hitler.

Que reformas o sr. defende, quem será o ministro da Fazenda?

Antes que meu patrão, o povo brasileiro, me dê a tarefa, não posso adiantar ministro. Mas tenho alguns nomes que estão me ajudando. Três nomes que estão coordenando o programa. Mauro Benevides Filho, ex-secretário de Fazenda do Ceará. Trabalha comigo há muitos anos. O outro é o professor Nelson Marconi, da FGV de São Paulo. Ele coordena o programa como um todo. E há uma figura polêmica para quem não o conhece profundamente, Mangabeira Unger.

O que pretende fazer sobre a reforma trabalhista?

Não vou para cima do muro. A reforma trabalhista tem que ser revogada pura e simplesmente. Esta representa uma aberração selvagem.

E a reforma da Previdência?

O Brasil não pode ter medo de se reformar.

O sr. defende algum tipo de privatização?

O Brasil precisa um projeto nacional de desenvolvimento. A privatização deve ser uma ferramenta. Mas como pode o Brasil imaginar privatizar a Eletrobrás? Para mim é um crime.

Há quem se preocupe com o temperamento do sr. durante a campanha.

Sou o que sou, um indignado. Fui criado a maior parte da minha vida em escola pública no interior do Ceará. Tem colegas meus que morreram em uma prisão. Se expresso com um pouco mais de calor a minha indignação, ok, são essas as manchas do meu paletó.

>> ‘Barbosa é competitivo, mas não sinto temor nenhum’, diz Ciro em SP

>> Minha responsabilidade ‘cresce muito’ com ausência de Lula, afirma Ciro

Temer diz ser alvo de ‘mentiras’ e manda apurar ‘vazamentos irresponsáveis’

“Se pensam que atacarão minha honra, da minha família e vão ficar impunes, não ficarão sem resposta”

O presidente Michel Temer fez na manhã desta sexta-feira, 27, uma enérgica defesa pessoal das acusações de que tem sido alvo na investigação sobre um suposto recebimento de propina para a assinatura de decreto para o setor portuário. “Só um irresponsável mal-intencionado teria a intenção de colocar a minha família e meu filho de 9 anos como lavadores de dinheiro”, disse Temer, num trecho do pronunciamento, de 15 minutos, transmitido pela TV oficial do governo, a NBR.

O presidente não citou nominalmente pessoas ou veículos de comunicação, mas estava claramente se referindo a uma reportagem publicada nesta sexta pelo jornal “Folha de S.Paulo” informando que, seis meses após a abertura de inquérito, uma das principais suspeitas dos investigadores da Polícia Federal é que ele tenha ocultado bens “lavando” dinheiro de propina no pagamento de reformas em imóveis de parentes e dissimulado transações imobiliárias em nome de terceiros.

Temer se disse alvo de “vazamentos irresponsáveis” e afirmou que vai pedir a apuração disso ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann

Temer não criticou jornais nem jornalistas. Preferiu voltar suas baterias para os responsáveis pela investigação policial. “Vejo uma coisa curiosa, quando a minha defesa pede acesso aos autos do inquérito, a resposta é sempre que as diligências estão sendo feitas e que é sigiloso. Como é que a imprensa consegue essas informações? Eu duvido que a imprensa vá de madrugada, sorrateiramente, ter acesso a esses dados. Alguém vaza esses dados e a imprensa legitimamente acaba por divulgá-los. É uma perseguição criminosa disfarçada de investigação, o que passou a ser comum desde o primeiro momento”, disse.

De acordo com a reportagem, Marcela Temer e o filho Michel seriam donos de alguns dos imóveis supostamente usados para esconder patrimônio obtido ilegalmente. O inquérito da PF investiga se o presidente recebeu, por intermédio de seu amigo, o coronel João Baptista de Lima Filho, pelo menos R$ 2 milhões de propina em 2014.

Temer abriu o pronunciamento dizendo querer protestar “contra mentiras lançadas” à sua honra. E salientou que passará a responder diretamente a esse tipo de acusação.

“Não se trata de mentiras contra minha posição funcional, é contra minha honra. Mentiras que atingem minha família e meu filho de 9 anos de idade. Eu trabalho há quase 60 anos, advogado, professor, procurador, presidente da Câmara, vice e agora presidente. São quase 60 anos de salários, honorários recebidos absolutamente dentro da lei e devidamente declarados nas várias declarações de Imposto de Renda. Não tenho casa de praia, no campo, e nem apartamento em Miami. Aqui obedeço o teto da minha aposentadoria e ganho um complemento que chega a R$ 2 mil. E só. Qualquer contador, professor de matemática, consegue ver que, ao longo do tempo, consegui recursos para comprar e reformas imóveis.”

Durante a fala, convocada de última hora no Salão Leste do Palácio do Planalto, minutos antes da cerimônia de recepção ao presidente do Chile, Sebastián Piñera, Temer não disfarçou a irritação. Por várias vezes, deu pequenos socos no púlpito de onde fazia o pronunciamento. “Em que mundo estamos? É incrível, é revoltante, é um disparate!”, reclamou.

Repetindo o que já havia declarado quando surgiram as denúncias de envolvimento em irregularidades no caso dos portos, Michel Temer reiterou que não irá renunciar. “Se pensam ilusoriamente que vão me derrubar, não irão conseguir. O ataque é de natureza moral. Se pensam que atacarão minha honra e ficarão impunes, não ficarão sem resposta. Vou sugerir a (Raul) Jungmann (ministro da Segurança Pública) que apure como se dão vazamentos irresponsáveis.”

Por fim, Temer reiterou que mantém firme a estratégia de defender o seu legado na Presidência – que disse não saber quando irá deixar. “Sei me defender, especialmente defender a minha família e meus filhos. Não posso sair da Presidência, não sei quando, para carregar essa pecha que tentam me imputar a todo momento.”


Temer e PSDB negociam chapa Alckmin-Meirelles

quinta-feira, 26 abril, 2018

Jornal do Brasil

Embora ainda se apresente como pré-candidato à reeleição, Temer admitiu a pelo menos dois interlocutores – um do MDB e outro do PSDB – que não deve concorrer a mais um mandato. O presidente avalia que a nova formação pode unir o centro político e evitar o isolamento do seu partido e de sua gestão no processo eleitoral.

Na proposta do Planalto, chapa presidencial seria encabeçada por Alckmin, com o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) como vice

A proposta de um palanque unificado ganhou corpo após a mais recente pesquisa Datafolha mostrar Temer, que pode ser alvo de uma terceira denúncia da Procuradoria-Geral da República, estacionado com 1% das intenções de voto. O bom desempenho do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa (PSB), que registrou até 10%, também preocupa tucanos e emedebistas. Eles temem que Barbosa ocupe o espaço do centro e avance sobre a centro-esquerda.

A aliança ampliaria o tempo de Alckmin nos programas eleitorais de rádio e TV e seus palanques regionais. Por ora, MDB e PSDB fazem planos de lançar, cada um, candidatos a governo em 12 Estados. Em contrapartida, o tucano incorporaria a seu discurso de campanha a defesa de programas do governo Temer. A possibilidade de uma dobradinha entre Alckmin e Meirelles foi noticiada, ainda no início de março, pela colunista do jornal O Estado de S. Paulo Eliane Cantanhêde.

A proposta sofre resistência em parte do MDB: a ideia não foi bem recebida pelo ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, e pelo marqueteiro Elsinho Mouco. A cúpula do PSDB deu aval às negociações que, segundo interlocutores de Alckmin, partiram de Temer.

A proposta foi levada ao ex-governador pelo ex-prefeito João Doria, que se reuniu com o presidente no sábado. Alckmin viu a tese “com bons olhos” e pediu ao comando de sua pré-campanha que inclua o nome de Meirelles nas pesquisas internas sobre potenciais candidatos a vice. Além do ex-ministro, estão nesta lista Mendonça Filho (DEM-PE) e Álvaro Dias (Podemos-PR). Tucanos querem agora que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o chanceler Aloysio Nunes Ferreira entrem nas negociações.

Impasse

Em pré-campanha, Meirelles não admite, por ora, a possibilidade de ser vice (mais informações nesta página). Segundo auxiliares, o ex-ministro preferiria ficar fora da disputa se não encabeçar a chapa.

A articulação enfrenta outro impasse: o cenário em São Paulo. Temer gostaria de replicar a aliança nacional no Estado, mas emedebistas e tucanos se opõem. Doria e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, lideram as pesquisas de intenção de voto.

Duas foram as opções colocadas à mesa: que Skaf desista do governo para disputar o Senado na chapa encabeçada por Doria, ou que o tucano abra mão em troca de ocupar uma pasta de Temer, o Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio. Nesse cenário, o médico David Uip seria o indicado do PSDB para ser o vice de Skaf. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


ANTECENDENTES DO CONSTITUCIONALISMO BRASILEIRO ( Parte V)

quarta-feira, 25 abril, 2018

 

A Constituição de 1937

O Estado Novo

Em 1937. Quando a sociedade brasileira aguardava as eleições presidenciais marcadas para janeiro de 1938, que seriam disputadas por José Américo de Almeida, Plínio Salgado e Armando de Sales Oliveira, foi denunciado pelo governo a existência de um plano comunista para a tomada do Poder.. Este plano ficou conhecido como plano Cohen. Com a comoção popular causada pelo plano Cohen, além da instabilidade política gerada pela Intentona comunista, e com o receio de novas revoluções comunistas, Getúlio Vargas, sem resistência, deu um golpe e instaurou uma ditadura em 10 de novembro de 1937, através de um pronunciamento transmitido por rádio a todo o país, anunciando o Estado Novo. Iniciava-se um período de ditadura na História do Brasil, que se estende até 29 de outubro de 1945, quando Getúlio é deposto pelos militares. Getúlio fechou o Congresso Nacional e impôs ao país uma nova Constituição, que ficaria conhecida depois como “polaca”, por ter se inspirado na Constituição autoritária da Polônia, de tendência fascista.

O principal acontecimento na política externa foi o desenvolvimento da 2ª Guerra Mundial (39-45), responsável pela grande contradição do governo Vargas, que dependia economicamente dos EUA e possuía uma política semelhante à alemã. A derrota dos nazi-fascismo contribuiu decisivamente para o fim do Estado Novo.

Traços gerais da Constituição de 1937

    A constituição de 1937 foi a mais autoritária de todas. Outorgada por Getúlio Vargas em 10 de novembro de 1937, teve a preocupação de fortalecer o Poder Executivo, consubstanciando-se num documento de inegável caráter fascista, em razão especialmente do fechamento do Congresso Nacional (art. 178), da extinção dos partidos políticos e da concentração dos Poderes Executivo e Legislativo nas mãos do Presidente da República, que legislava por meio de Decretos-leis.

   Declarou, em todo o País, o estado de emergência (art.186) e determinou a sujeição de seu próprio texto a um plebiscito nacional(art.188) que nunca ocorreu.

   Sob a égide desta Constituição foi convocada eleições presidenciais para 02 de dezembro de 1945. Precedeu ao pleito, porém, a deposição de Getúlio Vargas (29.10.45). Assumiu interinamente o governo o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro José Linhares, que conduziu, sem problemas, o processo eleitoral.

   Venceu as eleições o General Eurico Gaspar Dutra, que convocou uma nova Assembleia Constituinte, instalada em 02 de novembro de 1946.

Fonte bibliográfica: Dirley da Cunha Júnior, Curso de Direito Constitucional, 9ª edição.,Salvador: Editora –  Jus PODIVM, 2015

 

Professor Desiderio de Melo, graduado em história e direito, é pré-candidato a senador pelo PDT da Bahia.

 

PELO CERTO.

 

 


PDT mantém pleito por vaga ao Senado, mas admite dificuldade

terça-feira, 24 abril, 2018

[PDT mantém pleito por vaga ao Senado, mas admite dificuldade ]

Por: Divulgação/PDT Por: Guilherme Reis

Embora ainda não anunciada publicamente, a chapa majoritária do governador Rui Costa (PT) está praticamente definida, com o PP (João Leão) na vice e o PSD (Angelo Coronel) e o PT (Jaques Wagner) nas duas vagas para disputar o Senado. No entanto, enquanto a confirmação não sai, outros partidos da base aliada continuam a pleitear um lugar na composição, e o PDT é um deles, bem como o PCdoB e o PSB – sendo que este é o que ainda parece demonstrar uma real esperança de concretizar seu objetivo.

No início do mês, o PDT lançou o professor Desidério Melo, membro histórico da legenda, como pré-candidato à Casa Alta do Congresso, ao mesmo tempo que declarou apoio ao presidente da Assembleia Legislativa, Angelo Coronel (PSD), para a outra vaga. “Colocamos o nome do professor Desidério. Mas, caso não consigamos, vamos avaliar, com a executiva nacional, a possibilidade de uma candidatura avulsa”, disse o presidente do PDT na Bahia, deputado federal Félix Mendonça Jr., admitindo que será ‘difícil’ conseguir emplacar o correligionário.

A candidatura de Desidério, além de servir para marcar território, também poderá ser útil no sentido de criar um palanque na Bahia para o pré-candidato à presidência da República Ciro Gomes (PDT).

Félix também comentou o apoio do prefeito de Euclides da Cunha, Luciano Pinheiro (PDT), à reeleição de Rui. Segundo o pedetista, o gestor procurou o governador uma semana antes de o prefeito ACM Neto (DEM) anunciar que não disputaria o Palácio de Ondina. “O apoio já existia, e foi retificado agora”, pontuou.

Bocão News

Nosso comentário

Oportuna a fala do presidente do PDT, Felix Mendonça. Diante de um cenário nacional conturbado e um cenário regional contaminado pelo “já ganhou”, sempre é bem vindo o comedimento e a lucidez. Para se entender Mendonça, é necessário compreender o dilema pedetista que mesmo tendo o melhor candidato a presidente do Brasil, do centro esquerda, ( num cenário sem lula) não conseguiu ainda atrair uma coligação satisfatória. O PDT não é um partido grande e precisa fazer deputados federais para fugir da clausula de Barreira que reduz o fundo partidário e o tempo de propaganda eleitoral e pode levar a extinção de legendas.

Para entender Mendonça é preciso ter claro que, sendo a Bahia o quarto colégio eleitoral, Ciro gomes precisa vencer aqui ou na pior das hipóteses ficar em segundo lugar. Se não tiver palanque na Bahia, não chegará ao segundo turno. 

A candidatura do professor está mantida, poderá sair como candidatura solo como disse Felix Mendonça. Mas poderá ser tirada sim, desde de que as forças políticas progressistas sejam capazes de construir uma alternativa que seja boa para todos nós. (Prof. Desiderio)