Lula deixa sindicato dos Metalúrgicos para se entregar à Polícia Federal

sábado, 7 abril, 2018

jornal do Brasil

A primeira tentativa de saída do ex-presidente em um carro cor prata – acompanhado de seu advogado Cristiano Zanin Martins – foi marcada por forte tensão. Militantes postados no portão de saída do sindicato impediam o deslocamento do automóvel onde estava o ex-presidente. “Cercar, sentar e não deixar prender”, entoavam.

Ex-presidente deixou sindicato em viatura da PF
Ex-presidente deixou sindicato em viatura da PF

Lula deixou o carro e tornou a entrar no prédio. Às 18h42, saiu a pé para fora do edifício, em meio à multidão que se aglomerava, e percorreu alguns metros até viatura da PF estacionada ali perto.

Apesar de Moro ter sugerido ao petista que se apresentasse até às 17h desta sexta-feira, 6, Lula não arredou pé do sindicato, onde passou duas noites e fez seu último comício antes do cárcere.

À espera do ex-presidente, a carceragem da Polícia Federal preparou uma sala especial. Moro vetou expressamente o uso de algemas.

Lula se entrega após quase dois dias de negociação intensa. A PF aceitou aguardar que ele presenciasse a missa em homenagem a sua mulher Marisa Letícia e depois se entregasse.


Este sábado será o dia ‘D’ para Zé Ronaldo: ou assume disputa ao governo ou recua como ACM Neto

sábado, 7 abril, 2018

O prefeito José Ronaldo (DEM) anunciará neste sábado (07) se será ou não candidato a governador da Bahia após a recusa do prefeito ACM Neto (DEM). Às 10h, ele concederá uma entrevista coletiva na sede da CDL, quando poderá anunciar o seu destino, se segue como prefeito ou se afasta para disputar a eleição de outubro, seja como candidato ao governo ou ao Senado.

O conteúdo da entrevista coletiva na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas está sendo formulado na noite desta sexta-feira em reunião com amigos e aliados de Feira de Santana. Fontes próximas do prefeito informaram ao Interior da Bahia que durante o dia ele fez várias ligações para aliados políticos na região, convidando para a reunião deste sábado na CDL.

Autorizado por ACM Neto, Zé Ronaldo não age à toa. Com o não do prefeito soteropolitano, a sua movimentação indica que ele vai topar o desafio de disputar a eleição para o governo baiano.

Reorganizar as forças

A negativa de Neto ao grupo gerou descontentamento e pode provocar baixas no campo da oposição. “É difícil na hora que a gente recebe a notícia, a gente fica triste, chateado, mas a vida segue, vamos continuar na luta. Tudo isso vai ser superado com o tempo e com a própria campanha política”, minimizou Zé Ronaldo, em entrevista ao programa Se Liga Bocão, na Itapoan FM, nesta sexta-feira.

Se assumir a lacuna deixada por Neto, o democrata terá que pacificar legendas aliadas e evitar candidaturas independentes, como pode ocorrer com o PSDB – com o deputado federal João Gualberto – e com o MDB, que já sinalizou a pré-candidatura do ex-ministro de Lula, João Santana. Há ainda as baixas dos deputados federais Elmar Nascimento e Cajado, que foram para o PP, e o prefeito de Camaçari, que ameaça se filiar a um partido da base governista.

“Acredito muito na união das oposições. Continuo acreditando que aqueles partidos políticos que estavam com ACM Neto continuarão unidos. Essas pessoas não desejam a continuidade do PT na Bahia ou o retorno no Brasil. Vejo com tranquilidade. O tempo vai nos ajudar a manter todo nosso grupo, inclusive o PSDB que foi sempre nosso aliado”.

Zé Ronaldo rebateu ainda a informação que corre nos bastidores de que, sem ACM Neto no páreo, o caminho para reeleição do governador Rui Costa será fácil. “Já ouvi esse hino tocando muitas vezes […] quem age nesse espírito é arrogante, é um prepotente, exemplo claro de quem é ditador, vivemos em uma democracia. Não existe vitórias nem derrotas antecipadas, existe a luta, a busca de uma vitória dentro do processo democrático. Nunca temi disputar uma eleição”, disse.

Fonte: http://www.interiordabahia.com.br

 

Nosso comentário

Sem dúvida dúvida alguma, José Ronaldo é o melhor nome das oposições. Mas, para entender porque o seu nome reúne as melhores condições é preciso entender o cenário político em que o país está enterrado, não voluntariamente ou de forma improvisada. Os elementos que dão conformidade a atual conjuntura política tem suas raízes em um fenômeno jurídico politico denominado “Ativismo judicial”( veja abaixo seu significado). Esta é, talvez, a principal causa da desistência da candidatura de ACM Neto e, portanto, talvez a principal razão para unir a oposição em torno de José Ronaldo, forte liderança do interior, e até que se prove o contrário, sem telhado de vidro.

Em tempo: O mesmo raciocínio vale para Rui e a sua base.

 

ATIVISMO JUDICIAL

 

É evidente que não podemos falar do ativismo judicial sem falarmos da judicialização, pois são temas que se entrelaçam e algumas vezes se confundem. O ativismo judicial é uma atitude, ou melhor, uma escolha de um modo específico e proativo que o Poder Judiciário possui de interpretar a Constituição, muitas vezes, expandindo seu sentido e seu alcance.

Assim, podemos observar o ativismo judicial, por exemplo, nas situações que envolvem o Poder Legislativo (classe política) e a sociedade civil, principalmente quando nessa relação as demandas sociais não venham ser atendidas efetivamente. Fica claro que o ativismo judicial é uma tentativa do Poder Judiciário de ter uma participação mais ampla e intensa na concretização de fins constitucionais, com maior interferência no espaço de atuação dos outros poderes.

Sob uma ótica mais garantista, podemos dizer que o ativismo judicial é um importante elemento no desenvolvimento dos direitos fundamentais no Brasil.Contudo, tal atividade deve estar balizada em critérios compatíveis com o principio da divisão dos poderes, com as normas constitucionais e com o principio democrático.

 

JUDICIALIZAÇÃO

Presidente do STF, ministra Carmen Lúcia. Foto: Fabio Rodrigues/ Agência Brasil

Não é difícil de perceber que não só atualmente, mas ao longo da história, o Poder Judiciário tem sido muito aplaudido e também bastante criticado por suas tomadas de decisões, especialmente quando estas envolvem questões de cunho político, de implementação de políticas públicas ou escolhas morais em temas controversos na sociedade.

A judicialização, portanto, significa que algumas questões de grande repercussão política ou social estão sendo resolvidas pelo Poder Judiciário, e não pelas instâncias políticas tradicionais, como Congresso Nacional e Poder Executivo. Assim, a judicialização, no contexto brasileiro, é um fato, uma circunstância que decorre do modelo constitucional que se adotou, e não um exercício deliberado de vontade política.

Importante destacar que na judicialização, o Poder Judiciário é devidamente provocado a se manifestar e o faz nos limites dos pedidos formulados. O tribunal não tem a alternativa de conhecer ou não das ações, de se pronunciar ou não sobre o seu mérito, uma vez preenchidos os requisitos de cabimento.

A judicialização não decorreu de uma opção ideológica ou filosófica do Judiciário, pois esse decide em cumprimento, de modo estrito, ao ordenamento jurídico vigente.

A pergunta que não quer calar é: cabe ao Judiciário decidir as questões políticas, sociais e morais que envolvem a sociedade?

 

Leia mais em:

http://www.politize.com.br/judicializacao-e-ativismo-judicial/