Bem Vindo ao Blog do Professordesiderio

terça-feira, 11 janeiro, 2011

 


Será a vez do Doido, ou seria plano B?

terça-feira, 20 agosto, 2019
A pesquisa recente realizada pela Paraná pesquisa colocou um “doido” na cabeça, para as eleições de 2020. O doido em questão é o sargento Isidoro, deputado federal (Avante), campeão de votos na última eleição. Isidoro também disputou as eleições de 2016, na capital. Na ocasião ele ficou em terceiro lugar ficando atrás  de ACM Neto e Alíce Portugal.  Que o Doido é bom de voto ninguém duvida, questiona-se, pelo menos na boca miúda, a força para superar o candidato de Neto( o atual prefeito, reeleito, não pode disputar a eleição). Surgindo daí a especulação de que Isidoro, Doido é ai, seria uma especie de Plano B do governador RuI Costa. Algumas questões ou argumentos servem para robustecer essa tese: a primeira delas aponta que sendo o governador do PT apoiará o candidato do partido. segundo, nos bastidores corre a informação que o martelo já teria sido batido para Belitani, presidente do Bahia Esporte Clube, como o principal candidato da base aliada do governador. Não estando descartado a possibilidade de apoio, eventual, ao presidente da Câmara de Vereadores de Salvador Geraldo Júnior, caso ele se viabilize como candidato a prefeito.
Achou o tabuleiro complicado? Nós também. Vamos tentar clarear: A eleição de 2020 terá pelo menos 10 candidatos a prefeito de Salvador. Isto se justifica em função do fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais( de vereador). Sendo assim, os candidatos a prefeito, lançados pelos partidos, funcionarão como puxadores de votos para candidatos a vereador. Dai a possibilidade de tanto Rui quanto Neto ter de apoiar mais de Um candidato.
Por fim, e voltando ao doido, digo deputado sargento Isidoro, existe uma fala que pode ser a cereja do bolo na candidatura dele: a sugestão do senador. Isto mesmo, segundo Isidoro foi Otto Alencar que lhe sugeriu a mudança do slogan de campanha para “Doido por Salvador”. Considerando que o Senador é o principal aliado, senão o mais forte, fica corroborado a tese do plano B. Ou não. Afinal, o doido pode ter seu próprio plano. (Prof. Desiderio)
Veja matérias correlatas:

'Otto me aconselhou a dizer que sou doido por Salvador', diz Isidório após pesquisa

Foto: Reprodução / A Tarde

Primeiro colocado na pesquisa de intenção de voto para a prefeitura de Salvador em 2020, Pastor Sargento Isidório (Avante) relatou que foi aconselhado pelo senador Otto Alencar (PSD) a mudar o seu principal bordão. “Otto me aconselhou a não mais dizer que eu estava doido, mas que tinha ficado doido por Salvador”, disse Isidório. O parlamentar utiliza o adjetivo para se referir a sua atuação como político (lembre aqui). 

 

De acordo com Isidório, Otto teria tecido o elogio durante visita a fundação Dr. Jesus. “Otto disse que me achava maluco, mas que acreditou na minha competência de ser prefeito de Salvador após visitar a fundação”, garantiu. 

 

A segunda rodada de pesquisas realizada pelo Bahia Notícias em parceria com o Instituto Paraná Pesquisas aponta que o deputado federal do Avante lidera a corrida eleitoral de 2020 em Salvador em todos os cenários estimulados, quando são citados os nomes dos possíveis postulantes ao Palácio Thomé de Souza (veja aqui). 

 

“Quem está inaugurando obra é que deveria estar na frente. Mas tenho Deus como meu senhor”, falou Isidório. 

 

Em rotina de grandes inaugurações, o secretário de Infraestrutura de Salvador e vice-prefeito, Bruno Reis (DEM), aparece entre os citados da pesquisa, atrás de Isidório. Reis é lembrado como candidato de sucessão do prefeito ACM Neto (DEM). 

Bahia Noticias.

 

Pesquisa deixa no ar: agora é a vez do doido?

Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

Como se não bastasse o cenário distópico em que o Brasil é governador por Jair Bolsonaro (PSL) – algo improvável de ser pensado há alguns anos -, a pesquisa Bahia Notícias/ Paraná Pesquisas apontou a possibilidade de o deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante) poder ser eventualmente favorito para a prefeitura de Salvador. Falta muito tempo para a corrida eleitoral, porém essa “liderança” de Isidório, ainda que transitória, sinaliza que não vivemos em um país de amadores: quando você acha que não pode ser surpreendido, sempre é possível cair da cadeira.

 

Porém nem só os números gerais de Isidório no levantamento chamam a atenção. No cenário mais próximo da realidade, com uma pulverização de candidatos – e tendo o vice-prefeito Bruno Reis como candidato do DEM -, o pastor sargento lidera em estratos específicos. Ele aparece à frente entre os homens, com 19%, entre pessoas de 16 a 44 anos, que varia de 15,9% a 21,7%, e entre os eleitores apenas com ensino fundamental e médio, com variações entre 15,5% e 20,8%. É um sinal que o “doido” possui uma certa influência entre as camadas menos instruídas, público cujo impacto social da Fundação Doutor Jesus é mais facilmente perceptível.

 

O detalhamento do cenário 1, com 10 candidaturas, mostra também algumas curiosidades. O vice Bruno Reis aparece à frente entre pessoas entre 45 e 59 anos, com 14,3%, enquanto a deputada federal Lídice da Mata (PSB) lidera entre os maiores de 60 anos, com 19,7%. Não dá para identificar claramente as razões para que esses dois despontem nessas estratificações. No caso de Bruno Reis, os valores sugerem um empate técnico entre os demais candidatos. Já Lídice tem uma vantagem muito maior que a margem de erro, o que mostra certa cristalização do nome dela na faixa etária mais velha.

 

Há também certa proximidade entre os dois quando se trata de pessoas com ensino superior. Lídice seria opção para 16,9% desses eleitores e Bruno Reis para 15,9% – Alice Portugal (PCdoB) também aparece à frente de Isidório nesse escopo, o que mostra que o parlamentar do Avante reduz expressivamente a sua participação quando acontece o avanço na escolaridade. No caso da pesquisa divulgada ontem, não foi questionada a faixa de renda, apenas se é parte da população economicamente ativa, o que dificulta inferirmos se o pastor sargento seria mais popular entre os mais pobres.

 

Outros dois candidatos despontam em estratos específicos. Irmão Lázaro (PL) aparece em segundo lugar entre pessoas entre 16 e 24 anos de idade, com 12,3%. Como cantor gospel, o ex-deputado possui um alcance ampliado em redes sociais, por exemplo, o que explicaria esse percentual relevante. Já Guilherme Bellintani pontua bem entre homens, com 11,2%, atrás apenas de Isidório, Bruno Reis e Lídice, e aparece como opção para 1,3% das mulheres – parte disso explicável com a função dele junto ao Esporte Clube Bahia.

 

A pesquisa registra uma fotografia de um momento. Dificilmente esses cenários vão se manter até outubro de 2020. Contudo os dados dão alguns sinais de como os eleitores podem vir a se comportar nos próximos meses. Se nada mudar, terá chegado a vez do “doido”?

 

Este texto integra o comentário desta terça-feira (20) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30. 

Do Bahia Noticias


INTERIOR DA BAHIA: destaques na mídia

segunda-feira, 19 agosto, 2019

Estudantes movimentam segundo dia da Feira Literária de Mucugê

A movimentação do público, principalmente estudantil, foi intensa na sexta-feira (16)

A forte presença de estudantes da região foi uma marca na edição passada da Fligê e se repete neste ano, como destacou o secretário estadual da Educação, Jerônimo Rodrigues. “Durante esses dias, escolas da rede, tanto de Mucugê quanto da região, se deslocam para o evento, a fim de garantir uma experiência inovadora na vida de aprendizagem de cada um dos estudantes”.

Nesta sexta, já ocorreram workshops e oficinas, a exemplo da ‘Toim, cadê você – o que o corpo diz de nós?, conduzida pela superintendente de Políticas para Educação Básica, Manuelita Falcão, e de quadrinhos, com ensinamentos da equipe do Centro Juvenil de Ciência e Cultura.

A forte presença de estudantes da região foi uma marca da Fligê e se repete neste ano

Também fazem parte da programação desta sexta (16) o Papo de Cinema, com apresentação de vídeo estudantil sobre o escritor e poeta Castro Alves, e o Sarau Literomusical, com apresentação de músicas e poesias dos projetos Festival Anual da Canção Estudantil (Face) e Tempos de Artes Literárias (TAL).

Afrofuturismo

A Mesa de Conversa I, que lotou o Centro Cultural de Mucugê, tratou do ‘Afrofuturismo: o devir negro e a literatura’ e foi conduzida pelo diretor da Fundação Pedro Calmon (FPC), Zulu Araujo. “O afrofuturismo nada mais é do que a presença negra no mundo da tecnologia, da ficção e da ação, sendo protagonistas, evidentemente. O filme ‘Panteras Negras’ expressa claramente a possibilidade de os negros não serem apenas tradição, de serem contemporaneidade”, explicou.

Exposições

As mostras se espalham pelos espaços e atraem visitantes de todas as idades. Uma delas foi montada na Casa Converso, em frente à Praça do Coreto. Intitulada ‘Navio Negreiro’, a exposição, que já passou por centros culturais de inúmeras regiões da Bahia, reúne 20 xilografias de Hansen Bahia, artista plástico alemão que se radicou em São Félix.

O coordenador executivo da Fundação Hansen Bahia, Elias Gomes, contou que as ilustrações foram feitas por volta de 1957. “Essas peças são, na verdade, um diálogo de Hansen com Castro Alves, no qual se inspirou. Com o tema desse ano, a presença dessa mostra na Fligê se faz extremamente oportuna”, avaliou.

Fligê

Até domingo (18), a feira oferece 50 atrações, divididas em oficinas, encontros literários, debates e rodas de conversa, além de espetáculos e exposições, espalhados em diferentes espaços da cidade. Entre os convidados do evento estão Mailson Furtado, vencedor do Prêmio Jabuti 2018; Jarid Arraes, uma das mais jovens escritoras da literatura brasileira contemporânea; Aleilton Fonseca, poeta, romancista e ensaísta; e Noemi Jaffe, autora, professora e crítica literária.

A Fligê é resultado de parceria entre Instituto Incluso, Coletivo Lavra e Governo do Estado, com patrocínio do Governo Federal. Informações adicionais, além da programação completa, podem ser obtidas no site do evento (flige.com.br).

Fotos: Paula Fróes/GOVBA

 

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Vitória vence o CRB no Rei Pelé e deixa a zona de rebaixamento

Na tarde deste domingo (18), o Vitória enfrentou a equipe do CRB no Rei Pelé, em Alagoas. Com gol de pênalti marcado por Felipe Gedoz, o Leão venceu os donos da casa pelo placar de 1 a 0 e deixou a zona de rebaixamento da segunda divisão.

O Vitória venceu o CRB no Rei Pelé, em Alagoas, com gol de pênalti de Felipe Gedoz

Com o resultado, o Leão chegou aos 17 pontos e subiu para a 16ª colocação, com uma vitória a mais que o América-MG, que possui o mesmo número de pontos.

Na próxima rodada, o Vitória tem a oportunidade de se distanciar ainda mais do Z-4, já que recebe o América-MG, às 19h15, no Barradão.

PRIMEIRO TEMPO

A partida começou com muita marcação no meio de campo. Aos sete minutos, os donos da casa tentaram chegar com perigo. Após cruzamento de Daniel Borges, o atacante Alisson Farias finalizou fraquinha nas mãos do goleiro Martín.

Aos 10, mais uma chegada do CRB. Em cruzamento, a bola passou pela grande área do Leão e saiu na linha de fundo. No minuto seguinte, o Vitória respondeu. Após jogada ofensiva, Wesley teve a opção de achar Jordy no ataque, mas finalizou e a bola bateu no defensor alagoano.

No minuto 16, Martín apareceu para fazer mais uma defesa. Em cobrança de falta na entrada da área, o goleiro rubro-negro mandou para escanteio. Aos 30 minutos, o CRB tentou assustar novamente, mas após a finalização de Alisson Farias, a bola bateu em Felipe Gedoz e ficou em domínio rubro-negro.

Aos 31 minutos, Hugo recebeu com liberdade na entrada da área do Vitória e finalizou para longe da meta defendida por Martín. No minuto 38, o Vitória conseguiu chegar. Após bom passe de Anselmo Ramon, Capa cruzou e a zaga do CRB mandou para escanteio.

Aos 41 minutos, o Vitória teve a oportunidade de sair na frente. Jordy Caicedo recebeu em velocidade e foi atropelado pelo goleiro do CRB. Pênalti para o Vitória! Na cobrança, Felipe Gedoz descolocou o arqueiro e abriu o placar. CRB 0x1 Vitória.

O Vitória começou a gostar do jogo. Em boa jogada de Caicedo, o goleiro alagoado fez uma grande defesa, no rebote, Gedoz cruzou e Anselmo Ramon errou a finalização. A primeira etapa terminou com vantagem rubro-negra.

SEGUNDO TEMPO

O Vitória voltou para a segunda etapa buscando ampliar o resultado. Após boa jogada ofensiva, Jordy bateu de primeira e a bola passou sem perigo. A resposta do CRB veio aos 10 minutos. Após boa finalização de Élton, Martín fez uma defesa tranquila.

A equipe alagoana seguiu assustando. Após bom passe na entrada da área, Willie bateu cruzado e a bola passou por toda pequena área rubro-negra.  Aos 20 minutos, em cobrança de falta, o volante Baraka desviou por cima da meta defendida pelo goleiro Vinicius.

No minuto 23, o meia Élton tentou de fora da área e a bola ficou nas mãos do goleiro Martín. A equipe do CRB foi pra cima o Vitória. Aos 27 minutos, em cobrança de falta do meia Willie, a bola foi por cima do gol.

Aos 30, o Vitória quase matou o jogo. Em jogada de muita velocidade puxada pelo atacante Jordy Caicedo, o goleiro Vinícius fez outra grande defesa. No lance seguinte, Lucas Cândido tentou de fora e a bola passou com perigo.

Aos 41, o Vitória assustou mais uma vez. Em boa jogada de Wesley pela esquerda e finalização de fora, o goleiro Vinícius caiu para defender.

Fim de papo. Vitória vence e deixa a zona de rebaixamento da Série B. (Fonte: Futebol Bahiano).

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Série D: Brusque é campeão nos pênaltis com recorde de público

O Brusque conquistou o título nos pênaltis, após empate no tempo normal: 2×2

No total 44.896 torcedores viram a emocionante decisão, superando em 477 pessoas o recorde anterior que era de Vasco x Flamengo em 2016 com 44.419 presentes. A renda foi de R$ 1.192.010,00.

TODOS NA SÉRIE C

Além do campeão, o vice-campeão Manaus, fundado em 2013, também garantiu o acesso para a Série C em 2020. O mesmo vale para os dois semifinalistas, eliminados na fase anterior: o Ituano-SP e o Jacuípense-BA.

Sob um calor de 35 graus, o jogo também começou quente dentro de campo. Logo aos dois minutos, o Brusque surpreendeu ao abrir o placar. Thiago Alagoano cobrou falta em direção à pequena área, a defesa não aliviou e a bola sobrou para Junior Pirambu completar para as redes. Seu décimo gol, artilheiro máximo da competição.

SUSTO NA GALERA

A torcida que superlotou a arena se assustou, mas logo se recuperou do golpe. Aos sete minutos saiu o empate. Após levantamento de Panda para a área, Derlan escorou de cabeça e Sávio também escorou para as redes. No primeiro tempo, o Manaus tentou atacar mais, porém, abriu espaços para os perigosos contra-ataques catarinenses.

O Brusque fez a festa de campeão já com a Arena Amazônia já vazia

No segundo tempo, o Manaus conseguiu a virada. Após escanteio cobrado por Evair, a defesa não subiu e Mateus Oliveira se antecipou para testar firme para as redes aos 13 minutos. O jogo parecia sob controle, mas a partir dos 25 minutos o Brusque se atirou ao ataque.

OUTRO EMPATE

Acabou premiado com o empate aos 36 minutos com Thiago Alagoano. Após cruzamento na área, ele apareceu sozinho para desviar para as redes, deixando tudo igual. Os últimos minutos foram de muita tensão. Mas a definição acabou indo mesmo para os pênaltis.

UM ISOLOU NO PENALTI

Os cinco batedores de cada time foram perfeitos, sem dar chances para os goleiros. Mas na sexta cobrança, Márcio Passos, do Manaus, acabou isolando a bola. O experiente goleiro Zé Carlos, capitão do time catarinense, foi para a sexta cobrança e marcou, confirmando a vitória por 6 a 5.

Bateram para o Manaus: Derlan, Charles, Martony, Spice e Mateus Oliveira. Do lado do Brusque, converteram as cinco penalidades: Thiago Alagoano, Airton, Tiago Henrique, Gama e Vinícius. (Fonte: Agencia Futebol Interior).

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Delegado da Receita no Rio relata interferência de ‘forças externas’ no órgão

domingo, 18 agosto, 2019
Bolsonaro tem reclamado publicamente da atuação da Receita Federal e teria pedido a substituição na delegacia

FolhaPressTHIAGO RESENDE

Em mensagem a colegas, o delegado da alfândega do Porto de Itaguaí (RJ), José Alex Nóbrega de Oliveira, fez uma acusação de pressões e interferências políticas na Receita Federal.

Itaguaí, região metropolitana do Rio de Janeiro, tem sido palco de uma crise entre auditores da Receita e o governo.

“Venho relatar o que está ocorrendo, pois existem forças externas que não coadunam com os objetivos de fiscalização da RFB [Receita Federal do Brasil], pautados pelo interesse público e defesa dos interesses nacionais”, escreveu Oliveira.

Ele declarou ter sido surpreendido há cerca de três semanas, quando o superintendente da Receita no Rio de Janeiro, Mario Dehon, o teria informado que havia uma indicação política para assumir a alfândega do porto.

Dehon, contudo, não teria concordado com a pressão do governo do presidente Jair Bolsonaro para substituir Oliveira por um auditor com pouca experiência para o cargo.

Por isso, o superintendente, agora, corre o risco de ser exonerado do posto “em represália a essa atitude”, diz o comunicado.

Bolsonaro tem reclamado publicamente da atuação da Receita Federal e teria partido do próprio presidente o pedido para substituição na delegacia da alfândega do Porto de Itaguaí e outros postos da Receita.

Procurado, o Planalto ainda não se manifestou sobre o caso.

O auditor conta ainda que a Receita Federal tinha dificuldades em encontrar quem quisesse assumir a função. O cargo está ligado a investigações de ilícitos praticados por milícias.

O porto, relata Oliveira, é um local de entrada de mercadorias vindas da China e exportação para a Europa.

A Receita Federal está sob pressão e, por isso, o governo estuda até uma reestruturação no órgão.

O Sindifisco (sindicato nacional dos auditores-fiscais da Receita) reagiu e cobrou uma defesa do ministro Paulo Guedes (Economia).

“A possível exoneração de um superintendente [Dehon] por tal razão é algo jamais visto, ao menos desde o período de redemocratização do país. Essa medida, somada aos ataques vindos do STF [Supremo Tribunal Federal], do TCU [Tribunal de Contas da União], às recentes declarações do presidente da República e à omissão do ministro Paulo Guedes na defesa do Fisco Federal, tem potencial de formar no órgão uma tempestade perfeita, tornando-o totalmente ingovernável”.

Integrantes da Receita querem que o STF reveja decisão que suspendeu a investigação contra 133 pessoas, incluindo ministros do Supremo.

Com estagnação, Bradesco já vê Selic abaixo de 5%

GILBERTO MENEZES CÔRTES, gilberto.cortes@jb.com.br

Para você, caro leitor, ver como a conjuntura econômica piorou neste 2º semestre, a partir dos novos rounds da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Há duas semanas, o Bradesco, 2º maior banco privado do país, ainda acreditava que a taxa Selic ficaria em 5,50% este ano.

Pois na semana que passou, quando já apostava (como o Itaú) que o piso das taxas de juros ficaria em 5% ao ano até dezembro de 2020, diante de tantos indicadores negativos que apontam para maior desaceleração do PIB (que ambos estimavam em 0,8%), o Departamento Econômico do Bradesco ficou mais pessimista e já aponta a possibilidade de o PIB crescer menos que 0,8%.

Diante do quadro recessivo e da inflação em declínio, o banco da Cidade de Deus já admite que a Selic pode cair abaixo do 5%, algo como 4,75% ou até menos, no menor piso das taxas de juros na história do Brasil.

O Depec Bradesco diz em sua análise semanal: “Mesmo com a recente depreciação do real, ainda classificamos o ambiente atual como desinflacionário”. E justifica sua análise com a perspectiva de enfraquecimento da economia global, que tem reduzido os preços das principais commodities, atenuando o efeito da depreciação cambial sobre a inflação brasileira”

O Bradesco sublinha que a atividade mundial mais fraca afeta a expansão do PIB doméstico, que “deve seguir em ritmo lento nos próximos meses. Por fim, a oferta de dólar no mercado para corrigir algumas distorções, anunciada pelo BC nesta semana, tende a limitar a depreciação do real no curto prazo”.

O banco calcula que o PIB brasileiro deve ter crescido 0,2% no 2º trimestre (o Itaú, mais otimista, espera 0,5% de alta, mantendo os 0,8% para o ano). “Como a inflação segue comportada e a dinâmica de alguns propulsores de crescimento não deve mudar – gasto público e crescimento global – restou, para o curto prazo, o impulso via flexibilização monetária”. Assim, o Banco Central deve seguir cortando a taxa de juros.

“No caso de continuidade da frustração com o crescimento e manutenção do cenário de inflação, a Selic pode ir para nível abaixo do nosso cenário atual, de 5,0%”, diz o Depec Bradesco.

Emprego mais fraco

Um dado que pode esfriar as expectativas será o da criação de vagas com carteira assinada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) em julho. O mercado está esperando, em média, a criação de 41 mil vagas. O Depec Bradesco é mais pessimista e espera só 25 mil novas vagas.

No mês de junho, o Caged registrou 48.432 vagas, o melhor desempenho para o mês em seis anos. Se a criação ficar na faixa dos 25 mil (como prevê o Bradesco), seria um balde de água fria nas expectativas de que a economia engrenasse.

Como em maio foram 32 mil vagas, seriam pouco mais de 100 mil vagas no trimestre (maio-junho-julho) em que a agricultura absorve muita mão de obra.

Para o emprego atingir a previsão de 350 mil novas vagas este ano (17% menor que os 421 mil de 2018) é preciso que o comércio ganhe impulso no fim do ano com a liberação da cota de R$ 500 do FGTS, a partir de setembro.

Desaceleração global

O risco de uma desaceleração mais forte da economia global aumentou nesta semana, impactando os preços dos ativos financeiros. A frustração com os indicadores de diversos países e a surpresa das prévias da eleição na Argentina (com derrota do presidente Macri) levaram ao aumento da aversão ao risco. Nas economias emergentes, as moedas perderam valor frente ao dólar e as bolsas caíram.

Para o Bradesco, “apesar do adiamento parcial do aumento de tarifas nos EUA sobre produtos chineses (adiado de setembro para dezembro, considerando-se alguns produtos), esse ambiente mais adverso não se modificou”

Previsões do Itaú

O Itaú reviu bem para baixo as projeções do crescimento mundial. Depois de crescer 3,7% em 2017 e 2018 (anos em que o Brasil cresceu apenas 1,1%), o PIB mundial deve desacelerar para 3,2% em 2019 e para 3% em 2020.

Os Estados Unidos, 3º maior destino das exportações brasileiras, que cresceram 3,3% em 2018, devem reduzir o ritmo para 2,2% este ano e 1,5% em 2020.

A Zona do Euro, 2º maior mercado das exportações brasileiras, após crescer 2,5% em 2017, evoluiu apenas 1,9% no ano passado e deve baixar para 1% em 2019 e 2020.

A taxa de crescimento da China, maior comprador de commodities brasileiras (que estão com previsão de queda ou estabilidade, depois de três anos de altas), deve cair dos 6,8% de 2017 e 6,5% de 2018 para 6,2% este ano e para apenas 5,7% em 2020 (o menor índice em duas décadas).

Jornal do Brasil


Há 50 anos o homem pousava na Lua e já projeta nova ‘viagem’

sexta-feira, 16 agosto, 2019

Em 20 de julho de 1969 o homem pousou na Lua; os americanos planejam repetir o passo

A expectativa é de que em 2024 uma mulher astronauta pise pela primeira vez no satélite. Será o primeiro passo também de um plano de exploração de longo prazo. A humanidade, agora, quer se assentar na Lua e, de lá, ir além: Marte deve ser a próxima parada.

Ao menos esses são os planos da Nasa (agência espacial americana) para o Projeto Artemis (irmã gêmea de Apolo na mitologia grega), já reajustados em alguns anos. Há dez anos, a expectativa era voltar para o satélite em 2019. Mas agora, mais do que nunca, o cenário parece favorável para começar a nova era de exploração.

Se há 50 anos colocar um homem na Lua era uma questão de supremacia nacional em meio ao tenso contexto geopolítico da Guerra Fria entre EUA e a antiga União Soviética – em que os esforços e os recursos eram predominantemente governamentais -, agora os trabalhos envolvem parcerias da Nasa com empresas e instituições estrangeiras.

As motivações também são diferentes. Há um claro interesse comercial em ocupar o espaço entre a Terra e a Lua para desenvolver a chamada economia lunar, e os custos para o desenvolvimento de tecnologias estão sendo diluídos entre as muitas partes envolvidas. É o que vem sendo chamado de New Space, em que empresas privadas assumem o protagonismo.

Com o passado fresco na cabeça, porém, é difícil não observar que ainda há um certo clima de competição. Depois que a China conseguiu pousar com uma sonda robótica, no início do ano, no lado mais distante da Lua – o chamado lado oculto, onde os EUA não haviam chegado -, os americanos estabeleceram cronogramas mais justos. (Informações da Agencia Estado/ foto: History/Divulgacao).

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Bolsonaro avaliza declaração de Guedes do Mercosul se Argentina

sexta-feira, 16 agosto, 2019
Bolsonaro e Paulo Guedes

Ministro da Economia disse na última quinta-feira (15) que, se caso a oposição vença no país vizinho e apresente resistência à abertura econômica do Mercosul, o Brasil deixará o bloco

 

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (16) que avaliza a declaração dada na véspera pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o Brasil deixará o Mercosul caso a oposição vença a eleição presidencial na Argentina e decida fechar a economia do país.

Em entrevista a jornalistas ao deixar o Palácio da Alvorada em Brasília, Bolsonaro disse não acreditar que o candidato da oposição no país vizinho, Alberto Fernández, queira seguir um caminho de liberdade e democracia, que para ele vem sendo trilhado pelo atual presidente argentino, Mauricio Macri, seu aliado.

“O atual candidato que está na frente na Argentina, que tem na vice a Cristina Kirchner, já esteve visitando o Lula, já falou que é uma injustiça o Lula estar preso, já falou que quer rever o Mercosul. Então o Paulo Guedes –perfeitamente afinado comigo, por telepatia– já falou: ‘se criar problema, o Brasil sai do Mercosul’. Está avalizado, sem problema nenhum”, disse Bolsonaro.

“Eu não acredito que ele (Fernández) queira seguir nessa linha de liberdade e democracia. Esse pessoal quando se apodera do poder, não quer sair mais. E sempre vivendo às custas da coisa pública”, disse. O presidente disse, no entanto, que está disposto a conversar com Fernández se ele vencer a eleição, mas avisou que o gesto terá de partir de Fernández, que tem como candidata a vice a ex-presidente Cristina Kirchner.”Eu converso até com a Folha de S.Paulo, quem dirá com o futuro presidente da Argentina”, disse o presidente.

Ao ser indagado sobre se procuraria Fernández caso ele vença a eleição presidencial argentina de outubro, negou.


PL sobre abuso de autoridade é aprovado na Câmara e segue para sanção

quinta-feira, 15 agosto, 2019

Texto engloba atos cometidos por servidores públicos e membros dos três Poderes da República

Agência Brasil
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

 

O plenário da Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (14) a votação do Projeto de Lei 7.596/17, que define os crimes de abuso de autoridade. O texto engloba atos cometidos por servidores públicos e membros dos três Poderes da República, do Ministério Público, dos tribunais e conselhos de contas e das Forças Armadas.

Após o texto-base base ser aprovado em votação simbólica, os parlamentares rejeitaram todos os destaques ao texto apresentado pelo relator Ricardo Barros (PP-PR). Como não houve alteração, a matéria segue para sanção presidencial

Aprovado no Senado em junho, o texto prevê a criação do crime de caixa 2, de compra de votos e o aumento de pena para o crime de corrupção, tornando a prática hedionda em alguns casos. Atualmente considerada crime eleitoral e não penal, com penalidade inferior à aplicada a outros crimes e passível de prescrição no prazo de um mandato, a prática de caixa 2 em campanha eleitoral poderá ser tipificada como crime.

Pelo projeto de lei, poderá ser considerado abuso de autoridade obter provas por meios ilícitos; executar mandado de busca e apreensão em imóvel, mobilizando veículos, pessoal ou armamento de forma ostensiva, para expor o investigado a vexame; impedir encontro reservado entre um preso e seu advogado; e decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado sem intimação prévia de comparecimento ao juízo.

No total, a proposta apresenta 37 ações que poderão ser consideradas abuso de autoridade, quando praticadas com a finalidade específica de prejudicar alguém ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro.

Com Bahia.ba


Atos contra Bolsonaro levam milhares às ruas pelo Brasil

quarta-feira, 14 agosto, 2019

Houve atos em 204 cidades, segundo a União Nacional dos Estudantes

Um protesto organizado por centrais sindicais e movimento estudantil contra a política educacional do governo Jair Bolsonaro (PSL) e cortes na área reuniu, no fim da tarde desta terça-feira (13), milhares de pessoas pelo país. Houve manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Recife, entre outras cidades.

Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), houve atos em 204 cidades, em praças, campus universitários e nas ruas. A entidade estima que os protestos tenham reunido cerca de 900 mil pessoas pelo país.  No protesto do dia 15 de maio, a UNE havia identificado atos em cerca de 220 cidades.

Macaque in the trees
Manifestação pela educação (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

As manifestações foram marcadas por críticas ao programa Future-se, que estimula captação de verba privada por universidades federais. Em ato em São Paulo, uma faixa dizia: “Exterminador do futuro ou enganador do Future-se”.

Esta é a terceira onda de atos contra a política de educação de Bolsonaro a tomar várias cidades.

Em São Paulo, o ato, um tanto esvaziado numa tarde fria e chuvosa, foi contrário também à reforma da Previdência e outras bandeiras governistas. A manifestação não poupou o presidente de xingamentos como “idiota”. Políticos de oposição o acusaram de tentativa de “implantar uma ditadura” no Brasil.

Com os tradicionais balões das centrais sindicais, incluindo um com presidente com uma faixa laranja (referência ao suposto esquema de candidaturas laranjas do partido de Bolsonaro) no peito, a manifestação ocupava cerca de dois quarteirões da avenida Paulista por volta das 17h30.

O protesto ganhou mais corpo com a chegada de estudantes secundaristas no início da noite. No entanto, o público não chegou perto de grandes protestos contra cortes do governo nas universidades, como ocorrido em maio deste ano.

Os manifestantes desceram pela rua da Consolação rumo à praça da República, onde o ato se encerrou sem incidentes por volta das 20h20.

O ex-ministro do Trabalho Luiz Marinho (PT), no alto do carro de som, chegou a dizer que “inventaram até uma facada para colocar ele no Palácio do Planalto”. “Estamos enfrentando não simplesmente um governo que pensa diferente de nós, mas um governo que quer implantar uma ditadura”, afirmou.

A deputada estadual Beth Sahão, também do PT, definiu os cortes como “um desmonte”. “As políticas educacionais e públicas neste país estão desidratando”.

Presidente da Apeoesp (sindicato dos professores da rede estadual), a deputada estadual Professora Bebel (PT) falou que “Bolsonaro não tem condições de ser presidente do Brasil”. “O nosso presidente seria o Lula, mas o golpe, através das fake news, colocou no poder esse idiota que não pensa no que fala.”

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) e sindicatos filiados e ela estiveram na manifestação em apoio a estudantes e professores. Também se posicionaram contra a reforma da Previdência.

Segundo Sérgio Nobre, secretário geral da CUT, as mudanças nas aposentadorias são danosas aos trabalhadores. “O país está sendo desmontado. A manifestação de hoje é  também contra a Previdência, que impede que trabalhadores se aposentem”, disse ele.

Para o CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), há uma expectativa que o Senado faça mudanças na proposta da reforma, enviada pela Câmara dos Deputados na última quinta-feira (8). “Vamos continuar nos mobilizando para que a reforma não tire dinheiro de quem precisa. Somos a favor de uma reforma que corrija as distorções da Previdência”, afirmou Onofre Gonçalves de Jesus, dirigente nacional do CTB.

Rio de Janeiro No Rio, manifestantes se reuniram em frente à Igreja da Candelária, no centro.

Grupos de estudantes da rede pública entoaram gritos como “Sou estudante, não abro mão da Previdência e da educação” e “Trabalhador, tô do seu lado, nosso futuro não será privatizado”.

Os manifestantes caminharam da Candelária até o prédio da Petrobras, a cerca de 1 km, onde defenderam a valorização da estatal. Por volta das 19h, a chuva acompanhada de fortes rajadas de vento contribuiu para que o ato dispersasse.

As professoras de sociologia Maria da Conceição, 71, e Ruth Vilhena, 73, afirmam que a luta pela educação as levou ao protesto. “Quem estudou e trabalhou em escola pública vê essa destruição. Tenho esperança que o país acorde, não pode viver nesse retrocesso”, diz Ruth.

Maria afirma que foi ao ato para demonstrar que não concorda com o projeto (“ou com a falta de projeto”) do governo Bolsonaro. Ela diz que gostaria que existissem mais canais de participação popular, porque entende que a população não se sente inteiramente representada pelos políticos. “Em 2013 deixamos isso claro. Aliás, em 1968 já dissemos isso.”

Brasília Em Brasília, as pautas eram as mesmas: contra cortes na educação, o projeto Future-se e a reforma da Previdência.

Os organizadores da passeata estimaram a participação de 10 mil pessoas. Dentre os quais, dois mil indígenas que estão acampados na cidade. Já a PM contou 4.000 participantes.

A passeata começou por volta das 10h30. Todas as pistas do eixo monumental foram ocupadas pelos manifestantes, que seguiram em direção ao Congresso Nacional. Eles se uniram com a Marcha das Mulheres Indígenas.

Por volta das 11h, manifestantes dos dois movimentos se juntaram no gramado diante do Congresso. Não houve registro de tumulto.

A Força Nacional de Segurança foi autorizada a fazer a segurança dos arredores de prédios do Ministério da Educação e da Esplanada dos Ministérios, segundo decreto assinado na semana passada pelo ministro Sergio Moro (Justiça).

A UNE tentou barrar na Justiça a medida por entender que ela é ilegal, mas o ministro Sérgio Kukina, do Superior Tribunal de Justiça, negou o pedido.

Sob sol forte, os manifestantes começaram a dispersar por volta das 12h30 e, às 13h30, o ato já havia acabado no gramado em frente ao Congresso. A manifestação, menor do que as realizadas neste ano, não chegou a passar em frente ao MEC, como era previsto.

Bandeiras da CUT, PT, PSOL e PCO integraram o movimento.

Capitais Houve protestos também em outras capitais do país. Em Curitiba, um grupo segurava uma faixa com a inscrição #Morocriminoso no ato pela educação em frente à UFPR (Universidade Federal do Paraná), tradicional ponto de manifestações.

O protesto é coordenado pelo diretório acadêmico da federal e começou por volta das 18h. Eles devem fazer uma caminhada pelo centro da cidade. Ainda não havia estimativa de público até o início desta noite.

O ato em Belo Horizonte teve um foco diferente dos anteriores, tendo como pauta principal o protesto contra o programa Future-se, do ministério da Educação. Uma das críticas é que não houve debate com as universidades antes do lançamento.

Milhares de manifestantes, boa parte estudantes da UFMG e do Cefet, caminharam pela capital no fim da tarde desta terça. A Polícia Militar de Minas Gerais não divulga estimativa de público. ?Houve ainda manifestações contrárias à reforma da Previdência. Parte dos cartazes e camisetas faziam referência à campanha “Lula livre”, pedindo a liberdade do ex-presidente preso desde o ano passado, em Curitiba.

Na capital gaúcha, o ato iniciou às 18h, na Esquina Democrática, ponto tradicional de protestos desde a ditadura militar. Milhares de estudantes e sindicalistas saíram em marcha pelo centro de Porto Alegre até a faculdade de educação da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

Em uma performance artística, estudantes maquiados e segurando cartazes representavam o SUS, a educação, a reforma da Previdência e o meio ambiente. Entre eles, um “leiloeiro” questionava: “quem dá mais?”.

Em cartazes, era possível ler “Nossa arma é a educação”, uma crítica à política armamentista do presidente Jair Bolsonaro (PSL). “Sou estudante, não abro mão de Previdência e mais educação”, era um dos cânticos entoados pelos manifestantes.

O Future-se também foi alvo de protesto no ato gaúcho. “Temos que mostrar o desmonte da educação pública gratuita. Só com a educação pública podemos desenvolver nosso país”, disse o deputado estadual Pepe Vargas (PT-RS), no carro de som do ato.

No Recife, a manifestação contra o bloqueio de verbas nas universidades federais reuniu estudantes, professores e integrantes de movimentos sociais no centro da cidade. A caminhada, com palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL), teve início às 16h.

Trios elétricos participaram do protesto. Os manifestantes também criticaram a reforma da Previdência, que está em tramitação no Senado Federal. As principais vias do centro ficaram engarrafadas. A Polícia Militar não informou a quantidade de manifestantes no ato.