GUERRA PELA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL NA BAHIA (parte IV)

Apresentaremos nessa edição e sempre as quartas e aos sábados um breve histórico sobre os importantes acontecimentos e episódios que marcaram a História da Bahia. A biografia é do professor doutor Luís Henrique Dias Tavares. Vale a pena conhecer, boa leitura.

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Monumento a Independência, Campo Grande em Salvador. Google

O 25 DE JUNHO

No ato seguinte, os coronéis Garcia Pacheco e Falcão Brandão oficiaram a Câmara da Cacheira pedindo uma reunião urgente. Reunida às 9 horas da manhã do dia 25 de junho de 1822, com a presença do juiz de fora Antônio Cerqueira Lima, que a presidiu, do capitão mor José Antônio Fiusa e vereadores, foi indagado “do povo, e tropa… se erão contentes que se aclamasse S.A.R. O Sr. D. Pedro de Alcântara, por Regente e Perpétuo defensor e protetor do Reino Brazil”. Obtendo resposta afirmativa, o procurador da vila, Manoel Teixeira de Freitas, jogou o estandarte da Câmara para os mais de quatrocentos homens armados que se encontravam frente ao prédio.

Foi lavrada uma ata. Estavam celebrando Te Deum na Igreja de Nossa Senhora do Rosário quando a escuna canhoneira enviada por Madeira de Melo para fechar o porto de Cacheira disparou o primeiro tiro contra a vila. Quase ao mesmo tempo, alguns portugueses atiraram de suas casas nos brasileiros que passavam nas ruas. No dia seguinte, formou-se a primeira junta interina, Conciliatória de Defesa, com posta por Antônio Teixeira de Freitas Barbosa (presidente), Antônio Pereira Rebouças (secretário), José Paes Cardoso da Silva, padre Manuel José de Freitas (depois, padre Manuel Dendê Bus) e Antônio José Alves Bastos. Instalou-se no Hospital São João de Deus e adotou as primeiras decisões de governo: enviar mensageiros às vilas e povoações para informa-lhes a aclamação do príncipe e as hostilidades portuguesas já declaradas pela escuna canhoneira. Também solicitava que organizassem homens e armas para deter os tiros da canhoneira e dos portugueses em suas residências.

Aproveitaram uma “velha peça de ferro” para improvisar a arma com responderam os disparos da escuna canhoneira. Também utilizaram vaivéns mandados vim dos engenhos. Embora fossem armas precárias, serviram. No entardecer de 28 apareceu uma bandeira branca na escuna canhoneira, que foi tomada. Dela trouxeram presos o capitão e 26 marujos portugueses. A Câmara enviou uma proclamação ao príncipe dom Pedro afirmando: “V.A.R. é nosso defensor perpétuo”.

Francisco Elesbão Pires de Carvalho e Albuquerque, Francisco Carneiro de Campos e José Cardoso Pereira de Melo abandonaram a junta Provisória, já então virtualmente prisioneira de tropas portuguesas. Francisco Elesbão Pies de Carvalho e Albuquerque, que era presidente da junta, seguiu para Santo Amaro. Francisco Carneiro de Campos e José Cardoso Pereira de Melo foram para o Rio Janeiro.

 

Leia na próxima quarta 03/04, ADESÃO DAS VILAS.

 

Fonte bibliográfica

TAVARES, Luís Henrique Dias, 1926-

História da Bahia/ Luís Henrique Dias Tavares.

–São Paulo : Editora UNESP : Salvador, BA :

EDUFBA, 2001.

 

One Response to GUERRA PELA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL NA BAHIA (parte IV)

  1. 👏👏👏👏👏👏👏👏

    Enviado do meu dispositivo Samsung

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