Atos em defesa da Amazônia ocorrem em várias capitais do país

Cerca de 600 pessoas se reúnem neste momento na Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro, para protestar  contra o aumento do desmatamento da Floresta Amazônica e os incêndios que castigam a região. Os manifestantes criticam também a postura de Jair Bolsonaro frente à agenda ambiental. O presidente questionou dados oficiais sobre o desmatamento e atribuiu os incêndios na Amazônia à atividade de ONGs.

Manifestantes em prol da Amazônia se reúnem no Centro do Rio (Foto: Alexandre Cassiano)

Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foram os principais alvos dos manifestantes. Para Michael Baré Tikuma, o presidente é mais um dentro muitos que já tentaram explorar a Amazônia.

Na verdade, as medidas deles são as mesmas de 300 anos atrás. A destruição dos povos indígenas e a apropriação de sua cultura e de suas terras. O Bolsonaro é mais um colonizador escravista no século XX. Por volta das 18h40, os manifestantes começaram a andar pela Avenida 13 de maio.

Enquanto os manifestantes atravessavam a avenida com cartazes e palavras de ordem contra Bolsonaro, algumas pessoas defendiam o presidente, dizendo que apenas ele salvaria o Brasil.

A deputada federal Talíria Petrone (PSOLl-RJ) comentou ser essencial parar com as medidas que atentam contra o meio ambiente. “É importante alertar para o retrocesso que o Brasil tem vivido nas questões ambientais, seja tentando avançar com a mineração em terras indígenas, seja cortando orçamento das áreas que garantem a contação e a prevenção a incêndios criminosos. É fundamental que a gente interrompa esses ataques a nossa biodiversidade”, afirmou a parlamentar.

Alguns manifestantes destacaram a preocupação de líderes internacionais sobre as queimadas na Amazônia, como o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu vim aqui colocar pressão contra esses incêndios absurdos na Amazônia. Eu acho que o mundo percebeu o que está acontecendo aqui, como esse governo atual está prejudicando o meio ambiente”, diz Gabriel Estrela, de 25 anos.

Protestos pelo Brasil e pelo mundo

Em São Paulo, o  protesto contra as queimadas na Amazônia fechou os dois sentidos da Avenida Paulista, região central de São Paulo, no início da noite. Cerca de 3 mil pessoas se concentraram próximo ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). Com um forte policiamento no local, não houve registro de ocorrências.

Mulher exibe cartaz com protesto em favor da Amazônia (Foto: O Globo)

Sob gritos de “Bolsonaro sai, Amazônia fica”, o grupo carregou cartazes pedindo o fim das queimadas na região da floresta amazônica, além da saída Bolsonaro da presidência e de Ricardo Salles do ministério do Meio Ambiente.

Em Brasília, os manifestantes ocuparam a Esplanada dos Ministérios e depois caminharam em direção ao Ministério do Meio Ambiente. Funcionários da instituição foram liberados mais cedo por conta da manifestação. Em Goiânia, policiais jogaram spray de pimenta em estudantes que ultrapassaram o limite estabelecido por uma grade em frente à sede do governo estadual.

Pelo mundo, aconteceram protestos em prol da Amazônia na Índia, Inglaterra, Colômbia, México, Peru, Equador, Argentina, Estados Unidos, Itália, Espanha, França, Holanda e Alemanha. (Informações do Jornal O Globo).

 

Pronunciamento de Bolsonaro provoca ‘panelaço’ em todo país

Durante o pronunciamento de quatro minutos e 40 segundos em rede nacional de rádio e TV na noite desta sexta-feira (23/8), o presidente Jair Bolsonaro teve que lidar pela primeira vez com o bater de panelas de manifestantes. Os chamados panelaços se tornaram comuns durante o fim do governo Dilma Rousseff e também em pronunciamentos do ex-presidente Michel Temer.

Bolsonaro durante o pronunciamento: cidades registraram panelaço (Foto: Reprodução)

O panelaço ocorreu em várias cidades do país, sendo que em alguns casos era seguido de vaias. No Distrito Federal, foram registrados protestos ao menos na Asa Norte e em Águas Claras. As publicações marcadas com as hashtages #panelaço chegaram a mais de 40 mil postagens no Twitter — às 20h53, era o tema mais comentado na rede social em todo o país.

As queimadas na Região Amazônica provocaram o aumento da pressão internacional sob o Brasil. Bolsonaro chegou a afirmar, sem apresentar provas, que ONGs poderiam ser responsáveis pelos incêndios.

No Rio, um dos pontos onde ocorreu o panelaço foi em Niterói (Foto: Reprodução)

Na quinta-feira, Bolsonaro atacou a sugestão do presidente da França, Emmanuel Macron, de discutir os incêndios na Amazônia em reunião com o G7, dizendo que Macron manifestou “mentalidade colonialista descabida no século XXI”.

Irlanda e França estudam votar contra o tratado de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, alegando que o governo Bolsonaro não toma medidas efetivas em defesa do meio ambiente.(Folha Press).

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