CONVITE

sexta-feira, 7 janeiro, 2011

 

A Militância do PDT-Ba, estará  reunida no dia 10 de janeiro  de 2011, na Rua da Mouraria nº 50, às 19:00 horas com os seguintes pontos de Pauta: O momento do do PDT-Ba, Lavagem do Bonfim e o que ocorrer.

Honorato Araujo
Coordenador


Musa rouba a cena na apresentação dos uniformes do América, em Recife

sexta-feira, 7 janeiro, 2011

Viviane Araújo durante a apresentação do uniforme do América

O lançamento do uniforme do América de Pernambuco nesta quinta-feira (06) provocou grande repercussão em todo o Brasil. A musa do time, Viviane Araújo, roubou a cena.

Foram três horas ao todo na sede do Mequinha. Pouco, considerando que o time passou 15 anos fora da primeira divisão do Campeonato Pernambucano. 2011 é o ano do retorno. E o retorno, ao menos pelo extra-campo, já começou bem.

Mais de 100 pessoas compareceram ao evento. O presidente, José Antônio Moreira; o vice-presidente de Marketing, José Augusto Moreira Neto; o guardião da memória do Mequinha, Teófilo; os jogadores que apresentaram os uniformes; e a própria Viviane.

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O América-PE apresentou também os seus novos patrocinadores. O Shopping Boa Vista, o banco Banorte e a Habibs são os três principais e estão estampados na camisa. O valor dos patrocínios não foi revelado. O material esportivo é fornecido pela Rota do Mar.

Pés no chão, o presidente José Antônio Moreira afirmou que a principal meta deste ano é não ser rebaixado. É o segundo passo na reerguida do time. O primeiro foi o retorno.

A meta a médio prazo é a construção de um centro de treinamento. O clube espera já tê-lo em 2014, ano de seu centenário. “O América voltou!”, bradou o presidente. Informações do JC Online.

Veja vídeos

http://www.flickr.com/photos/jconline2/5331266083/

fonte: interior dabahia.com.br

 


Parque Estadual de Canudos receberá verba por equipamentos museográficos

sexta-feira, 7 janeiro, 2011

Parque Estadual de Canudos vai receber RS 100 mil

A Fundação de Assistência Sócio-Educativa e Cultural (Fasec) assinou convênio com o Ministério da Cultura para implantar equipamentos museográficos nos “Cenários” do Parque Estadual de Canudos (PEC). O valor da emenda é de R$ 100 mil.

O projeto, da deputada federal Lídice da Mata, prevê a instalação de novos equipamentos com uma estrutura museológica de grande impacto visual, com registros de acervos icnográficos, cenas e releituras da Guerra de Canudos, instalada no Parque Estadual.

Segundo a senadora eleita da Bahia, Lídice da Mata, o projeto irá preservar e transmitir a riqueza da história de Canudos levando em conta dois importantes aspectos: a projeção artística e a difusão do conhecimento.

A instalação dos equipamentos integra o megaprojeto intitulado “Cidades Cenográficas de Canudos”, coordenado pelo Pró-Reitor de Planejamento da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), e visa apresentar anualmente um espetáculo teatral aos moldes da encenação da Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém, Pernambuco.

Para execução do empreendimento a Secretaria Estadual do Turismo apresentou projeto orçado em R$ 5 milhões ao Ministério do Turismo. O objetivo é atrair turistas para região do semi-árido e rememorar a saga de Canudos.

 

 

 


DEBAIXO DO LIXO CORRE O ESGOTO

sexta-feira, 7 janeiro, 2011

Por Carlos Chagas

Apresenta razões mais escabrosas ainda esse lamentável choque  entre PMDB e PT por cargos no governo. Debaixo do lixo  corre o esgoto. Sabem porque o ministério da Saúde e seus penduricalhos são os mais disputados? Por possuírem a maior verba incluída no orçamento: dezenas de bilhões, mais de oitenta.

Com todo o respeito, por que os partidos pretendem gerir tanto dinheiro assim? A suspeita é de que, aplicando fortunas através de empresas privadas, prestadoras de serviço e empreiteiras, os gestores venham a recolher comissões. Percentuais sobre os gastos sempre superfaturados. Assim Delúbio Soares e sua quadrilha amealhavam recursos para financiar o mensalão.

Foram-se os tempos do dr. Jatene. A investida agora exige a distribuição de fatias do erário através de  prepostos das direções partidárias, com ênfase para o PMDB, que estrila por haver perdido o caminho da fonte. Espera-se que o PT possua outras motivações para abocanhar o sistema de saúde pública, mas garantir, ninguém garante.

Escreveu diversas vezes o médico Aloísio Campos da Paz,  certamente o maior administrador brasileiro de recursos da saúde pública, criador da rede de hospitais Sarah, que a medicina pública é incompatível com o lucro. Ganhar dinheiro com a doença e o sofrimento do cidadão beira as raias do crime.

Deve-se dar ao ministro Alexandre Padilha o crédito de uma vida política escorreita e sem percalços. Por isso ele deveria estar lutando feito leão para não permitir o esquartejamento de sua pasta pelas hienas partidárias. Vamos ver se consegue.

E A CUT, ONDE ANDA?

Paulo Pereira da Silva, da Força Sindical, saiu na frente e parece o único líder  sindicalista a verificar o garfo embutido na proposta do novo salário mínimo de 540 reais.  Porque essa quantia constitui um esbulho. O reajuste está abaixo da inflação do ano passado,  importando menos  argumentar que o PIB cresceu menos em 2009, mas que em 2012 os trabalhadores terão considerável aumento por conta do elogiável crescimento econômico em 2010. O que interessa para a massa de operários e camponeses é 2011.

No meio dessa discussão,  onde anda a CUT? É verdade que nos últimos oito anos a maior central sindical de nossa História omitiu-se. Não podia criar problemas para o Lula. Mas se os planos da companheirada são de oito anos para Dilma Rousseff e, depois, mais oito para Luiz Inácio da Silva, o resultado será a transformação da CUT numa assembléia de condomínio de um prédio de subúrbio. Já perdeu muito de sua influência, e mais perderá calando-se diante da injustiça desse novo salário mínimo.

GUIDO LÊ VOLTAIRE?

Papai Noel deveria ter deixado  a coleção completa das obras de Voltaire de presente para o ministro Guido Mantega. Ele poderia ler num dos primeiros artigos do jovem François Marie Arouet, recém-chegado a Paris, o conselho dado ao regente da França, Felipe de Orleáns. Foi por conta da necessidade de fazer economia  que o  tio do ainda menino Luís XV decidiu vender a metade dos animais das cavalariças reais. Voltaire escreveu que o governante faria mais economia caso se livrasse não dos cavalos, mas da metade dos jumentos que compunham a corte. Ganhou sua primeira passagem para a Bastilha.

Guido Mantega quer cortar bilhões nos gastos públicos, coisa que fatalmente atingirá serviços essenciais para a população, da educação à saúde e à  segurança pública.  Melhor faria se mandasse suprimir os mais de 35 mil cargos federais em comissão, os famigerados DAS que abrigam funcionários sem concurso e sem competência…

MESQUINHARIAS

Alguns ranzinzas protestam por estar o ex-presidente Lula, com a família, hospedado numa dependência do Exército, à beira-mar, aproveitando para descansar sem ser perturbado como fatalmente seria se freqüentasse o balneário do Guarujá. Lembram que Fernando Henrique não se valeu de prerrogativa igual e que depois de deixar o poder viajou para a Europa só com dona Ruth. As situações são diferentes, mas nem tanto, porque ao chegar à capital francesa o sociólogo teve à  disposição todo o aparato da embaixada brasileira.

Faria o quê, o Lula, se tivesse embarcado para a Europa? Monoglota, encontraria montes de  dificuldades, quando na verdade deseja apenas descansar. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, convidou-o a   ocupar por alguns dias aposentos no Forte dos Andradas,  defronte a uma praia privada, onde se encontra livre dos chatos, dos inoportunos e dos curiosos.  Melhor do que viajar às custas de empreiteiras, como acontece com montes de parlamentares.



Lucidez

sexta-feira, 7 janeiro, 2011

Prof. Desiderio

 

Enfim um pouco de lucidez no cenário político de Salvador: a manifestação do deputado federal Nelson Pelegrino. Ele defende que o Governo do Estado ajude o prefeito João Henrique a sair da crise, mas rejeita a participação na gestão do município.

Pelegrino tem razão e é possível que o X da questão resida justamente aí na ocupação de cargos. O fisiologismo de alguns e até de partidos que gozam de um pouco de credibilidade tem atrapalhado, para não dizer contribuído, para o caos político e administrativo instalado no palácio Tomé de Souza.

A troca de secretários e gestores tem sido uma constante, o Diário oficial do Município deve está com a sua gráfica exaurida com o entra e sai de nomes, nem sempre a altura do cargo e dos desafios impostos pela administração da grande metrópole.

Os partidos deveriam fazer uma avaliação criteriosa ao ceder um de seus “quadros” para a prefeitura, deveria haver debate que levasse em consideração o ônus e o bônus de se tomar tal decisão. Se isso fosse feito 50 nomes não teriam sido trocados.

Pelegrino tem razão, para ajudar não é preciso está na administração, todos os grandes partidos, PDT, PT, PMDB, PSDB, PSB, DEM, PP e…, em algum momento indicou e ocupou secretárias, a gritaria foi a mesma: falta de autonomia, ingerências indevidas. Se nada disso mudou, se “Luisas e Cavalcantis” continuam dando as cartas, melhor ficar de fora.



PELEGRINO NÃO QUER PT NO THOMÉ DE SOUZA

sexta-feira, 7 janeiro, 2011

Foto: Max Haack/BN


Nelson Pelegrino quer que governo apenas ajude a cidade

O deputado federal Nelson Pelegrino, pré-candidato do partido à prefeitura de Salvador, em contato com o Bahia Notícias, se disse surpreso com a especulação sobre a entrada do PT no governo João Henrique. “Almocei hoje (quinta) com deputados federais, falamos sobre vários assuntos, mas não houve comentários sobre a questão municipal. Eu, particularmente, acho que o governo (do Estado) tem que ajudar a cidade, mas não sou favorável à participação na gestão”, argumentou. Segundo o parlamentar, a única hipótese plausível para que a legenda ingressasse no Palácio Thomé de Souza seria a liberdade para realizar “uma transformação profunda”. “Só se eles dessem tudo: Casa Civil, Fazenda, Planejamento. Mesmo assim seria difícil, porque o nível de governabilidade é muito pouco”, opinou. Uma aproximação política entre JH e Wagner poderia ser desastrosa para os planos de Pelegrino. Caso o caos financeiro, político e administrativo do Município não fosse resolvido em dois anos, ele arriscaria a sua candidatura por ter que levar consigo a pecha de “postulante do prefeito”, mais o desgaste de uma administração inconstante.

 


A fotografia do poder no Brasil

sexta-feira, 7 janeiro, 2011

Exibir blog de Paulo Rogério

 

A edição de 13 dezembro de 2010 da Revista Época trouxe como manchete uma análise sobre os 100 mais influentes brasileiros do ano. Com cinco opções de capa, a revista dá ao leitor a opção de comprar a versão com a presidente Dilma Rousseff; a do cineasta José Padilha, diretor dos filmes Tropa de Elite 1 e 2; com o empresário Eike Batista, considerado a 8ª pessoa mais rica do mundo e finalmente a capa com o jogador santista Neymar Júnior. Mas, o que de fato chama a atenção não é o recurso publicitário acima mencionado, e sim o fato de que praticamente não há negros nessa edição especial.

 

Com exceção da ex-ministra Marina Silva, fenômeno das últimas eleições presidenciais, e do jogador Neymar, que ocupa a tradicional parcela de negros no campo das celebridades futebolística, todos os outros 98 escolhidos pela equipe da revista são brancos. Como disse certa vez, em entrevista, o ator negro Milton Gonçalves, “nós não estamos na fotografia do poder”.

 

Pela lógica da revista , a  população negra brasileira deve, portanto, contentar-se em ler histórias de sucesso de seus patrícios não-negros e ícones do Brasil que “deu certo”, como a de Eduardo Saverin, bilionário, co-fundador  do Facebook, de apenas 28 anos; David Neeleman, que colocou a companhia Azul em terceiro lugar no mercado de aviação brasileiro; de Alexandre Behring, que
comprou ações da empresa americana Burger King – reforçando a nova imagem do capitalismo brasileiro no mercado Global – além de tantos outros “euro-ascendentes” que contribuíram para o desenvolvimento do Brasil em 2010. Até na música, tradicional reduto negro na mídia, sobrou para Margareth Menezes e Carlinhos Brown apenas fazerem comentários elogiosos sobre Ivete Sangalo e a roqueira Pitty, respectivamente.

 

Como se vê, se tomarmos apenas essa reportagem como referencial, conclui-se que o Brasil termina a última década de século XX como se estivesse ainda no século XIX: sem negros nos espaços de poder, apesar da retórica conservadora de que somos uma democracia racial.

 

O  mais curioso é que, ao que parece, de fato, não houve “grandes erros” de apuração dos jornalistas de Época, pois, de fato, nossa influência objetiva nas decisões políticas e econômicas  do Brasil é quase nula. Quer uma prova, é só olhar para o ministério da nova presidente Dilma Rousseff.

 

Entretanto, há graves omissões que precisam ser ditas na reportagem, como a do cineasta Jefferson De, ganhador do 38º Festival de Cinema de Gramado com o filme Bróder, ou a professora Nilma  Lino Gomes, conselheira nacional de educação e que deu um parecer contrário a publicação do livro Caçadas de Pedrinho do escritor Monteiro Lobato, acusado de racista, gerando um grande debate nacional sobre o racismo no ambiente escolar.

 

Ou seja, uma melhor apuração  jornalística dentro da comunidade negra certamente podem apresentar outros nomes negros de destaque em matérias como essa. Apesar disso, de fato, a reportagem em questão é, literalmente, a fotografia da desigualdade racial brasileira nos campos da política, mídia e economia; Senão, vejamos.

Segundo o pesquisador Reinaldo Bulgarelli, que atuou na recente pesquisa do  Instituto Ethos de Responsabilidade Social denominada “Perfil Social, Racial e de Gênero nas 500 maiores empresas do Brasil”, se continuarmos nesse ritmo de inclusão social, na melhor das hipóteses, demoraremos 150 anos para que homens negros atinjam a mesma posição dos brancos no mercado corporativo. No caso das mulheres negras, essas demorariam muito mais – a pesquisa revelou que  hoje elas são apenas 0,5% do topo da pirâmide empresarial do país.

 

Se os números da desigualdade assustam, não há conforto ao olharmos para ações de combate a discriminação racial nas empresas: 72% das companhias entrevistadas não adotam nenhum tipo de ação afirmativa, seja na contratação de funcionários ou nos planos de carreira.

 

Na África do Sul, símbolo do racismo mundial, uma das principais políticas do pós-aparthied foi a criação do programa Black Economic Empowerment (Empoderamento Econômico dos Negros), que, dentre outras coisas, dá vantagens em licitações públicas para empresas de propriedade ou gerenciadas por negros – o que no caso sulafricano inclui pretos, coloured (pardos) e indianos. Apesar das críticas, o programa tem criado, dentro dos limites do capitalismo, uma classe média negra minimamente capaz de influenciar importantes decisões da nação. Por aqui, setores conservadores da sociedade ainda discutem a legitimidade das cotas raciais nas universidades.

 

O Brasil, como se sabe, pretende se tornar, até 2025, a quinta maior economia global, ultrapassando a Alemanha, e finalmente atuar como um player de primeiro escalão no cenário internacional. Porém, para que isso realmente ocorra, serão necessárias mais do que ações para incrementar o Produto Interno Bruto (PIB). É preciso conter o sangramento demográfico de jovens – que já começam a fazer falta na economia – e investir em educação de qualidade. Segundo pesquisa do Observatório de Favelas, Secretaria Nacional de Direitos Humanos e UNICEF, cerca de 33 mil jovens devem ser mortos no Brasil até 2013.

 

Na cerimônia de sanção do Estatuto da Igualdade Racial, o então presidente Lula disse que a dívida que o Brasil tem com negros “não pode ser paga em dinheiro, mas com solidariedade”. Porém, o documento que possui 65 artigos ainda é tímido para enfrentar desigualdades tão latentes e não inclui marcos legais efetivos para mudança do status quo racista.
Em compensação, o que observamos  no teatro de horrores das grandes metrópoles brasileiras é a punição severa de jovens negros com menos de 25 anos, vitimados ora pela  guerra do tráfico de drogas ou pela ação genocida de grupos de extermínio –  tudo isso  sob a leniência  governamental e com  o álibi do chamado “auto de resistência” por parte das policias. Pelo visto, não há dúvidas sobre a opção feita pelo Estado Brasileiro, em vez de educar e unir, prefere segregar e punir. Essa é, portanto, a fotografia triste da nossa realidade.

 

Paulo Rogério Nunes é diretor-executivo do Instituto Mídia Étnica e co-editor do Portal Correio Nagô. Twiiter: www.twitter.com/paulorogerio81