Constituição Federal de 1988 – Artigo 133

sexta-feira, 19 julho, 2019

“Em todas as nações livres, os advogados se constituem na categoria de cidadãos que mais poder e autoridade exercem perante a sua sociedade” (RUY BARBOSA)”

Ruy Barbosa: google

Artigo 133 – O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo violável por seus atos e

manifestações

no exercício da profissão, nos limites da lei.

A interpretação do dispositivo constitucional transcrito se faz a partir de sua situação no texto da Carta Magna.

Não está ele posto no Capítulo III, desse Título IV que, no conceito montesquiano de tripartição dos

Poderes, indica o Poder Judiciário.

O artigo 133, que determina a indispensabilidade do advogado na administração da justiça, está posto

no Capítulo IV (Título IV), que indica quais as funções essenciais à justiça, dentre elas o Ministério

Público, a Advocacia Pública, a Advocacia e a Defensoria Pública.

Essa inserção da advocacia, como função essencial à administração da justiça, esta em seu termo mais

amplo, tendo a postura de comando constitucional, de plena valia em si mesmo, a fim de permitir que os

direitos fundamentais e individuais dos cidadãos possam ser, na plenitude, exercidos. A advocacia não está

incluída como função do Poder Judiciário, mas sim, repita-se, como função essencial à administração da

justiça, em seu sentido mais amplo.

Dessa primeira afirmação, pode-se, desde logo, extrair a conclusão, que o texto do artigo 133

tem dois dispositivos, que se completam: (a) o primeiro é o que diz: ”o advogado é indispensável à

administração da justiça”.

Essa disposição é auto-aplicável, sendo, por si só, necessária e suficiente a que o comando dela derivada

se faça presente, para poder permitir que a justiça, em seu sentido aristotélico, concretizando-se os direitos fundamentais dos cidadãos, através de sua ação, dentro ou fora do Poder Judiciário. Só se torna possível o cumprimento dos fundamentos constitucionais de defesa da dignidade humana, do amplo direito ao

contraditório e à ampla defesa, bem como à obediência do princípio do devido processo legal, se for

assegurado ao cidadão, o direito de ter em sua defesa alguém devidamente aparelhado de conhecimentos

jurídicos, capaz de buscar uma solução justa em suas demandas.

Tal preceito constitucional, como dito, independe de qualquer norma infra-legal para lhe dar

consistência, uma vez que sem a presença do advogado a defesa dos direitos constitucionais, fundamentais e individuais não se perfaz, violando os princípios de toda a Constituição, negando a existência de um

verdadeiro Estado Democrático de Direito.

O segundo período do artigo em exame diz: “.sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei”.

Cuida-se, nesse período gramatical, de estabelecer, por comando constitucional, o que se denomina de “prerrogativas” do advogado, considerando invioláveis os seus atos e suas manifestações, quando no

exercício da profissão. Essas prerrogativas foram estabelecidas a nível constitucional, para assegurar a ampla

defesa do cidadão, através da liberdade de ação e de manifestação de seu representante, o advogado.

Não se trata, de um simples “direito profissional”, mas sim de uma prerrogativa de defesa plena da cidadania.

Essa prerrogativa, por não ser um direito absoluto, deve ser explícitada e relativizada através de norma

infra-constitucional, como diz no texto “…nos limites na lei”. E essa lei existe: é a Lei 8.906, de

04 de julho de 1994.

Essa distinção foi bem captada pelo Professor de Direito Constitucional ROBERTO J. PUGLIESE, em seu artigo

“A CONSTITUIÇÃO, A ADVOCACIA e O ADVOGADO” (publicado na RT-713, de março de 1995, págs.293/304), de onde extraímos os seguintes ensinamentos: “O Poder Judiciário necessita, para sua atuação jurisdicional, de elementos qualificados que traduzam os interesses dos súditos do Estado aos órgãos jurisdicionais , forma hábil, técnica, científica. São advogados. Sem a presença e atuação desses profissionais do direito, o PJ haveria de sentir o baixo nível das discussões, bem como deixariam as contendas judiciais de se fundarem na legislação material e seguirem os ritos impostos pelas normas adjetivas por faltar conhecimento  aos jurisdicionados interessados”.

Esse mesmo autor, no artigo citado, desmembra a redação do artigo 133 em dois períodos, sendo que

o seu pórtico expressa que”o profissional a que se refere é indispensável à administração da justiça”, esta

entendida como a que se refere ao direito como justo e não justiça como sendo o Poder Judiciário. No período

final do artigo em comentário, se completa a idéia do Constituinte, permitindo, ante a natureza peculiar do ministério do advogado, que ele exerça essa sua função com a máxima liberdade, “sendo, neste exercício, inviolável por atos ou manifestações, obviamente nos parâmetros impostos pela legislação”.

Vale, ainda, salientar que o Deputado Constituinte MICHEL TEMER, autor da proposta de redação do artigo 133

ora comentado, fez questão de afirmar, de maneira pública, que as palavras finais do mencionado artigo “”nos limites da lei” se referem, exclusivamente, ao preceito imediatamente a ele antecedente, qual seja o

que preceitua : “sendo inviolável por seus atos e manifestações”.

Desse modo a lei ordinária, cumprindo o texto constitucional, deve se limitar a listar as hipóteses em que

se definem os casos de inviolabilidade do advogado, em sua manifestações e seus atos, no exercício da profissão, inclusive no âmbito penal.

No mais, o comando constitucional não depende de qualquer norma legal, já que dispõe, sem qualquer restrição, que a advocacia é indispensável à administração da justiça.

A presente exposição, ante o relevo dado pelo Constituinte de 1988 ao exercício profissional da advocacia, merece ser qualificada com a exortação de que o advogado, nesse seu mister, tem, necessariamente, uma função social, posicionando-se na vanguarda da defesa da sociedade.

É indiscutível que a advocacia se atrela, intimamente, à idéia de paz social. Já tive oportunidade de dizer que a referência à paz social “decorre do sentido de que a advocacia objetiva, em primeiro lugar, a composição

justa da lide, a conciliação das partes, procurando encaminhá-las para uma solução harmônica e civilizada da demanda, sem estímulos à litigiosidade, e só buscando a ação estatal da prestação jurisdicional, quando

frustradas todas as possibilidades de harmonização dos interesses em disputa. Há, assim, um colchão social a

abrigar o perfil do advogado” (“Advocacia e Democracia” – OAB-EDITORA, pg.79).

Pelos comandos constitucionais focalizados, resta claro que qualquer norma, por ação ou omissão, que exclua o advogado de intervir em defesa de litigantes, em processo judicial ou administrativo, de qualquer natureza, é, indisfarçavelmente inconstitucional. Essa é a regra que há de prevalecer, para que se dê cumprimento não só à determinação da norma constitucional, como tornar a justiça, em seu termo mais amplo, o elemento mais

concreto dos direitos de cidadania e de termos um verdadeiro Estado Democrático de Direito.

RUBENS APPROBATO MACHADO – advogado OAB-SP-9434

Presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo- IASP – triênio 1992,1993,1994.
Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção de São Paulo – OAB-SP – triênio 1998,1999,2000.
Presidente Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB –  triênio 2001,2002,2003.

 

 

 

 

 

 

 

 


Em plenária lotada, convocada pela APLB, categoria mostra força na luta pela Gratificação de Difícil Acesso

quarta-feira, 17 julho, 2019

 Na terça-feira (23), às 9h, no Colégio Central, Plenária com indicativo de greve. Confira a Agenda de Mobilização aprovada

Fotos: Getúlio Lefundes

Sindicato é para lutar! Sempre defendendo essa máxima, a APLB-Sindicato reuniu em plenária da rede estadual nesta quarta-feira (17), no auditório da entidade, trabalhadoras e trabalhadores em Educação para discutir os rumos do movimento que luta pela Gratificação do Difícil Acesso. Esclarecimentos jurídicos, mobilização e decisões por paralisações estiveram na pauta do dia. Num auditório completamente lotado, a direção da APLB colocou alguns pontos para votação que foram então aprovados pela maioria. Acompanhe abaixo a Agenda de Mobilização aprovada para esta importante luta em defesa da categoria:

 

QUARTA 17/07 – As escolas que estão com dificuldades devido à retirada da Gratificação de Difícil Acesso, conforme decisão da plenária, estão com as atividades paralisadas nesta quarta-feira, 17 de julho, só retornando às atividades na próxima quinta-feira, 18 de julho. São as escolas: Leonor Calmon; Carlos Barros; Eduardo Baiana; Anfrísia Santiago e Dantas Júnior.

QUINTA 18/07 – Neste dia, no retorno das atividades, deverão ser realizadas atividades de conscientização nas escolas com avisos à comunidade escolar sobre a situação do DA e a mobilização que acontecerá na sexta (19).

SEXTA 19/07 – Atos, às 9h, com a presença da APLB, em dois locais: Cajazeiras (na Rótula da Feirinha) e no  Subúrbio (local a ser definido).

SEGUNDA 22/07 – Vigília, aguardando a resposta da SEC, mobilização e avisos nas escolas sobre o movimento a partir de terça (23).

TERÇA 23/07 – Plenária no Colégio Central, às 9h. Paralisação para participação nessa plenária, que tem o indicativo de greve em todas as escolas que têm a Gratificação de Difícil Acesso.

Segundo o Coordenador-geral da APLB-Sindicato, o professor Rui Oliveira, é importante se organizar para o enfrentamento. “Precisamos estar unidos e fortalecidos com o mesmo propósito. Vamos aguardar o prazo solicitado na última manifestação, na SEC, porém saímos desta plenária com uma agenda organizada, inclusive com definição de indicativo de greve nas escolas que têm a Gratificação de Difícil Acesso. Vamos resistir!”, convoca Rui.

 

 

Você pode acompanhar a plenária que teve flashes AO VIVO em nossas redes sociais Facebook e Instagram.

PROFESSORES APROVARAM INDICATIVO DE GREVE PARA TERÇA-FEIRA

FONTE: APLB SINDICATO


Tabata, o MBL e as pensões das viúvas

segunda-feira, 15 julho, 2019

Desiderio de Melo*

foto gogle

O que tem em comum entre a deputada Tabata Amaral( PDT-SP), o MBL e as pensões das viúvas? Quem consegue responder a essas questões compreende o atual cenário político do País e a onda de radicalização do pensamento e ação liberal nas democracias do Brasil e do mundo.

Tabata expressa o pensamento da maioria  da  geração pós ditadura militar no Brasil. A mesma que pariu o MBL e fez do PSL o segundo partido mais votado do Brasil, ficando atrás, apenas do PT. Vale ressaltar que o PT governou o país por mais de uma década.  Mesmo sendo o partido mais votado para deputado federal,  a sua bancada foi reduzida de 100 para 59 deputados federais.  Foi essa geração que ocupou as ruas a partir de 2013, alavancou a onda liberal conservador e venceu as eleições de 2018.

Porque essa geração se identifica com ideias extremas é algo que carece de estudos mais abalizados, o certo é que eles venceram, A vitória por si só não garante a implementação de um  Projeto que tem como eixo a redução do tamanho do estado. É preciso ter um discurso coerente, unidade de pensamento e claro: o apoio da mídia. A mídia, ou a maior parte dela, apoia a onda liberal.  Chega ao cúmulo de responsabilizar a oposição pela aprovação da Reforma da previdência pela Câmara. Alegam que a oposição não foi capaz de construir um texto alternativo. Puro pirronismo, ceticismo, Pirro de Élida não teria feito melhor.

A primeira parte do projeto está resolvida, a Câmara aprovou a reforma da previdência. Mas, traz consequências, a partir de agora aqueles setores da sociedade que estiveram anestesiados começam a refletir sobre perdas e ganhos.  Era difícil pensar, raciocinar com a propaganda pró Reforma colocando a previdência como a causadora de todos os males do Brasil. O mundo real está de volta e será preciso repaginar o jornalismo do país. Duas noticias passam a disputar a atenção da audiência: o novo embaixador dos EUA, o filho nº2 do presidente Bolsonaro e a expulsão da deputada federal, por São Paulo, Tabata do Amaral.

Não vamos analisar o filho do presidente. O foco aqui é a expulsão de Tabata e o ceticismo dos liberais. Porque a provável expulsão de tabata interessa aos jornalões?  Penso que todos querem ter a resposta precisa. Na falta de uma explicação para a questão vamos analisar o PDT. Partido que por sua história e pela trajetória política do seu criador é algo mais palatável e possível de entender que a historia da deputada.

O PDT foi criado em 1980, pelo político e engenheiro gaúcho, Leonel de Moura Brizola. Brizola foi governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. Brizola também disputou a presidência do Brasil. Em 1989, por 500 mil votos perdeu para Luís Inácio Lula da Silva o direito de disputar o segundo turno das eleições presidenciais com Fernando Collor de Mello. Brizola ficou no terceiro lugar. Mesma posição que o candidato Ciro Gomes, também candidato elo PDT a presidente nas eleições de 2018. 30 anos depois, com a  voltado liberalismo, o mesmo resultado eleitoral. Será coincidência?

Eleito governador, pelo Rio de Janeiro, em 1982. Brizola também elegeu cerca de 50 deputados federais, sendo a maioria do Rio. Logo Brizola expulsaria 9 (nove) deputados, sendo  mais famosas as expulsões de Airton Soares e a da global deputada Bete Mendes. Até hoje não engolida nem por Merval nem pelos “Pereiras”  da imprensa do sudeste. Queremos com isso afirmar que o PDT, independente do mérito,  prever em seu Estatuto a expulsão por infidelidade partidária. Sempre agiu dessa forma com aqueles que rezam para dois credos. Então, porque o estranhamento. Dito de outra forma, porque a deputada,  assim como os jovens do MBL, também  não se filiou a algum dos partidos liberais, porque tanto interesse da mídia no episódio?

 

É difícil entender o que vai na cabeça de certas pessoas e na de seus patrocinadores. O melhora fazer ou a coisa mais fácil a ser feito, é nos analisarmos. Bom, a nossa analise conclusiva é a de que a deputada sabia que seria expulsa. No PDT sempre foi assim, eles tem lá as suas contradições, mas o seu regimento é claro: infiel fora.  Após as expulsões, inclusive, a dela.  A legenda  filia novos futuros expulsos,  Santanas, Mendonças e Gurgazes estão na mira,  vida que segue.

Como faltou espaço, no texto, e também para não alongarmos muito sobre o Tabatismo e a estratégia dos liberais. Voltaremos ao tema após  consulta aos melhores economistas e analistas sociais. na esperança de que possam clarear a nossa visão sobre os cortes nas pensões. falaremos então sobre as viúvas, como elas vão ter que viver, ou sobreviver,  com 594 reais. Alguém se importa?

*email: Desiderio.melo@bol.com.br


Machado de Assis e a política

sábado, 13 julho, 2019

Pedro II ao partir, sob condições injustas de desprestígio, deixava uma governação de cinqüenta anos de respeito à cultura e de uma certa magnanimidade, mas de pouca atenção ao Nordeste do país. Seu tempo não aponta apenas a maldade da estatística ao revelar que ficara no Brasil uma nobreza de sete marqueses e uma marquesa viúva. Dez condes e dez condessas viúvas. Vinte viscondes e dezoito viscondessas viúvas. Vinte e sete barões e onze baronesas viúvas. Era viúva demais…

Tornou-se consensual que Machado de Assis não se apaixona pela política. Inegavelmente nunca a ignorou como cronista ou romancista. Por isso mesmo, participou também da acesa discussão sobre a transferência da capital do país.

Falava-se em instalar o governo da República em cidades serranas do estado do Rio de Janeiro, mas Cruls já batia pernas pelo Planalto Central, cuidando dos instantes seminais do que mais tarde viria a ser Brasília. E Machado opinava:

“Não há dúvida que uma capital é obra dos tempos, filha da História. As novas devemos esperar que serão habitadas logo que sejam habitáveis. O resto virá com os anos”.

E ainda:

“A Capital da República, uma vez estabelecida, receberá um nome deveras, em vez deste que ora temos, mero qualificativo. Não sei se viverei até a inauguração. A vida é tão curta, e morte tão incerta, que a inauguração pode fazer-se sem mim, e tão certo é o esquecimento que não darão pela minha falta”.

Foi mesmo assim, só que seu nome nunca restou esquecido em Brasília. O Senado da República e os meios acadêmicos nunca o permitiram.

Não se deixam de anotar muitas amostragens do interesse de Machado pela política, não na militância das ruas, mas na consideração do seu papel catalisador.

Brito Broca chama a atenção para o fato de Brás Cubas ter sido deputado. E diz:

“Se temos, pois, em Brás Cubas, uma sublimação do secreto ideal político de Machado de Assis, teremos no sentido satírico desse episódio o reverso do mesmo ideal. No discurso do herói, Machado, segundo o seu método de compensação psicológica, destrói a possível inveja que lhe causariam aqueles que subiam, um dia, os degraus da tribuna parlamentar. O Brás Cubas da barretina reflete toda a descrença e toda a malícia de um Machado de Assis deputado”.

O desfile de perfis políticos está mesmo nas crônicas de A Semana, entre elas o texto clássico “O Velho Senado”, mas há nos romances políticos como Lobo Neves, supersticioso e fátuo; Camacho, cabo eleitoral típico; Teófilo, ansioso por se tornar ministro; Brotero, o das aventuras amorosas e não podemos esquecer o brasileiro Tristão, a naturalizar-se português para se eleger deputado por lá. Também o deputado Clodovil a viajar pela Europa.

O entorno de amigos de Machado estava farto de políticos: Alencar, Francisco Otaviano, Bocaiúva, Joaquim Serra e o maior deles: Joaquim Nabuco.

Quero testemunhar algo muito em particular. Sou, como ele de certa forma o foi, membro de uma Corte de Contas, já centenária, o que no Brasil conta muito. Machado de Assis foipor 41 anos modelar funcionário público e apetecia a ele tarefas que hoje são nomeadas como de Controle Interno.

Exerceu, entre outras tantas bem diversificadas, funções dessa natureza no Ministério de Obras Públicas. Não era esse o nome. Mas vá lá que seja para simplificar. É bom ver em papéis antigos o servidor público Machado de Assis desempenhar-se metodicamente do controle de contas dos que adquiriram lápis grafite, réguas de ébano, pó da Pérsia, cânfora, papel para embrulho, envelope para cartas.

Na obra machadiana o funcionário público sempre comparece sob a sua mordacidade, como mediocrão, relapso, incompetente, preguiçoso, exatamente o contrário do que ele foi. Rascunhava despachos antes de pô-los no papel, impugnava contas inadequadas, conteve gastos sem previsão orçamentária.

Não se poupou de caturrices, como conta Josué Montello:

Quando o Império enfardelou os trapos e a República chegou, é aconselhado a retirar da parede da repartição onde trabalhava o retrato do Imperador. Machado, solenemente esclarece:

“O retrato chegou aqui com uma portaria e só sai com outra portaria”.

Em certa crônica na Gazeta de Notícias, numa fase de altas turbulências, apelou à esperança dizendo: “Supunha o mundo perdido em meio de tantas guerras e calamidades, quando respirei aliviado: encerravam-se em Londres, com grande brilho, as festas de Shakespeare”.

Pois bem, também brilharam no mês passado, as festas da “Semana Machado de Assis”, na mesma Londres, abrindo as comemorações do seu centenário.

Fonte: http://www.academia.org.br/artigos/machado-de-assis-e-politica


Câmara aprova texto-base da reforma da Previdência por 379 votos a 131

quarta-feira, 10 julho, 2019

Proposta foi aprovada em 1º turno. Deputados ainda votarão destaques que podem alterar pontos do texto

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou em 1º turno, por 379 votos a 131, o texto-base da reforma da Previdência (PEC 6/19). Agora os parlamentares começarão a votar os destaques apresentados à proposta.

Os destaques podem ser de emenda ou de texto. Para aprovar uma emenda, seus apoiadores precisam de 308 votos favoráveis. No caso do texto separado para votação à parte, aqueles que pretendem incluí-lo novamente na redação final da PEC é que precisam garantir esse quórum favorável ao trecho destacado.

A matéria foi aprovada na forma do substitutivo do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que apresenta novas regras para aposentadoria e pensões.

Veja os principais pontos do texto-base aprovado

O texto aumenta o tempo para se aposentar, limita o benefício à média de todos os salários, aumenta as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS e estabelece regras de transição para os atuais assalariados.

Outros pontos

Ficaram de fora da proposta a capitalização (poupança individual) e mudanças na aposentadoria de pequenos produtores e trabalhadores rurais.

Na nova regra geral para servidores e trabalhadores da iniciativa privada que se tornarem segurados após a reforma, fica garantida na Constituição somente a idade mínima. O tempo de contribuição exigido e outras condições serão fixados definitivamente em lei. Até lá, vale uma regra transitória.

Para todos os trabalhadores que ainda não tenham atingido os requisitos para se aposentar, regras definitivas de pensão por morte, de acúmulo de pensões e de cálculo dos benefícios dependerão de lei futura, mas o texto traz normas transitórias até ela ser feita.

Obstrução

A oposição obstruiu os trabalhos por ser contra os termos do substitutivo, argumentando que as regras são rígidas demais, principalmente para os trabalhadores de baixa renda.


No Brasil, idade chega junto com preconceitos e falta de preparo da sociedade com idosos

quarta-feira, 10 julho, 2019

por Jade Coelho

No Brasil, idade chega junto com preconceitos e falta de preparo da sociedade com idosos

Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

Com o crescimento da população idosa atingindo níveis cada vez maiores e a previsão de que em alguns anos o número dessa população no Brasil seja superior ao de pessoas de até 15 anos, a sociedade precisa se adaptar e se preparar. Esta é a avaliação do médico geriatra e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia na Bahia, Leonardo Oliva, que defende que o “idoso tem uma série de demandas que a gente precisa estar pronto”.

 

“Eu não consigo pensar em um setor da sociedade brasileira que esteja preparado para lidar com isso que a gente chama de tsunami prateada. É uma verdadeira onda, gigantesca, de pessoas idosas, que necessitam de toda uma visão de políticas públicas, de sociedade, preparação para a gente receber esse número tão grande de idosos”, defendeu o profissional.

 

Entre os pontos apontados pelo geriatra como principais para proporcionar dignidade de qualidade de vida para população idosa está a ampliação do fornecimento de políticas públicas voltadas para este público.  “O idoso demanda muito mais saúde do que a pessoa mais jovem, ele interna mais, usa mais medicações, tem mais necessidade de consultas médicas”, chamou a atenção. “O custo de saúde em geral de uma pessoa idosa é bem maior do que de uma pessoa mais jovem, então a sociedade também tem que estar preparada para isso”, analisou Oliva.

 

Outro ponto destacado por Leonardo Oliva foram acerca dos preconceitos sofridos pela população idosa. “Que o idoso é esquecido, que é surdo, que é lento, e existe o preconceito de que o idoso perde a sexualidade”, listou. “Isso não é verdade, a gente precisa combater isso, precisa falar sobre isso”, defendeu o médico.

 

Durante a entrevista o geriatra ainda abordou temas como sexualidade, qualidade de vida, aparência e convívio com doenças crônicas.  Confira a entrevista completa clicando aqui.

do Bahia Noticias


Série D: Jacuipense e Juazeirense passam; jogos de hoje definem os confrontos das quartas de final

segunda-feira, 8 julho, 2019

Caxias manteve vivo o sonho do acesso na Série D do Campeonato Brasileiro. Em jogo cheio de emoções, o clube venceu o Cianorte-PR por 2 a 1 no estádio Albino Turbay, em Cianorte, e avançou nas oitavas de final. Na Bahia, o Jacuipense venceu o América-RN por 1 a 0 no Eliel Martins e também garantiu a sua vaga nas quartas de final. Nas penalidades, o Juazeirense-BA passou pelo Iporá por 4 a 3, depois do empate em 0 a 0 no tempo normal.

Weverton cobrou o pênalti e garantiu a classificação da Juazeirense. (Blog Geraldo José)

CONFUSÃO

Com gol de Michel aos 34 minutos do segundo tempo, o Caxias assegurou a vitória no Paraná. O time já tinha aberto o placar com Rafael Gava no início do jogo, mas viu o Cianorte empatar em um lance muito confuso da arbitragem na etapa final. Wesley marcou para o time da casa, mas o assistente assinalou o impedimento. O árbitro principal, por outro lado, validou o gol e uma grande confusão se formou no meio de campo.

JACUIPENSE AVANÇA

No interior da Bahia, o Jacuipense suportou a pressão do América-RN e venceu por 1 a 0 dentro do Eliel Martins. O gol da vitória saiu em um lance bizarro, em que o lateral Kaike tentou afastar uma bola e acabou jogando contra o próprio gol. No fim, Thiago Lima ainda teve um pênalti para aumentar a vantagem do time de Riachão do Jacuípe, mas o goleiro Ewerton fez uma grande defesa e a marcação cortou.

PENALIDADES

A única partida deste domingo que terminou em pênaltis aconteceu em Goiás. Depois de empatar em 1 a 1 no primeiro jogo, o Juazeirense assegurou um 0 a 0 no estádio Francisco Ferreira, em Iporá, e levou o confronto para a marca da cal. Melhor para o time baiano, que venceu por 4 a 3 e está nas quartas de final como uma das melhores campanhas. Os adversários ainda dependem das duas partidas que faltam na segunda-feira. (Fonte: Futebol Interior).

Confira os resultados da 2ª rodada

Domingo – 07/07/2019

Manaus-AM 1X0 São Raimundo-PA

Ituano-SP 2X1 Vitória-ES

Itabaiana-SE 2X0 Fluminense-BA

Jacuipense-BA 1×0 América-RN

Iporá-GO 0X0 Juazeirense-BA

Cianorte-PR 1X2 Caxias-RS

Segunda-feira – 08/07/2019

Floresta-CE x Bragantino –PA – 16h

Brusque-SC x Boavista-RJ – 20h

http://www.interiordabahia.com.br