“Festas juninas estão sendo violentadas e programação perdendo a alma, no Nordeste ”

sexta-feira, 3 maio, 2019

Orquestra Sanfônica, manifestação cultural para manter a tradição da festa junina

O cantador, uma das atrações do sábado (17), no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, em Caruaru, fez forte declaração em defesa da música nordestina. O artista disse que é preocupante a invasão dos sertanejos no período junino e culpou os gestores. “Os gestores são culpados por essa mudança. Vão acabar com a festa, que está perdendo a essência. A coisa que não tem alma não consegue sobreviver”, desabafou.

Para Santanna, as festas juninas no Nordeste estão sendo “violentadas”. “Eu fico triste com uma festa como essa seja violentada da maneira como está sendo em várias partes do Nordeste. Vai se tornar um festival comum como acontece em qualquer parte do mundo, uma coisa comum, perdeu a alma e isso preocupa bastante”, disse. O artista frisou que o compromisso dele é com o povo. “O gestor tem 4 anos, tem 8 anos, mas o povo é sempre, é eterno, meu compromisso é com o povo, se o povo brilhar todos os artistas vão brilhar”, afirmou. (Fonte: Geraldo José).

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Novo MEC, velho MEC

sexta-feira, 3 maio, 2019
Foto: Mateus Dantas/O povo


Por Idilvan Alencar /O Povo
 

A cada dia a nova gestão do Ministério da Educação se aproxima da gestão Vélez Rodríguez e de sua inútil pauta de “guerra ideológica”. Depois do ataque aos cursos de Sociologia e Filosofia e do apoio à aluna que filmou uma professora em sala de aula com objetivos políticos, agora é a vez de atacar o patrono da educação brasileira, Paulo Freire, e cortar recursos de universidades federais que promovam “balbúrdia e eventos ridículos” em suas instalações, sem qualquer critério objetivo para justificar tais cortes.

O ataque a Paulo Freire partiu do próprio presidente Bolsonaro, ao revelar em entrevista intenção de mudar o patrono da educação brasileira sem qualquer justificativa. Freire é um dos educadores mais respeitados no mundo, com pelo menos 35 títulos Honoris Causa de universidades da Europa e da América. Seu livro “A Pedagogia do Oprimido” é o terceiro mais citado em trabalhos acadêmicos na área de Humanas no mundo.

A outra nota lamentável do “novo MEC, velho MEC” veio do ministro Weintraub, ao anunciar que três universidades federais – da Bahia, de Brasília e Federal Fluminense – tiveram seus recursos cortados por “balbúrdia ou evento ridículo”, sem qualquer critério objetivo, em evidente desrespeito à autonomia universitária e numa clara medida de retaliação contra essas universidades. Medidas virão contra outras instituições que não digam amém à cartilha do MEC e do projeto Escola Sem Partido. Isso é autoritarismo puro. As universidades já enfrentam dificuldades com cortes orçamentários e agora ainda precisam seguir cartilha ideológica para acessar os recursos.

Mais uma vez, o meu apelo é para que o Ministério da Educação se preocupe com os temas reais da educação brasileira e não com essa fantasia de “guerra ideológica”. Precisamos de mais creches, mais qualidade na educação básica, mais atratividade para o ensino médio, mais acesso no ensino superior, mais recursos para pesquisa e inovação e mais gestão e recursos para todas as etapas e modalidades, além de melhores salários e condições de trabalho para os professores.

Não vamos tirar o Brasil do seu atraso educacional com ataques a professores, educadores, diretores de escola e universidades. Educação se faz com ideias e projetos e não com discurso vazio.

*Idilvan Alencar é deputado federal pelo PDT do Ceará.

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