Há 50 anos o homem pousava na Lua e já projeta nova ‘viagem’

sexta-feira, 16 agosto, 2019

Em 20 de julho de 1969 o homem pousou na Lua; os americanos planejam repetir o passo

A expectativa é de que em 2024 uma mulher astronauta pise pela primeira vez no satélite. Será o primeiro passo também de um plano de exploração de longo prazo. A humanidade, agora, quer se assentar na Lua e, de lá, ir além: Marte deve ser a próxima parada.

Ao menos esses são os planos da Nasa (agência espacial americana) para o Projeto Artemis (irmã gêmea de Apolo na mitologia grega), já reajustados em alguns anos. Há dez anos, a expectativa era voltar para o satélite em 2019. Mas agora, mais do que nunca, o cenário parece favorável para começar a nova era de exploração.

Se há 50 anos colocar um homem na Lua era uma questão de supremacia nacional em meio ao tenso contexto geopolítico da Guerra Fria entre EUA e a antiga União Soviética – em que os esforços e os recursos eram predominantemente governamentais -, agora os trabalhos envolvem parcerias da Nasa com empresas e instituições estrangeiras.

As motivações também são diferentes. Há um claro interesse comercial em ocupar o espaço entre a Terra e a Lua para desenvolver a chamada economia lunar, e os custos para o desenvolvimento de tecnologias estão sendo diluídos entre as muitas partes envolvidas. É o que vem sendo chamado de New Space, em que empresas privadas assumem o protagonismo.

Com o passado fresco na cabeça, porém, é difícil não observar que ainda há um certo clima de competição. Depois que a China conseguiu pousar com uma sonda robótica, no início do ano, no lado mais distante da Lua – o chamado lado oculto, onde os EUA não haviam chegado -, os americanos estabeleceram cronogramas mais justos. (Informações da Agencia Estado/ foto: History/Divulgacao).

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Bolsonaro avaliza declaração de Guedes do Mercosul se Argentina

sexta-feira, 16 agosto, 2019
Bolsonaro e Paulo Guedes

Ministro da Economia disse na última quinta-feira (15) que, se caso a oposição vença no país vizinho e apresente resistência à abertura econômica do Mercosul, o Brasil deixará o bloco

 

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (16) que avaliza a declaração dada na véspera pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o Brasil deixará o Mercosul caso a oposição vença a eleição presidencial na Argentina e decida fechar a economia do país.

Em entrevista a jornalistas ao deixar o Palácio da Alvorada em Brasília, Bolsonaro disse não acreditar que o candidato da oposição no país vizinho, Alberto Fernández, queira seguir um caminho de liberdade e democracia, que para ele vem sendo trilhado pelo atual presidente argentino, Mauricio Macri, seu aliado.

“O atual candidato que está na frente na Argentina, que tem na vice a Cristina Kirchner, já esteve visitando o Lula, já falou que é uma injustiça o Lula estar preso, já falou que quer rever o Mercosul. Então o Paulo Guedes –perfeitamente afinado comigo, por telepatia– já falou: ‘se criar problema, o Brasil sai do Mercosul’. Está avalizado, sem problema nenhum”, disse Bolsonaro.

“Eu não acredito que ele (Fernández) queira seguir nessa linha de liberdade e democracia. Esse pessoal quando se apodera do poder, não quer sair mais. E sempre vivendo às custas da coisa pública”, disse. O presidente disse, no entanto, que está disposto a conversar com Fernández se ele vencer a eleição, mas avisou que o gesto terá de partir de Fernández, que tem como candidata a vice a ex-presidente Cristina Kirchner.”Eu converso até com a Folha de S.Paulo, quem dirá com o futuro presidente da Argentina”, disse o presidente.

Ao ser indagado sobre se procuraria Fernández caso ele vença a eleição presidencial argentina de outubro, negou.