PT e PDT disputam aliança com PSB

Petista Gleisi Hoffmann e o pedetista Ciro Gomes ampliam as concessões

Jornal do Brasil KATIA GUIMARAES, katia.guimaraes@jb.com.br

Ontem, Ciro e o presidente do PDT, Carlos Lupi, estiveram com o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), que concorre à reeleição e já acenou um apoio ao pedetista, pois o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), também presidenciável, está no palanque do ex-prefeito João Dória (PSDB) na disputa paulista. O que tem facilitado o acerto entre PDT e PSB é que ao priorizar a eleição de Ciro, os pedetistas concordam em abrir mão de candidaturas estaduais. Um exemplo disso é o Espírito Santo, onde o PDT pode apoiar a eleição do ex-governador Renato Casagrande (PSB), o que é importante para o PSB que tem como meta eleger 10 governadores e aumentar a bancada federal para algo entre 35 e 45 deputados.

Paulo Câmara, governador de Pernambuco, e Marcio França, governador de São Paulo, concorrem à reeleição e têm influência na decisão do PSB

Em outra frente, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), conversou ontem por meio de videoconferência com as direções estaduais petistas e se reuniu com o presidente do PSB, Carlos Siqueira. Hoje, ela estará em Pernambuco para encontrar a pré-candidata ao governo, vereadora Marília Arraes (PT), apontada como preferida de Lula. E, amanhã, Gleisi irá tomar café com o governador Câmara. O PT do estado quer Marília candidata, mas a prioridade da legenda é a aliança em torno do ex-presidente Lula na disputa nacional.

Para o PSB, no entanto, apoiar apenas Paulo Câmara não seria suficiente para uma aliança nacional. Por outro lado, o PSB pernambucano já aderiu a Lula, mesmo que a maioria dos dirigentes estaduais do partido tenha externado a tendência de apoiar Ciro por considerar a aliança mais vantajosa. Outra dificuldade é Minas Gerais, onde Fernando Pimentel (PT) disputa a reeleição e o ex-prefeito Marcio Lacerda (PSB), cotado como um dos nomes para vice na chapa de Ciro Gomes, disputa o governo. Ali, o PT pleiteia o apoio do PSB e defende que França saia ao Senado.

A convenção do PDT será no dia 20 de julho, mas a legenda pode homologar o nome de Ciro e deixar para a Executiva a inclusão de mais partidos na coligação e a escolha do vice. Segundo o líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE), as conversas com o PSB estão avançando. “Quaisquer entraves a nível regional estão sendo superados, temos tido excelente diálogo entre os dois presidentes [Lupi e Siqueira], as bancadas estão completamente harmonizadas, mas evidentemente a gente aguarda a decisão do PSB de que realmente vem”, afirma. Já o PSB pode decidir até o dia 20, quando começam as convenções, qual caminho trilhar. Mesmo com a convenção nacional marcada só para 5 de agosto, a legenda deve indicar o seu destino nas reuniões da Executiva e do Diretório que ocorrerão nos próximos dias.

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