Governo corta incentivos para compensar perda de receita com diesel

quinta-feira, 31 maio, 2018

Com as mudanças, o governo prevê arrecadar R$ 4 bilhões

Um das medidas prevê mudanças na tributação para a indústria química, o renderá R$ 170 milhões a mais nos cofres públicos.

Outra medida é a queda da alíquota de 2% para 0,1% do Reintegra (Regime Especial de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras), que representará arrecadação de R$ 2,2 bilhões até o fim do ano. O programa devolve aos exportadores parte dos impostos cobrados na cadeia de produção. O governo decidiu ainda reduzir do Imposto sobre Produtos Importados (IPI), de 20% para 4%, cobrada na fabricação de concentrados de refrigerantes, que gerará R$ 740 milhões.

O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid (D), afirmou que o governo federal vai reduzir incentivos para compensar redução no diesel

Cortes também atingirão o Programa de Reforma Agrária, com R$ 30,779 milhões, e o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, com outros R$ 21,750 milhões. A MP também cita que o Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural Para Agricultura Familiar registrou corte de R$ 5,443 milhões, a Defesa Agropecuária registrou corte de R$ 2,996 milhões e a Pesquisa e Inovações para a Agropecuária, outros R$ 2,729 milhões.

Na Presidência da República, o Programa de Gestão e Manutenção da Presidência sofreu redução de R$ 1,7 milhão no Orçamento e a as ações de comunicação e transmissão de atos e fatos do governo federal perderam R$ 774,988 mil. Já as políticas de Igualdade e Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres perderam R$ 661,6 mil.

Também tiveram recursos cancelados programas nas áreas de saúde, como para aprimoramento do Sistema Único de Saúde (SUS); educação, incluindo bolsa para universidades; saneamento básico (especialmente em comunidades ribeirinhas); e moradia popular. Houve cancelamento de recursos também para policiamento ostensivo nas rodovias federais.

Governo corta incentivos para compensar perda de receita com diesel

Para que as alterações entrem em vigor, serão editados decretos e medidas provisórias. Além dessas medidas, foi publicada na edição extra do Diário Oficial da União desta quinta-feira, a lei, sancionada pelo presidente Michel Temer, que reonera a folha de pagamento de 28 setores da economia. Com a lei, o impacto nos cofres públicos deve ser de R$ 830 milhões.

Com Agência Brasil


Bahia: das mudanças lentas as transformações possíveis (Parte VII)

quarta-feira, 30 maio, 2018

 

O quebra-bondes

     Enquanto a revolução ganhava proporções no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba, e começava a se consolidar no Recife, na tarde de 4 de outubro explodiu na cidade do Salvador a manifestação espontânea denominada quebra-bondes. Sem que exista qualquer indício de ligação com conspiradores baianos, desconhecendo-se também como surgiu e quais seus dirigentes, é aceitável concluir que correspondeu à tensão política no país e ao imobilismo do governo de Frederico Costa e das lideranças baianas, estas divididas, como sempre. Sob a aparente indefinição dos responsáveis pelo Estado – O Executivo, o Legislativo, o Judiciário, as instituições públicas e privadas, os jornais oficiais e oposicionistas, os políticos e as personalidades -, o inesperado das notícias a respeito de levante militares que conduziam o país para uma guerra civil, mais o decreto de estado de sítio, suspendendo todas as garantias constitucionais, entende-se que a população tomasse a iniciativa de atos violentos disparados pela insatisfação com o recente aumento de preço das passagens nos bondes, elevador Lacerda e planos inclinados Gonçalves e do Pilar. Pertenciam a uma empresa estrangeira, Companhia Linha Circular de Carris Urbanos, subsidiária da Eletric Bond and Share Company.

É significativo que os primeiros protestos tivessem origem no grupo de populares que teria visto a bandeira nacional servindo de tapume para obras dos fundos do prédio da Circular. Um popular teria gritado:

– Os gringos estão fazendo da Bandeira do Brasil porta de latrina!

Em contados minutos, uma verdadeira massa humana se espalhou pela Cidade Baixa, ganhou as ladeiras da Misericórdia, Montanha e da Conceição, e surgiu no centro da Cidade Alta quebrando e incendiando ônibus (84 bondes foram destruídos nas seis horas de manifestação).

Houve um ataque ao edifício A Tarde, por causa do apoio que o jornal de Simões Filho dera ao aumento dos preços das passagens nos bondes, elevador e planos inclinados.

Descendo para a Barroquinha, manifestantes depredaram as oficinas e garagens da Circular localizadas nas hortas e em Santana. Outros manifestantes invadiram os escritporios da Companhia Circular no bairro da Sé e destruíram suas instalações. Máquinas de escrever e papéis foram jogados para a rua. Os prédios da Prefeitura Municipal e da Chefia de Polícia foram apredejados. Contudo, porque se dispersou para diversos pontos da cidade (chegou ao barracão da Companhia Circular no bairro da Graça), a manifestação foi afinal reprimida pela PM, ocorrendo mortos e feridos. Em número desconhecido.

 

A revolução alcança a Bahia

O dia 5 de outubro amanheceu com a notícia da nomeação do executor do estado de sítio na Bahia. Era o general Santa Cruz Pereira de Abreu, que iniciara sua missão embarcando no Rio de Janeiro no navio comandante Capela. Convencido da disposição legalista da maioria dos oficiais de alta patente no Rio de Janeiro e são Paulo, sentindo-se forte o bastante para derrotar a revolução, o governo Washington Luís decidiu estabelecer na Bahia a barreira militar destinada a deter as forças revolucionárias já vitoriosas na capital e no interior da Paraíba.

Havia na Bahia situações conflitantes. Primeiro, no governo baiano.

O governador eleito para suceder Vital Soares, Pedro Lago, ainda não tomara posse. O governador em exercício Frederico costa, vacilava e continuaria vacilando nas decisões contra os revolucionários, nisso se limitando a confiar a Polícia Militar e a apelar para os coronéis da chapada diamantina e do São Francisco.

O núcleo de oficiais revolucionários limitava-se a acompanhar os acontecimentos, mas estava certo de contar com simpatizantes em número suficiente para aderir a revolução em caso de combate com os batalhões que desciam da Paraíba. Do seu posto de comando na cidade da Paraíba, Juarez Távora determinara duas colunas em direção ao sul do país, uma pelo litoral, sob o comando do tenente Juracy Magalhães, e outra pelo interior, comandada pelo tenente Jurandir Mamede. As força comanda- das por Juracy Magalhães desceram para a Bahia em caminhões e automóveis, em montarias ou a pé. Saíram de Pernambuco em marcha batida, entraram em Alagoas e alcançaram o São Francisco no porto fluvial de São Brás. Aí embarcaram em barcos e canoas e desceram o Rio até Propriá. Tomaram essa cidade sem luta e prosseguiram para Aracaju.

Juarez Távora mandou um avião teco-teco sobrevoar a capital de Sergipe e espalhar volantes intimando o governador Manuel Dantas a deixar o governo. Manuel Dantas obedeceu. Ao mesmo tempo, o 28º BC aderiu à revolução. Logo em seguida, o capitão Juarez transferiu-se para Aracaju com o seu comando revolucionário e dessa cidade passou a comandar operações militares e políticas em desdobramentos.

No comando geral das forças governistas, o general Santa Cruz mandou concentrar tropas na cidade de Alagoinhas, importante entroncamento ferroviário. Tudo quanto conseguira mobilizar na Bahia contra a revolução terminara formando um aglomerado heterogêneo de mercenários ( capangas dos coronéis da Chapada e do São Francisco), Polícia Militar e o 19º BC em boa parte ganho pela conspiração revolucionária. Contava, no entanto, com peças de artilharia e oficiais do Exército competentes.

Deslocado para a cidade de Esplanada, o 19º BC foi cercado no dia 20 pelas forças revolucionárias que se dirigiam para Alagoinhas. No comando da vanguarda, o tenente Agildo Barata contatou os tenentes Monteiro e Hanequim. Com ação desses oficiais, mais a coerção militar exercida pelo tenente Agildo Barata, o 19º BC aderiu á revolução. Por conseguinte, ao contrário de balas vivas à revolução.

Prosseguindo para Alagoinhas, na tarde de 24 os batalhões dos tenentes Juracy Magalhães e Agildo Barata encontraram uma situação inesperada: as forças governistas acenavam bandeira branca. Só então souberam que uma Junta Militar, composta por dois generais e um almirante (generais Tasso Fragoso e João de Deus Mena Barreto e almirante Isaías de Noronha), depusera o presidente Washington Luís e ordenara cessar-fogo em todas as frentes. A revolução terminava antes de experimentar a radicalização de guerra civil.

Em outra realidade, dezenas de manifestantes dirigiram-se para o prédio da Secretaria de Segurança Pública na praça da Piedade e exigiram a libertação do padre Alfredo de Arruda Câmara. Ele acompanhava a coluna comandada pelo tenente Juracy Magalhães e tomara a iniciativa de sair de Alagoinhas para a cidade do Salvador com o propósito de negociar o fim da luta. Fora detido como espião. Os manifestantes exigiam que o libertassem, o que efetivamente sucedeu, mas somente depois da PM tirotear o povo reunido na porta da Secretaria da Segurança. Disso resultaram mortos e feridos. Quase no mesmo instante o senador estadual Wenceslau Guimarães chegou ao Palácio Rio Branco e se declarou governador em exercício. Antes que efetivasse qualquer ato administrativo, o major Custódio dos Reis Príncipe apresentou-se como representante do governador reconhecido pela Junta Militar, o comandante da 7ª RM, coronel Ataliba Osório só ocupou o governo na manhã de 25.

Na tarde desse dia, os batalhões revolucionários chegaram à cidade do Salvador e foram recebidos com ovações e manifestações de apoio. Encontraram os tenentes Juracy Magalhães, Joaquim Monteiro e Hanequim Dantas conversando com o Arcebispo dom Augusto Álvaro da Silva sobre que a revolução colocaria na Bahia. No dia seguinte, Juarez Távora desembarcou em Camaçari do avião que o trouxe de Aracaju. Tinha dois problemas para decidir. Um nacional: a Junta Militar formada no Rio de Janeiro. E o outro local: J.J. Seabra, que reivindicava o governo da Bahia em retribuição à sua participação na campanha da Aliança Liberal.

Para o problema imediato ocorreu o veto dos jovens militares mais desejosos de mudanças que não permitissem a continuidade ou retorno de quantos políticos vinham combatendo desde de 1922, J.J. Seabra inclusive. Para o nacional, Juarez Távora defendeu a destituição da Junta Militar e a entrega do poder a um governo ditatorial sob a presidência do chefe civil da revolução, Getúlio Dorneles Vargas. Certo de que a sua presença no Rio de Janeiro era decisiva, apressou a sua passagem pela Bahia e viajou de avião para a capital do país levando o tenente Juracy Magalhães. Por telegrama, enviado do Rio de Janeiro, o capitão Juarez Távora nomeou Leopoldo Afrânio Bastos do Amaral, engenheiro e professor da Escola Politécnica, para governador da Bahia.

Foto Google: Gétulio Vargas entre Juarez Távora e o interventor da Bahia Juracy Magalhães

 

Fonte bibliográfica

Luís Henrique Dias Tavares, em Histórias da Bahia, salvador: editora UNESP, 2006.

Não deixe de ler a Parte VIII, continuação ( publicação no sábado (02/06/2018). Aqui no Blog do Prof. Desiderio

 

 

 


PSC contesta pesquisa que não incluiu Irmão Lázaro

terça-feira, 29 maio, 2018
A sigla diz que deputado disputará Senado, seja na chapa encabeçada pelo pré-candidato ao governo José Ronaldo (DEM) ou em candidatura avulsa
Redação
Foto: Reprodução/YouTube
Foto: Reprodução/YouTube

 

Não foi apenas a senadora Lídice da Mata (PSB) que reclamou de ser deixada de fora de levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas.

Por meio de nota, o PSC protestou devido à não inclusão do deputado federal Irmão Lázaro entre os postulantes ao Senado. O deputado estadual Heber Santana (PSC) afirmou que a legenda vai informar oficialmente a todos os institutos de pesquisas que o Irmão Lázaro é o pré-candidato do partido ao Senado.

A sigla tenta incluir Lázaro na chapa encabeçada pelo pré-candidato ao governo José Ronaldo (DEM) e ameaça até mesmo uma candidatura avulsa.

Fonte: http://bahia.ba/politica/psc-contesta-pesquisa-que-nao-incluiu-irmao-lazaro/

Nosso comentário: Outro invisível, como tantos outros na Bahia.


“Democracia de verdade é quando a cidadania se exercita”, disse Ciro no Roda Viva

terça-feira, 29 maio, 2018


Por Silmara Cossolino
29/05/2018

O pré-candidato à Presidência comentou a greve dos caminhoneiros e criticou a política de preços da Petrobras
O presidenciável Ciro Gomes participou na noite desta segunda-feira do programa Roda Vida. O pré-candidato pelo PDT teve a oportunidade de expor suas ideias, falar de seus projetos para o País e responder a perguntas dos entrevistadores.

Logo no primeiro bloco do programa, Ciro foi questionado sobre a greve dos caminhoneiros e se ele achava que poderia ser uma ameaça à democracia brasileira. Ciro descartou a possibilidade e disse que ela não existe.

“Claro que a gente precisa entender que interesses aproveitadores se encostaram. Mas a democracia de verdade é quando a cidadania se exercita, e quando se exercita contra poderosos e corruptos, como é o caso do momento brasileiro. Isso fortalece e não fere a democracia”, disse.

“O que vai ficando muito claro é o seguinte: o governo brasileiro impôs à sociedade nacional uma política de preços da Petrobras absolutamente fraudulenta. Esta política desconsidera o custo do barril do petróleo do Brasil e passa a cobrar como se o barril de petróleo brasileiro, que custa ao redor de US$ 17,00, fosse o custo do petróleo negociado no mercado especulativo do estrangeiro, que hoje está perto de US$ 90,00”, explicou.

Ao ser questionado se defenderia a política de controle de preços internos, afirmou que não. Para o pedetista, isso foi um erro do passado e que atualmente não serve ao País. Segundo ele, o que serve para uma empresa como a Petrobras é praticar uma matriz de custo absolutamente transparente.

“Ou seja, quanto custa produzir um litro de gasolina, mais a remuneração do investimento, mais a depreciação, mais o lucro em linha como os competidores equivalentes do estrangeiro. Isso significaria que o óleo diesel poderia estar, hoje, no máximo a R$ 3,00 se a gente praticasse essa estrutura de custo. E esta é a fraude”, ressaltou.

Na rodada de perguntas, feita pelos entrevistadores, Ciro foi questionado sobre a dependência do País do transporte rodoviário e quais propostas para estimular outras formas. Para Ciro, a ferrovia e a cabotagem se enquadram nos tipos de logísticas adequadas para escoar a produção brasileira.

“Evidentemente, o que o Brasil tem que fazer é retomar uma estratégia de produção e logística capaz de ser compatível com nossa geografia econômica”, apontou.

A Previdência Social foi outro tema posto em debate no programa. Ciro disse que o déficit da Previdência é real, mas não de R$ 180 bilhões. Disse que foi cerca de R$ 30 bilhões, o que já se anuncia como algo muito grave.

“O que eu quero dizer, relativizando o déficit, é que a DRU vai a R$ 180 bilhões, e isso não tem condições por esse caminho selvagem de cortar direito de pobre trabalhador. No Brasil, você tem um problema de que dois em cada cem dos beneficiários da Previdência levam quase um quarto de tudo. Só que essa gente, é gente poderosa do Brasil”, disse, explicando que defende um regime novo de capitalização público sob controle dos trabalhadores.

Ciro também respondeu sobre segurança e, ao ser questionado se seu programa contempla políticas públicas para combater a violência contra as mulheres – em especial por conta do feminicídio –, disse que, como candidato a chefe de Estado brasileiro, nenhum tema será considerado tabu.

“Todos serão tratados e o presidente da República não tomará parte prévia, mas estimulará o debate franco e aberto entre todos os grupos interessado no assunto e estimularei a tolerância e respeito à diversidade”.

Outros temas foram abordados como educação. Ciro disse que o município de Sobral, localizado no interior do Ceará, conta com o melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Brasil e que no estado já há 77 das 100 melhores escolas fundamentais do País.

“Portanto, há de se encaminhar um projeto nacional em dois rumos, sendo o primeiro, a mudança de padrão de ensino. Hoje o ensino é o decoreba”, disse. “Portanto, precisamos motivar os professores para que eles se reestruturem e recriemos um paradigma pedagógico que seja capacitador do juízo crítico”, apontou.

No encerramento do programa, Ciro destacou a necessidade de recuperar a crença e a confiança de que o Brasil, pelo trabalho, pela dignidade, pela produção e pela indústria, vai virar o jogo. “Meu sonho é ver o Brasil feliz de novo.”

Lupi se reune com Lindenberg

Parem as rotativas 

O senador Lindberg Farias foi visto, todo serelepe, na sexta-feira, entrando na sede da Fundação Leonel Brizola para um tête a tête com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. O brizolista garante que a conversa ainda não tratou do possível desembarque petista na campanha de Ciro Gomes. “Discutirmos apenas a questão de uma possível aliança para o governo estadual”, garante Lupi.( Informr JB)

Confirma a íntegra do Programa:

http://www.pdt.org.br


Quarto colocado em pesquisa, Jutahy diz que é candidato com ‘chances reais’ ao Senado

segunda-feira, 28 maio, 2018

por Júlia Vigné

Quarto colocado em pesquisa, Jutahy diz que é candidato com 'chances reais' ao Senado

Foto: Divulgação

O deputado federal Jutahy Magalhães (PSDB), pré-candidato ao Senado na chapa de José Ronaldo (DEM), procurou o Bahia Notícias nesta segunda-feira (28) para repercutir o resultado da pesquisa P&A/Bahia Notícias. De acordo com ele, a pesquisa mostra que ele é um candidato “competitivo, com chances reais de ser eleito”. Em um cenário estimulado, Jutahy aparece como o quarto mais votado, com 11,8% das intenções de votos, atrás de Jaques Wagner (35,9%), Lídice da Mata (25,3%) e José Ronaldo (12,4%), que não está mais na disputa ao Senado, e sim ao governo estadual. Em um cenário sem a senadora Lídice da Mata como pré-candidata, e sua substituição pelo deputado estadual Angelo Coronel (PSD), Jutahy Magalhães sobe para segunda colocação (17,5%), atrás apenas de Wagner (38,7%). “Na simulação que apareço com 17,5% de intenção de votos, em segundo lugar, Zé Ronaldo aparece em terceiro lugar. Ele agora estará me apoiando para o Senado e eu o apoiando para o governo. Então acredito que como há poio mútuo entre a gente e nossos aliados, isso implicará nos nossos crescimentos nos próximos levantamentos”. O pré-candidato se diz “otimista” e ressaltou que a os eleitores votarão em dois candidatos, e que dois serão eleitos. “Vendo as pequisas, eu sou o candidato que mais cresce no segundo voto, quando Lídice sai. Então eu estou muito otimista”, declarou. O levantamento P&A/Bahia Notícias, divulgado nesta segunda-feira (28) (veja aqui), ouviu 1.120 eleitores entre os dias 24 e 30 de abril e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BA-04607/2018. Possui margem de erro de 3% para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95,5%.

Fonte: Bahia Noticias


Presidente do Paraguai renuncia, para poder tomar posse como senador

segunda-feira, 28 maio, 2018

Jornal do Brasil

Assessor político de Cartes, Darío Filartiga disse em entrevista coletiva que entregou a nota de renúncia ao Senado. A Casa legislativa deve agora se reunir, na quarta-feira, para aprovar ou rechaçar a decisão.

A renúncia de Cartes era esperada, já que desse modo ele busca evitar contestações a seu direito de assumir no Senado. O presidente eleito do país é Mario Abdo Benítez, que deve assumir o poder em 15 de agosto.

Presidente Horacio Cartes renunciou ao posto

Caso sua saída da presidência seja confirmada pelo Legislativo, Cartes deve ter caminho aberto para assumir como senador em 30 de junho.

 

Tags: cartes, horacio, mandato, paraguai, senado

Bahia: das mudanças lentas as transformações possíveis (Parte VI)  

sábado, 26 maio, 2018

 

A Revolução de 1930

 

A revolução de 1930 foi a saída que as classes sociais dominantes no Brasil encontraram para superar a estagnação do sistema oligárquico que lhes servira nos últimos 41 anos. Esgotara-se nas suas contradições econômicas, sociais, políticas e institucionais, acrescidas do egoísmo e inconsciência de grupos, facções e chefes políticos que insistiram nas fórmulas e comportamentos do Império agrário-mercantil-escravista nas condições do capitalismo industrial emergente no país e da crise do capitalismo mundial em depressão econômica.

Havia insatisfação nas camadas sociais médias dos grandes centros urbanos, levantes militares, conspirações permanentes de políticos e militares, repetidas greves de operários industriais e trabalhadores, estados ameaçando separar-se do conjunto federativo, e coronéis fortalecidos nos seus municípios e áreas de domínio. Por conseguinte, a revolução se apresentou como única, conquanto dramática e talvez desesperada solução. Antes de optarem pela revolução, os que visualizavam ainda experimentaram o chão esturricado de mais uma eleição presidencial, a de março de 1930, com a sedução da campanha da Aliança Liberal divulgando as palavras de ordem de combate às oligarquias, voto universal e secreto, leis trabalhistas e reforma agrária gradativa.

A última eleição presidencial da Primeira República repetiu as fraudes eleitorais de sempre. Portanto, voltou a revolução. Novamente se movimentaram políticos e militares que a consideraram solução já nos finais de 1927 e começo de 1928. Com efeito, em abril de 1928 ocorreu em Buenos Aires o encontro de Paulo Nogueira Filho, do Partido Democrático (São Paulo), e Francisco de Assis Brasil, do Partido Libertador (Rio Grande do sul), com o capitão Luís Carlos Prestes, líder aceito pela maioria dos civis e militares que haviam lutado na revolução de 1924 em São Paulo e participado da Coluna Miguel Costa-Luís Carlos Prestes. Depois aconteceram outros encontros. Em fins de 1929, o capitão Prestes, conversou com Getúlio Dorneles Vargas, presidente do estado do Rio Grande do Sul e candidato da Aliança Liberal à Presidência da República. Compromissos foram estabelecidos, mas já era evidente que o jovem comandante da Coluna se distanciava dos políticos e de alguns de seus antigos companheiros: Juarez Távora, João Alberto, Miguel Costa, Isidoro Dias Lopes, Osvaldo Cordeiro Farias. Em maio de 1930, Prestes divulgou manifesto rompendo com “aquela revolução”, conforme escreveu, indicando assim que haveria outra sob o seu comando. No entanto, a conspiração político-militar se manteve.

A conspiração na Bahia

Não fosse pela atividade conspirativa de alguns poucos militares e civis obscuros, a revolução de 1930 teria chegado a Bahia como surpresa ainda maior. Comprometido com o governo Washington Luís, o grupo político há seis anos dominante na Bahia era composto pelo ex-governador Francisco de Góes Calmon e seus irmãos Antônio e Miguel Calmon du Pin e Almeida, correligionários, aderentes e os aliados mais próximos, os saudosistas do severinismo, os dissidentes do seabrismo e Otávio Mangabeira, na época ministro do Exterior. Esse grupo não só apiou a candidatura oficial do governador do estado de São Paulo, Júlio Prestes de Albuquerque, à Presidência da República, como negociou a Vice-Presidência para o governador Vital Henriques Batista Soares. Depois do acerto, Vital Soares renunciou ao cargo, logo ocupado por um aliado de confiança, o ex-seabrista e presidente do Senado Estadual, Frederico Augusto Rodrigues da Costa.

Em razão dessas combinações típicas do sistema oligárquico brasileiro, os Calmons e as facções e indivíduos no poder fecharam o estado da Bahia para a campanha da Aliança Liberal. Fizeram-no com tão aparente sucesso que o apoio do velho chefe Seabra à chapa aliancista em nada abalou a certeza Calmonista no resultado das urnas fraudadas. Ou seja, a esmagadora vitória eleitoral da Júlio Prestes-Vital Soares.

No entanto, conspirava-se. Em fevereiro de 1930 passaram por Salvador os tenentes Juracy Magalhães, Jurandir Bizarria Mamede e Agildo Barata Ribeiro. Vinham transferidos do 1º RI, no Rio de Janeiro, para o 22º BC na cidade da Paraíba ( atual João Pessoa). No navio que os transportava, viajavam também os aspirantes a tenente Humberto de Souza Melo e João Costa. Com estes, a bordo, e com os tenentes Joaquim Ribeiro Monteiro e Geminiano Hanequim Dantas, no porto da cidade do Salvador, os tenentes Juracy, Mamede e Barata conversaram sobre revolução.

Tinham que transmitir boas perspectivas. Antes de aceitar a transferência para a Paraíba, Juracy Magalhães, que era cearense e filho de uma família ligada aos Távoras, estivera na fortaleza de Santa Cruz, onde o capitão revolucionário Juarez Távora se encontrava preso. Escutara de Juarez que o capitão Prestes lhe ordenara deslocar-se para a Paraíba a fim de organizar a revolução nesse estado e em Pernambuco. Isso significava a abertura de novo polo revolucionário, que se uniria aos existentes: Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e Belo Horizonte, Minas Gerais.

A partir desse encontro e das conversas que se seguiram, os tenentes Joaquim Ribeiro Monteiro e Hanequim Dantas e os aspirantes a tenente Humberto de Melo e João Costa formaram, com o jovem médico Eduardo Bizarria Mamede, irmão do tenente Mamede, o núcleo de conspiradores que se ampliou com as adesões do médico Átila do Amaral e dos engenheiros Alípio Viana e Leopoldo Amaral, este ligado a J.J Seabra e presidente do Comitê da Aliança Liberal na Bahia.

A 28 de fevereiro Juarez Távora escapou da fortaleza de Santa Cruz. Fugitivo disfarçado e usando a identidade de Olavo Silva, engenheiro, saiu de Campos, no Rio de Janeiro, para Pirapora, em Minas Gerais, onde embarcou para Juazeiro, na Bahia. A 9 de abril estava na cidade do Salvador, embarcando para Maceió em hidro avião. De Maceió foi de trem para Recife. Hospede dos irmãos Caio e Carlos de Lima Cavalcanti, Juarez Távora saiu do Recife para a casa do Tenente Juracy Magalhães na cidade da Paraíba. De onde mais estivesse homiziado, o capitão Juarez Távora costurou uma rede de conspiradores que cobriu os estados do Nordeste e alcançou Maranhão e Pará.

O médico Eduardo Bizarria Mamede do Nordeste viajou para a Paraíba para levar pessoalmente informações do núcleo baiano. Em todas esteve com Juarez Távora. Depois do manifesto do capitão Luís Carlos Prestes desligando-se da conspiração, Juarez Távora cuidou de desfazer as possíveis consequências dessa ruptura mantendo correspondência com o tenente Monteiro. Enviou-lhe o documento Instruções às chefias locais, um texto com raciocínios e argumentos que deviam convencê-lo e aos conspiradores que a nova posição política do capitão Prestes não significava o fim da revolução, mas só a conveniência da reavaliação de forças para a sua continuidade. Também remeteu o plano sistematizado dos levantes militares já previstos para começarem “as duas da madrugada de um dia predeterminado”, seguindo-se “a imediata organização de colunas com a missão de conquistar noutras cidades e estados posições governistas” (carta maio de 1930).

A revolução começou na tarde de 3 de outubro em Porto Alegre e Belo Horizonte. Por um atraso de comunicação, o levante da guarnição militar da Paraíba só se iniciou na madrugada do dia 4. Vitorioso, no mesmo dia 4 movimentou tropas para apoiar o levante iniciado no Recife.

Juracy Magalhães, imagem Google/ CPDOC FGV

 

Fonte bibliográfica

Luís Henrique Dias Tavares, em Histórias da Bahia, salvador: editora UNESP, 2006.

Não deixe de ler a Parte VII, continuação ( publicação na quarta-feira (30/05/2018). Aqui no Blog do Prof. Desiderio