Ciro defende uso da tecnologia no combate ao crime organizado no País

quinta-feira, 23 agosto, 2018


Por Silmara Cossolino

A forma moderna de combater o narcotráfico e o crime organizado passa pela inteligência e tecnologia. A afirmação foi feita ontem pelo candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, durante entrevista ao programa Voto na Record, em São Paulo.

“Mapear o crime organizado e fazer todo o procedimento da investigação à prisão. O Brasil tem hoje metade das vagas dos presídios federais vazias e essas vagas estão ociosas”, disse.

Para o pedetista, é necessário que o País assuma uma fórmula de atacar a segurança que não seja com o Exército nas ruas.

“Hoje, os políticos sabem que o medo está no coração do povo brasileiro e não é sem razão: 63.800 homicídios aconteceram nos últimos doze meses, quase todos jovens, pobres e negros das periferias do Brasil. Diante desse medo, a demagogia política pensa que vai iludir a população com aparato. E ai joga o Exército, com jovens recrutas, que não são treinados para confrontar a comunidade onde esta um narcotraficante, um membro de facção”, defendeu.

Durante quinze minutos, Ciro foi sabatinado e teve a oportunidade de esclarecer pontos de seu programa de governo, dentre eles, relacionados à economia. Mencionou que está estudando – mas ainda não está decidido – um tributo sobre grandes transações financeiras (transitoriamente) para superar o “gravíssimo” colapso das contas públicas brasileiras.

Afirmou que o consumo das famílias é um dos motores mais importantes para reativar a economia e que pretender ofertar crédito para as pessoas que estão com o nome negativado no Serasa.

“E vou permitir que o brasileiro se livre dessa humilhação. São 63 milhões de pessoas com o nome sujo no SPC”, disse.

Com foco no empresariado, disse que o País fechou treze mil indústrias devido à política econômica nos últimos anos, além de 220 mil lojas e pontos de comercio.

“O endividamento do comercio passa dos dois trilhões. Ou seja, o Brasil precisa mudar para atender as maiorias populares, os trabalhadores, os pobres. Mas o Brasil também precisa mudar para restaurar a condição de produzir e empreender. O resto é especulação”, afirmou.

http://www.pdt.org.br

Nosso comentário: Gosto da forma como o candidato Ciro Gomes se posiciona sobre questões polêmicas. Aliás, se posicionar sobre assuntos que são caros ao cidadão brasileiro é, na nossa opinião, um dever indispensável de quem disputa cargo no executivo. Se o cargo em disputa é a Presidência da República, cabe ao candidato opinar sobre o problema e dizer como, pretende, vai solucionar. Ciro tem feito isso, de forma clara, firme e objetiva. Foi assim em relação a Reforma trabalhista do governo Temer, sobre tirar o nome de 63 milhões de trabalhadores do SERASA. Agora Ciro fala sobre segurança, uma questão que preocupa oito em cada dez brasileiros.

Ciro afirma que há ociosidade nas prisões federais, metade das vagas dessas cadeias. Quer usar tecnologia e inteligência para mapear e prender os traficantes. E mandá-los para prisão federal, logo longe do domílio de muitos criminosos. É certo que haverá novas polêmicas com defensores dos direitos humanos.

Em resumo Ciro diz o que pensa, muitos gostam outros tantos detestam. Mas, todos sabem o que ele pensa sobre os problemas nacionais e, como pretende resolvêlos. Gosto disso. (Prof. Desiderio)


STJ autoriza mais 25% a aposentados que precisam de auxílio permanente

quinta-feira, 23 agosto, 2018

Benefício hoje é só para aposentado por invalidez que tem cuidador

Antes da decisão do colegiado, o acréscimo era garantido somente para aposentados por invalidez que precisavam pagar um cuidador, por exemplo, conforme está previsto na Lei de Benefícios Previdenciários, norma que específica os benefícios aos quais os segurados têm direito.

Aumento foi aprovado para todos os aposentados que necessitam auxílio permanente

Conforme o entendimento, o adicional será pago mesmo nos casos em que o aposentado recebe o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), definido em R$ 5.645,80 para 2018.

A decisão da Primeira Seção deve servir de base para outros processos que estão em tramitação na Justiça federal em todo o país.

Agência Brasil